{"id":3982,"date":"2021-09-08T10:47:19","date_gmt":"2021-09-08T10:47:19","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3982"},"modified":"2021-10-04T22:40:56","modified_gmt":"2021-10-04T22:40:56","slug":"tempos-de-luta-de-adversidade-e-de-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/09\/08\/tempos-de-luta-de-adversidade-e-de-esperanca\/","title":{"rendered":"Tempos de luta, de adversidade e de esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>AGENDA<\/strong><\/span> | Em\u00eddio Santana<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tempos de luta, de adversidade e de esperan\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por ocasi\u00e3o da emiss\u00e3o da RTP2 de hoje dia 8 de setembro na qual vai passar um document\u00e1rio sobre Em\u00eddio Santana adiantamos atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o de Carlos Neves alguns elementos relevantes desta figura incontorn\u00e1vel do pensamento e da a\u00e7\u00e3o anarco-sindicalista em Portugal.<\/h4>\n\n\n\n<p>A primeira sugest\u00e3o consiste na leitura da Biografia realizada por <strong>Helena Pato<\/strong> e publicada no espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o <strong>Fascismo Nunca Mais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>EM\u00cdDIO SANTANA (1906 \u2013 1988)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignfull has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center is-style-default\" style=\"grid-template-columns:auto 40%\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"626\" height=\"674\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3983 size-full\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto.png 626w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto-279x300.png 279w\" sizes=\"(max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<h2 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#000000\"><strong>Em\u00eddio Santana<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Em\u00eddio Santana \u00e9 um dos mais destacados lutadores contra o fascismo. Cidad\u00e3o fundador e militante do anarco-sindicalismo, foi preso por v\u00e1rias vezes e deportado. No dia em que fazia 31 anos, em 1937, participou no \u00fanico atentado contra o ditador Salazar. Foi julgado e cumpriu 16 anos de pris\u00e3o. Nem por isso saiu de combate.<\/h4>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>1. Nasceu a 4 de Julho de 1906, filho de um serralheiro e m\u00e3e dom\u00e9stica. Estudou na Escola Oficina n\u00ba1 no Largo da Gra\u00e7a, e come\u00e7ou a trabalhar aos 14 anos. A seguir ao golpe fascista do 28 de Maio, inicia a sua actividade contra a ditadura e organiza o movimento anarco sindicalista portugu\u00eas. \u00c9 o respons\u00e1vel pelo nascimento de v\u00e1rias tipografias clandestinas onde se imprimiam panfletos contra o regime. Foi membro do Sindicato dos Metal\u00fargicos, e director do jornal \u201cA Batalha\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"601\" height=\"335\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto9.png\" alt=\"\" data-id=\"3987\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto9.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3987\" class=\"wp-image-3987\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto9.png 601w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto9-300x167.png 300w\" sizes=\"(max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><br>Preso por v\u00e1rias vezes, nomeadamente no forte de Elvas, foi tamb\u00e9m deportado para os A\u00e7ores em 1932.<br>Foi o autor, juntamente com outros camaradas, do \u00fanico atentado a Salazar, em 1937.<br>Perseguido e preso em Londres para onde tinha fugido, \u00e9 julgado e condenado a 16 anos de pris\u00e3o, que cumpriu na penitenci\u00e1ria de Coimbra at\u00e9 1953.<br>Ap\u00f3s a sua liberta\u00e7\u00e3o continuou na luta antifascista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou conhecido como autor de diversos artigos e ensaios sobre o anarco-sindicalismo e o mutualismo. Militou nas Juventudes Sindicalistas (1924), de que chegou a ser Secret\u00e1rio Geral. No Sindicato Nacional dos Metal\u00fargicos foi eleito para o Conselho Nacional da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho (CGT) portuguesa (1927). Paralelamente, participou em v\u00e1rias iniciativas de movimentos culturais progressistas e do associativismo livre: Universidade Popular Portuguesa (1930), Ateneu Cooperativo (1954), Associa\u00e7\u00e3o dos Inquilinos Lisbonenses (1964\/65) e DECO (Assoc. Portuguesa para a Defesa do Consumidor), integrando o seu n\u00facleo fundador (Fevereiro de 1974).<br>\u00c9 co-fundador do Centro de Estudos Libert\u00e1rios e do Arquivo Hist\u00f3rico Social, doado \u00e0 Biblioteca Nacional em 1985.<br>Morreu em lisboa a 16 de Outubro de 1988<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-3 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"543\" height=\"808\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Atentado-a-Salazar.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3989\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3989\" class=\"wp-image-3989\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Atentado-a-Salazar.jpg 543w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Atentado-a-Salazar-202x300.jpg 202w\" sizes=\"(max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"228\" height=\"233\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto2-1.png\" alt=\"\" data-id=\"3990\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3990\" class=\"wp-image-3990\"\/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"506\" height=\"752\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto5-1.png\" alt=\"\" data-id=\"3991\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto5-1.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3991\" class=\"wp-image-3991\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto5-1.png 506w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto5-1-202x300.png 202w\" sizes=\"(max-width: 506px) 100vw, 506px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>.<br>2. Num artigo de Jorge Costa (*) fica-se a conhecer e a perceber melhor o percurso de Em\u00eddio Santana:<br>\u00abRelatada nas suas Mem\u00f3rias, a primeira impress\u00e3o pol\u00edtica de Em\u00eddio Santana \u00e9 a greve ferrovi\u00e1ria de Junho de 1919. Para evitar as sabotagens das linhas, o ministro S\u00e1 Cardoso manda atrelar vag\u00f5es abertos \u00e0 frente dos comboios, tripulados por militares, cheios de grevistas presos. O caso corre o pa\u00eds nas p\u00e1ginas d\u2019A Batalha, o jornal da CGT anarco-sindicalista. O mundo do trabalho no Portugal dos anos 20 \u00e9 dominado pela viol\u00eancia de classe: o \u2018trabalho certo\u2019 \u00e9 privil\u00e9gio de poucos; em alguns sectores, a jornada de trabalho quase duplica as oito horas legais; noutros, as crian\u00e7as ocupam at\u00e9 um quarto da m\u00e3o-de-obra; a esmagadora maioria dos trabalhadores n\u00e3o est\u00e1 abrangido por qualquer sistema de previd\u00eancia. O anarco-sindicalismo \u00e9, desde os alvores da Rep\u00fablica, a for\u00e7a hegem\u00f3nica na classe trabalhadora, muito vinculado a sectores profissionais de pequena ind\u00fastria e servi\u00e7os, com fortes estruturas sindicais e um imponente sistema de imprensa. \u201cA Batalha\u201d \u00e9 dos di\u00e1rios mais lidos da capital.<br>Aos quinze anos, Em\u00eddio Santana inscreve-se no sindicato dos metal\u00fargicos como aprendiz de carpinteiro de moldes, mais tarde desenhador. Torna-se secret\u00e1rio de propaganda das Juventudes Sindicalistas e membro da CGT. A golpes de pol\u00edcia, a ditadura militar vai preparando a proibi\u00e7\u00e3o dos sindicatos livres. Santana conhece a sua primeira pris\u00e3o (sete meses) logo em 1928, com a ilegaliza\u00e7\u00e3o da CGT na sequ\u00eancia das revoltas democr\u00e1ticas de 1927. Sucedem-se os ataques a instala\u00e7\u00f5es e jornais oper\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco depois da constitui\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Anarquista da Regi\u00e3o Portuguesa, Santana \u00e9 de novo preso e deportado para os A\u00e7ores, de Fevereiro de 1932 a Agosto de 1934. No seu regresso, o panorama sindical \u00e9 desolador: ocorrera entretanto o 18 de Janeiro, a \u00faltima afirma\u00e7\u00e3o insurreccional do movimento oper\u00e1rio portugu\u00eas, e o seu fracasso consuma uma derrota duradoura da oposi\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria, com o envio para o campo da morte do Tarrafal de muitos dirigentes sindicalistas, entre os quais o l\u00edder anarquista M\u00e1rio Castelhano e o secret\u00e1rio-geral do PCP, Bento Gon\u00e7alves, que ali morrer\u00e3o. O anarco-sindicalismo resiste mal \u00e0 repress\u00e3o. Portugal vive as campanhas de \u00f3dio anti-comunista, com serm\u00f5es na igreja e na r\u00e1dio. Com o triunfo da Frente Popular nas elei\u00e7\u00f5es espanholas de Fevereiro de 1936 e com o pronunciamento militar de Franco, come\u00e7a a \u201cguerra civil europeia em territ\u00f3rio espanhol\u201d. Em\u00eddio Santana \u00e9 enviado ao congresso da CNT, o gigante anarco-sindicalista do pa\u00eds vizinho. Ao mesmo tempo que o conflito se adensa em Espanha, torna-se evidente o papel desempenhado por Salazar: em Outubro, Portugal rompe rela\u00e7\u00f5es com a Rep\u00fablica espanhola. Enquanto Hitler e Mussolini se empenham com homens, avi\u00f5es e artilharia, Portugal oferece a preciosa fronteira. A raia torna-se zona de passagem discreta de armamento para os franquistas, enquanto o n\u00e3o intervencionismo das democracias europeias fecha os olhos. Republicanos em fuga s\u00e3o perseguidos pela GNR e dados \u00e0 morte aos sediciosos de Franco. O salazarismo \u00e9 um pulm\u00e3o log\u00edstico e diplom\u00e1tico do fascismo em Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1937, depois de uma onda de atentados em Lisboa contra centros de colabora\u00e7\u00e3o com o franquismo, Em\u00eddio Santana est\u00e1 no centro da prepara\u00e7\u00e3o do tiranic\u00eddio. A figura de Salazar h\u00e1 muito que se afirmou como o elemento central da ditadura, cujos contornos totalit\u00e1rios s\u00e3o cada vez mais evidentes. Contra o ditador, planeiam para Lisboa um acto da guerra civil europeia que abre caminho \u00e0 guerra mundial: \u201cse Salazar se sentia autorizado a comprometer o pa\u00eds no conflito espanhol, n\u00f3s, cidad\u00e3os portugueses, na legitimidade dos nossos direitos, t\u00ednhamos o dever de opor-nos \u00e0 vilania da agress\u00e3o e preferimos a lealdade e a solidariedade\u201d, (in Mem\u00f3rias). A 4 de Julho, h\u00e1 69 anos, a avenida Barbosa do Bocage estremece com a explos\u00e3o de uma bomba. Uma enorme cratera abre-se junto ao carro de Salazar, que no entanto escapa ileso. Um erro de posicionamento do petardo desviou a onda de choque e deitou a perder o atentado.<br>Hitler envia um telegrama felicitando Salazar pelo seu feliz salvamento. As pol\u00edcias realizam pris\u00f5es a esmo, torturas e an\u00fancios de sucessos forjados.<br>Em poucos meses, v\u00e1rios inocentes perdem a vida, pela viol\u00eancia ou pelo suic\u00eddio. Para ajudar, Mussolini envia uma delega\u00e7\u00e3o da sua pol\u00edcia pol\u00edtica. Em\u00eddio Santana ser\u00e1 preso s\u00f3 em Outubro, em Inglaterra, ao tentar o ex\u00edlio, e entregue \u00e0 PVDE de Salazar. Seguir-se-\u00e3o 16 anos de pris\u00e3o.<br>Nas suas Mem\u00f3rias, conta como travou, \u201cnos armaz\u00e9ns do C\u00f3digo Penal\u201d, a mais singela das lutas contra a repress\u00e3o: \u201csobreviver e ajudar os outros a sobreviver\u201d. E como aceitou o convite \u2013 n\u00e3o pouco melindroso para um libert\u00e1rio -, para projectar os melhoramentos da cadeia onde est\u00e1 preso, em Coimbra, substituindo a indigna ala das mulheres, tra\u00e7ando o refeit\u00f3rio antes inexistente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 sa\u00edda da pris\u00e3o, Em\u00eddio Santana encontra uma sociedade que mudou profundamente e onde o pr\u00f3prio tecido industrial j\u00e1 n\u00e3o corresponde \u00e0 estrutura de classe e \u00e0 cultura pol\u00edtica em que o anarco-sindicalismo germinou. O meio libert\u00e1rio est\u00e1 desarticulado e, com os pren\u00fancios do marcelismo, Santana colabora com c\u00edrculos cat\u00f3licos progressistas e democr\u00e1ticos (interven\u00e7\u00f5es em com\u00edcios da CEUD e da CDE, em 1969).<\/p>\n\n\n\n<p>Com o 25 de Abril, participa na \u201capoteose de emo\u00e7\u00e3o colectiva\u201d. A refer\u00eancia libert\u00e1ria de Maio de 68 leva alguns jovens ao grupo que volta a publicar \u201cA Batalha\u201d: \u201ccomentaram, criticaram e ridicularizaram tudo numa literatura mural impressionante\u201d. Estes jovens \u201cassumiam todas as rebeldias, sacudiam todos os jugos, mas tamb\u00e9m todas as obriga\u00e7\u00f5es.<br>Criava-se um v\u00e1cuo entre gera\u00e7\u00f5es\u201d. A tradi\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria no movimento popular estava interrompida. At\u00e9 \u00e0 sua morte, em 1988, Em\u00eddio Santana nunca cessou de colaborar n\u2019A Batalha e de debater a hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio portugu\u00eas e da resist\u00eancia anti-fascista.<br>Nas suas \u2018Mem\u00f3rias de um militante anarco-sindicalista\u2019, garante que, mesmo nos per\u00edodos mais adversos da sua vida, n\u00e3o perdeu \u201co sentido do contributo que todos devemos ao futuro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Biografia escrita por Helena Pato em colabora\u00e7\u00e3o de Teresa Guimar\u00e3es Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes:<\/p>\n\n\n\n<p>* <a href=\"http:\/\/colectivolibertarioevora.files.wordpress.com\/..\">Artigo de Jorge Costa <\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ler ainda<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8211; Uma descri\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios acontecimentos no UNI\u00c3O LIBERT\u00c1RIA, assim como algumas fotos. <a href=\"https:\/\/twitter.com\/unlib_pt\/status\/1317158517128790016\">LER <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Tr\u00eas entrevistas feitas por\u00a0Lu\u00eds Salgado d e Matos <a href=\"http:\/\/analisesocial.ics.ul.pt\/documentos\/1224069291I9yOQ8xb4Ed87YT5.pdf\">LER <\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group alignwide is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-3 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"570\" height=\"756\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto7.png\" alt=\"\" data-id=\"3984\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3984\" class=\"wp-image-3984\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto7.png 570w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto7-226x300.png 226w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"536\" height=\"772\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto8.png\" alt=\"\" data-id=\"3985\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3985\" class=\"wp-image-3985\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto8.png 536w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto8-208x300.png 208w\" sizes=\"(max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"506\" height=\"752\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto5.png\" alt=\"\" data-id=\"3986\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto5.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3986\" class=\"wp-image-3986\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto5.png 506w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Emidio-Foto5-202x300.png 202w\" sizes=\"(max-width: 506px) 100vw, 506px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cneves3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3860\" width=\"300\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cneves3.png 600w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cneves3-284x300.png 284w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Carlos Neves | Agenda Sem Fronteiras<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AGENDA | Em\u00eddio Santana Tempos de luta, de adversidade e de esperan\u00e7a. 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