{"id":4847,"date":"2022-01-20T13:13:38","date_gmt":"2022-01-20T13:13:38","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=4847"},"modified":"2022-01-20T13:13:42","modified_gmt":"2022-01-20T13:13:42","slug":"ha-49-anos-o-assassinato-de-amilcar-cabral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/01\/20\/ha-49-anos-o-assassinato-de-amilcar-cabral\/","title":{"rendered":"H\u00e1 49 anos, o assassinato de Amilcar Cabral"},"content":{"rendered":"\n<p>CAUSAS | Anticolonialismo &#8211; Amilcar Cabral<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Imaginem em 1973 um exilado portugu\u00eas no Luxemburgo ousar escrever um artigo sobre Amilcar Cabral e este ter sido publicado na imprensa nacional com uma mensagem clara: desmascarar o colonialismo da ditadura portuguesa e denunciar a morte do l\u00edder pan-africano como um assassinato organizado por for\u00e7as reacion\u00e1rias e colonialistas que pretenderam cortar a cabe\u00e7a ao movimento libertador da Guin\u00e9-Bissau e Cabo Verde, o PAICG-Partido Africano para a Liberta\u00e7\u00e3o da Guin\u00e9-Bissau e as ilhas de Cabo Verde.<\/h3>\n\n\n\n<p>Publicado no dia 17 de Mar\u00e7o de 1973, no Luxemburgo, o artigo sobre o assassinato no jornal nacional &#8220;Arbecht&#8221; (trabalho) &#8220;Der proletarier&#8221; (o prolet\u00e1rio), da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho valeu ao seu autor, Ant\u00f3nio Paiva, criticas violentas do ent\u00e3o C\u00f4nsul de Portugal no Luxemburgo, que n\u00e3o suportava que se falasse mal do regime e muito menos da guerra colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta iniciativa de escrever e enviar artigos para \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds de acolhimento assumia, naqueles anos de ex\u00edlio, uma grande import\u00e2ncia porque traduzia uma forma concreta e pr\u00e1tica a solidariedade com os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o das ex-col\u00f3nias portuguesas. Como afirma Ant\u00f3nio Paiva &#8220;aproveit\u00e1vamos todas as possibilidades legais para denunciar o regime e a guerra colonial junto da opini\u00e3o p\u00fablica dos pa\u00edses que nos acolheram e nessa circunst\u00e2ncia publiquei muitos artigos&#8221;. Ao mesmo tempo esta produ\u00e7\u00e3o escrita assentava numa pedagogia ativa sobre o que estava em causa e onde ocorriam os acontecimentos &#8220;no fim do artigo, adiantei algumas informa\u00e7\u00f5es para que as pessoas pudessem ter uma ideia do que era a Guin\u00e9-Bissau, completamente desconhecida pelos luxemburgueses&#8221; completou o autor do artigo que aqui reproduzimos como homenagem a Am\u00edlcar Cabral e como valoriza\u00e7\u00e3o dos atos de resist\u00eancia e luta no per\u00edodo do ex\u00edlio antes do 25 de Abril.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-5 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns alignfull are-vertically-aligned-center is-layout-flex wp-container-3 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:44%\">\n<h3 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#000000\">Por Ant\u00f3nio Paiva | Luxemburgo\u00a0<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color\" style=\"color:#636363;font-size:17px;line-height:1.1\"><meta charset=\"utf-8\">Artigo publicado no jornal da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho do Luxemburgo<\/p>\n\n\n\n<p><meta charset=\"utf-8\">Edi\u00e7\u00e3o do 17 de Mar\u00e7o de 1973<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:56%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/paivapic.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1978\" width=\"190\" height=\"133\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/paivapic.png 362w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/paivapic-300x210.png 300w\" sizes=\"(max-width: 190px) 100vw, 190px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>\u201cO colonialismo portugu\u00eas foi muitas vezes denunciado, mas quando \u00e9 que os governos tomar\u00e3o as medidas necess\u00e1rias para o eliminar efectivamente?\u201d, podia ler-se num comunicado de imprensa distribu\u00eddo pela Confedera\u00e7\u00e3o Mundial de Trabalho (C.M.T.).<\/p>\n\n\n\n<p>Amilcar Cabral, chefe do Partido Africano para a Liberta\u00e7\u00e3o da Guin\u00e9-Bissau e as ilhas de Cabo Verde (P.A.I.G.C.) foi assassinado a 8 km de Konakry em frente \u00e0 sua casa, S\u00e1bado, 20 de Janeiro, cerca das 22:50 horas (G.M.T.). Os autores do atentado tentaram captur\u00e1-lo, mas mataram-no com rajadas de metralhadora por ele ter resistido. Uma bala atravessou a nuca de Cabral e saiu ao n\u00edvel do olho esquerdo. Nesse mesmo dia o Sr. S\u00e9kou Tour\u00e9, chefe de Estado Guineense, que oferecia hospitalidade ao dirigente nacionalista desde o in\u00edcio da luta, declarou numa alocu\u00e7\u00e3o radiodifundida que \u201cos principais autores deste crime, assassinos contractados, mercen\u00e1rios ao servi\u00e7o do colonialismo portugu\u00eas\u201d tinham sido presos sem todavia revelar as suas identidades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>De quem \u00e9 a responsabilidade deste crime?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Que \u201ctoda a luz seja feita\u201d sobre a morte de Amilcar Cabral, desejava um comunicado publicado em Paris pelo Reagrupamento dos Guineenses do exterior. Em Portugal a televis\u00e3o refletindo o ponto de vista do governo, deu a entender que a morte foi um ajuste de contas entre elementos rivais do movimento nacionalista, enquanto que um alto respons\u00e1vel declarava \u00e0 ag\u00eancia Reuter que \u201cPortugal n\u00e3o tinha nada a ver com o assassinato\u201d. O presidente Senghor, chefe do Estado Senegal\u00eas, excluiu imediatamente a hip\u00f3tese de \u201cajuste de contas\u201d, entre elementos rivais do movimento nacionalista. \u201cVoc\u00eas adivinham de onde vem o gesto, declarou ele, tem a assinatura de Portugal. N\u00e3o digo que tenha sido Caetano que o ordenou. \u00c9 mesmo prov\u00e1vel que isso n\u00e3o seja o caso. Ainda menos Sp\u00ednola, o governador da Guin\u00e9-Bissau. Mas digo que s\u00e3o os reaccion\u00e1rios que governam efectivamente Portugal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u201cComit\u00e9 Revolucion\u00e1rio Alargado\u201d foi formado para conduzir o inqu\u00e9rito sobre o assassinato. Este comit\u00e9 \u00e9 composto por membros do partido \u00fanico Guineense, os embaixadores da Arg\u00e9lia e de Cuba em Konakry e de representantes da Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique (FRELIMO) e depois do alargamento ainda com representantes da Tanz\u00e2nia, do Senegal, da Z\u00e2mbia, do Egipto, da Nig\u00e9ria, da Serra Leoa e da Sib\u00e9ria, assim como os dirigentes do P.A.I.G.C. que ficam presentes em Konakry.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 23 de Janeiro, o Sr. S\u00e9kou Tour\u00e9 declarava \u00e0 Radio-Konakry que o assassino de Amilcar Cabral era o Sr. Inocento Camilo comandante da marinha do P.A.I.G.C. Ele declarou ainda que o Sr. Camilo e os seus c\u00famplices, todos presos, actuaram por conta do governo Portugu\u00eas que teria prometido a certos nacionalistas acordar a independ\u00eancia \u00e0 &nbsp;&nbsp;&nbsp;Guin\u00e9-Bissau \u201ccontinental\u201d com a condi\u00e7\u00e3o de se dissociarem dos nacionalistas das ilhas de Cabo Verde. Com efeito Amilcar Cabral, que era origin\u00e1rio dessas ilhas, tinha sempre sublinhado que a Guin\u00e9-Bissau e Cabo Verde formavam um conjunto indissol\u00favel. Os Portugueses, uma vez eliminado Amilcar Cabral e os numerosos mesti\u00e7os que integram as fileiras do P.A.I.G.C. seriam assim \u201cretirados sobre as ilhas de Cabo Verde que constituem para eles e os seus aliados uma base estrat\u00e9gica de import\u00e2ncia capital e teria trazido ajuda e protec\u00e7\u00e3o aos Africanos da Guin\u00e9-Bissau\u201d. Estas informa\u00e7\u00f5es teriam sido dadas pelos c\u00famplices do Sr. Camilo, ouvidos pelo Comit\u00e9 Revolucion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses homens seriam, segundo o Sr. S\u00e9kou Tour\u00e9, Africanos \u201cpertencentes ao ex\u00e9rcito colonialista portugu\u00eas, que se tinham infiltrado nas fileiras do P.A.I.G.C. fazendo-se passar por desertores\u201d. O governo portugu\u00eas, ao que parece, ter-se-ia aproveitado das dissens\u00f5es entre a Guin\u00e9 Bissau continental, subdesenvolvida e as ilhas de Cabo Verde, mais evolu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, nas conclus\u00f5es entregues ao Estado Maior do P.A.I.G.C. pelo Comit\u00e9 Revolucion\u00e1rio, soube-se que quinhentas pessoas foram interrogadas; entre elas, doze s\u00e3o consideradas como sendo c\u00famplices e quarenta e tr\u00eas como sendo suspeitas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00f3s queremos reencontrar a nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 sobre esta declara\u00e7\u00e3o de Amilcar Cabral que se baseia a luta que o povo Guineense trava pela independ\u00eancia. Nascido em Cabo Verde em 1922, Cabral fez os seus estudos de Agronomia na Universidade de Lisboa. Em 1956 fundou, com outros compatriotas, o P.A.I.G.C. que viria a desencadear a luta armada, no 23 de Janeiro de 1963 atacando a caserna de T\u00eate.<\/p>\n\n\n\n<p>Amilcar Cabral era um dirigente de grande talento. Para Portugal ele era o advers\u00e1rio mais sens\u00edvel e o melhor treinado nos seus valores. Aquele que tinha anunciado recentemente na ONU \u201ca elei\u00e7\u00e3o de uma Assembleia Nacional e soberana que proclamaria com toda a legalidade, a exist\u00eancia de um novo Estado Independente em Africa\u201d. \u201cA situa\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds, declarou ele, \u00e9 aquela de um Estado Independente que tem ainda certas partes do seu territ\u00f3rio &#8211; em particular os centros urbanos &#8211; ocupados pelas for\u00e7as armadas estrangeiras. N\u00f3s j\u00e1 libertamos mais de 2\/3 do nosso territ\u00f3rio nacional e constru\u00edmos, n\u00e3o obstante a guerra, uma vida nova nessas regi\u00f5es libertadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A sucess\u00e3o de Cabral \u00e0 cabe\u00e7a do P.A.I.G.C. ser\u00e1 provisoriamente assegurada pelo Sr. Aristides Pereira. Secret\u00e1rio geral adjunto do partido, o Sr. Pereira assumir\u00e1 as fun\u00e7\u00f5es de primeiro respons\u00e1vel da direc\u00e7\u00e3o do partido at\u00e9 \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o do conselho superior da luta, \u00f3rg\u00e3o supremo de decis\u00e3o nos intervalos dos congressos. O Sr. Pereira tinha sido sequestrado pelos membros do comando que assassinaram Amilcar Cabral. Foi a marinha guineense que o libertou depois de ter persuadido a embarca\u00e7\u00e3o na qual os autores do golpe\u00a0tinham tomado o largo.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente a morte de Amilcar Cabral, como aquela de Eduardo Mondlane, presidente da Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique (FRELIMO) que tinha sido morto por uma bomba de retardamento em Fevereiro de 1969, representa uma perda consider\u00e1vel para o povo da Guin\u00e9-Bissau e para os povos do terceiro mundo que sofrem pela justi\u00e7a, mas a luta pela liberta\u00e7\u00e3o nacional continuar\u00e1, n\u00e3o obstante as repress\u00f5es por parte do governo portugu\u00eas. Foi  ali\u00e1s o que declarou o Sr. Lu\u00eds Cabral, irm\u00e3o do defunto e membro da Comiss\u00e3o permanente do comit\u00e9 executivo do partido, no decorrer de uma confer\u00eancia de imprensa. \u201cTodas as palavras de ordem de Amilcar Cabral ser\u00e3o realizadas pela direc\u00e7\u00e3o do partido. A primeira tarefa ser\u00e1 a de intensificar o combate em todas as frentes de luta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"606\" height=\"467\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/amilcar.png\" alt=\"\" data-id=\"4343\" data-link=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/index.php\/2021\/10\/20\/a-desercao-e-uma-historia-que-parece-comecar-a-sair-do-silencio\/amilcar\/\" class=\"wp-image-4343\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/amilcar.png 606w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/amilcar-300x231.png 300w\" sizes=\"(max-width: 606px) 100vw, 606px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Amilcar Cabral<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"639\" height=\"937\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/article-1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"4850\" data-full-url=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/article-1.jpg\" data-link=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/?attachment_id=4850\" class=\"wp-image-4850\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/article-1.jpg 639w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/article-1-205x300.jpg 205w\" sizes=\"(max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Artigo de Ant\u00f3nio Paiva<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CAUSAS | Anticolonialismo &#8211; Amilcar Cabral Imaginem em 1973 um exilado portugu\u00eas no Luxemburgo ousar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4848,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[237],"tags":[275,274],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet.jpg",1262,836,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-300x199.jpg",300,199,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-768x509.jpg",640,424,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-1024x678.jpg",640,424,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet.jpg",1262,836,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet.jpg",1262,836,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-1115x715.jpg",1115,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-1024x678.jpg",1024,678,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/arbaiet-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/causas\/\" rel=\"category tag\">CAUSAS<\/a>","tag_info":"CAUSAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4847"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4847"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4847\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4852,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4847\/revisions\/4852"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4848"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}