{"id":4990,"date":"2022-01-27T00:37:22","date_gmt":"2022-01-27T00:37:22","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=4990"},"modified":"2025-03-27T19:24:24","modified_gmt":"2025-03-27T19:24:24","slug":"o-teatro-operario-e-o-18-de-janeiro-1934","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/01\/27\/o-teatro-operario-e-o-18-de-janeiro-1934\/","title":{"rendered":"O Teatro Oper\u00e1rio e o 18 de janeiro 1934"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>DOSSI\u00caS SF\u00a0<\/strong><\/span>|\u00a0TRL \u2013 TERRAS DE RESIST\u00caNCIA E LUTA \u2013 N1 Janeiro 2022 | Marinha Grande<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Existe uma rela\u00e7\u00e3o umbilical entre o Teatro Oper\u00e1rio de Paris e os acontecimentos do 18 de janeiro que ocorreram na Marinha Grande em 1934. Podemos falar de uma opera\u00e7\u00e3o de desoculta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lembrava ao diabo. Mas o que \u00e9 que levou um grupo heterog\u00e9neo de militantes, oper\u00e1rios, ex-estudantes, desertores, exilados a desenterrar um tema que estava bem guardado no esquecimento de conveni\u00eancia de todos aqueles que entretanto se tinham apaixonado pelo suave caminho da oposi\u00e7\u00e3o elegante ao regime ditaturial?<\/h4>\n\n\n\n<p>Tivemos que recuperar os textos e os testemunhos poss\u00edveis sobre esta rela\u00e7\u00e3o tida por explosiva para iniciar a dar resposta a uma interroga\u00e7\u00e3o que surge com toda a legitimidade. O que sabemos \u00e9 que entretanto uma esp\u00e9cie de abra\u00e7o fraternal foi dado entre o TO e a Marinha Grande porque a realiza\u00e7\u00e3o dos Encontros Imagin\u00e1rios na ACR &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Cultural e Recreativa da Comeira, juntando gente da terra e H\u00e9lder Costa, foi a prova evidente que valeu a pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7amos por realizar uma curta e singela homenagem a um ator, um militante, um homem bom que foi a cara e a alma das situa\u00e7\u00f5es mais marcantes da pe\u00e7a do 18 de janeiro de 1934 nas in\u00fameras representa\u00e7\u00f5es que o Teatro Oper\u00e1rio realizou. Estamos a falar de C\u00c2NDIDO FERREIRA. Aqui fica um abra\u00e7o e uma foto desses tempos da autoria do Jos\u00e9 Martins.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"593\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-1024x593.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4993\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-1024x593.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-300x174.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-768x445.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2.jpg 1351w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">C\u00e2ndido Ferreira | \u00c0 direita sentado- preparando o ensaio.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>TEATRO OPER\u00c1RIO DE PARIS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>por H\u00e9lder Costa<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Teatro Oper\u00e1rio MG - 4\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TVdsCsLxnas?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>V\u00cdDEO &#8211; <span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>Jos\u00e9 Torres | ex-membro do Teatro Oper\u00e1rio de Paris<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Paris, fim dos anos 60.<br>Um milh\u00e3o de portugueses, fugidos \u00e0 fome, \u00e0 Pide, \u00e0 guerra colonial, e tamb\u00e9m alguns que, muito simplesmente, procuravam a liberdade de viver e de pensar.<br>A interroga\u00e7\u00e3o para os que j\u00e1 tinham actividade pol\u00edtica em Portugal, e que tinham aceitado essa graciosa &#8220;bolsa de estudos &#8221; do Salazar, era o que fazer com essa enorme massa de emigrantes.<br>Ao lado da actividade pol\u00edtica partid\u00e1ria, era evidente ser necess\u00e1rio criar formas de Associativismo, de anima\u00e7\u00e3o cultural e de apoio social e educacional.<br>Entre as iniciativas mais influentes contava-se a Liga Portuguesa para o Ensino, apoiada pela sua cong\u00e9nere francesa, de esp\u00edrito laico e republicano.<br>A\u00ed se desenvolveu um grupo de teatro, se criou um jornal, e tamb\u00e9m a\u00ed a ac\u00e7\u00e3o se foi estiolando como consequ\u00eancia de guerras entre grupos pol\u00edticos.<br>As diverg\u00eancias eram v\u00e1rias entre os exilados .<br>Falando de teatro, havia quem pensasse fazer pe\u00e7as que fossem autorizadas pela Censura em Portugal (!) ; outros, apresentavam pe\u00e7as no centro de Paris, destinadas \u00e0 intelectualidade portuguesa emigrada e aos seus amigos franceses ; e at\u00e9 havia, uma esc\u00f3ria (que eu me recuso a p\u00f4r ao mesmo n\u00edvel destes &#8220;caminhos diferentes&#8221; com quem estou em desacordo), que tentava (e conseguia) obter patroc\u00ednios do consulado de Portugal para formar &#8220;um teatro para os portugueses&#8221; \u2013 tentativa sempre falhada, tanta era a incompet\u00eancia dos seus &#8221; empreendedores&#8221; e a impopularidade do projecto.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Teatro Oper\u00e1rio e o 18 janeiro  1934 - MG- 1\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/maivqTg-HKs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O COME\u00c7O DO GRUPO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O min\u00fasculo grupo que arrancou com a ideia do &#8220;Teatro Oper\u00e1rio&#8221; tinha outros planos: era preciso levar o teatro, a m\u00fasica, a cultura, a arte, a agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, os jornais anti-fascistas, a alfabetiza\u00e7\u00e3o, a ajuda social, a quem mais precisava de tudo isso: as centenas de milhares de emigrantes que se empilhavam em bairros de lata e&nbsp;<em>foyers&nbsp;<\/em>miser\u00e1veis.<br>E 1970, com &#8220;Hist\u00f3rias para serem contadas&#8221; de Oswaldo Drag\u00fan, assinalou a nossa estreia.<br>O trabalho era dif\u00edcil? Era. Principalmente, porque era preciso vencer o medo dos emigrantes, e combater os provocadores que, desde a estreia do grupo apareciam com bandeirinhas portuguesas (como se v\u00ea, tamb\u00e9m tinham tend\u00eancia para a teatralidade!), tentando expulsar os &#8220;agitadores que tinham terminado com o belo sossego daquele recanto&#8221;. Nada feito. O p\u00fablico dava todo o apoio para n\u00f3s refilarmos, e n\u00e3o perd\u00edamos a ocasi\u00e3o&#8230;<br>Resultado: no fim do espect\u00e1culo, havia debate e convidavam-se eventuais interessados em aderir ao trabalho de teatro. Uns, ficavam a organizar um grupo nesse local, e para isso, um dos elementos do &#8220;Teatro Oper\u00e1rio&#8221; reservava umas noites por semana para dar o primeiro empurr\u00e3o aos novos artistas. Outros, mais livres, aderiam ao &#8220;Teatro Oper\u00e1rio&#8221; e passavam a fazer parte do grupo.<br>Em seis meses criaram-se dois grupos nos arredores, e o grupo passou de cinco para 17 elementos. E, ao mesmo tempo, deram-se 40 espect\u00e1culos.<br>Conv\u00e9m informar que toda esta gente n\u00e3o recebia nenhum subs\u00eddio da Secretaria de Estado da Cultura, nem de nenhum partido pol\u00edtico nacional ou estrangeiro; os espect\u00e1culos eram gratuitos, e todas as despesas eram suportadas militantemente por cada elemento do grupo; conv\u00e9m tamb\u00e9m informar que isto n\u00e3o era nada de excepcional, dado que todos os elementos eram trabalhadores com sal\u00e1rio garantido. (E os desempregados, que tamb\u00e9m havia, eram ajudados como calhava, pelo colectivo)<br>L\u00e1 diz o povo, &#8220;quem corre por gosto, n\u00e3o cansa&#8221;. Mas isso j\u00e1 \u00e9 outra conversa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Teatro Oper\u00e1rio - MG - 2\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jP6yagsXwio?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>18 DE JANEIRO DE 1934<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este foi o t\u00edtulo do 2\u00ba espect\u00e1culo, j\u00e1 seguindo a linha da tentativa de cria\u00e7\u00e3o colectiva.<br>Porqu\u00ea procurar a &#8220;cria\u00e7\u00e3o colectiva&#8221;?<br>Porque nenhum de n\u00f3s tinha experi\u00eancia suficiente para definir uma linha dramat\u00fargica ou est\u00e9tica, e fundamentalmente porque o trabalho no teatro tinha tamb\u00e9m objectivos pedag\u00f3gicos (melhor dizendo, de politiza\u00e7\u00e3o, de tentativa de criar futuros militantes anti-fascistas).<br>E foi assim que se escolheu estudar essa data do movimento revolucion\u00e1rio portugu\u00eas, um acontecimento \u00fanico: os oper\u00e1rios da Marinha Grande, reagindo contra a fasciza\u00e7\u00e3o dos Sindicatos ordenada por Salazar, prenderam a Guarda Republicana e o chefe dos Correios, e durante algumas horas implantaram o soviete da Marinha Grande!<br>A repress\u00e3o foi implac\u00e1vel, e muitos terminaram os seus dias no Tarrafal.<br>Como se depreende pelo tema e seu resultado, n\u00e3o poderia haver a glorifica\u00e7\u00e3o cega da ac\u00e7\u00e3o; mas era necess\u00e1rio, nesses tempos de absoluta passividade partid\u00e1ria e c\u00edvica, dar a conhecer marcos da luta popular para que as massas se mobilizassem e come\u00e7assem a criar a consci\u00eancia da necessidade da revolta. Mesmo que fossem derrotas.<br>Come\u00e7ou-se pelo princ\u00edpio: recolha dos documentos da \u00e9poca, tanto de militantes que tinham participado, como de textos oficiais do Governo, discursos de Salazar, etc.<br>Seguiu-se a subdivis\u00e3o do grupo em pequenas equipas, respons\u00e1veis pela escrita de cenas previamente discutidas e seleccionadas.<br>E depois, os ensaios, onde tudo era rediscutido e posto em causa&#8230; at\u00e9 \u00e0 gloriosa estreia em 1971, num centro de apoio ao bairro de lata de Nanterre (Paris).<br>Nessa altura, j\u00e1 come\u00e7\u00e1vamos a ter uma esp\u00e9cie de rede por onde circul\u00e1vamos com as pe\u00e7as:&nbsp;<em>foyers,&nbsp;<\/em>casas de cultura, clubes portugueses (que ajud\u00e1vamos a construir e que, em muitos casos, estavam ligados a igrejas cat\u00f3licas ou protestantes), sindicatos&#8230;<br>Com o 25 de Abril, esta pe\u00e7a teve ampla divulga\u00e7\u00e3o com v\u00e1rias montagens em meios Universit\u00e1rios e Associa\u00e7\u00f5es populares, o que demonstra a verdade do que julg\u00e1vamos importante: divulgar momentos da Hist\u00f3ria que sempre tinham sido ocultados pelo fascismo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Teatro Oper\u00e1rio MG - 3\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MzBc7qmSXDw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a de Teatro 18 de Janeiro de 1934 foi representada depois do 25 de Abril em Portugal:<\/p>\n\n\n\n<p>Estreia: 14 de setembro de 1971, pelo Teatro Oper\u00e1rio num centro de apoio ao bairro de lata de Nanterre (Paris)<\/p>\n\n\n\n<p>Outras montagens:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\">1974 e 1975 <\/p>\n\n\n\n<p>Teatro Universit\u00e1rio do Porto<\/p>\n\n\n\n<p>Grupo de Teatro do Formigueiro (\u00c1guas Santas- Porto)<\/p>\n\n\n\n<p>Grupo de Teatro de Ch\u00e3o Duro (Moita)<\/p>\n\n\n\n<p>Grupo de Teatro dos CTT &#8211; Lisboa<\/p>\n\n\n\n<p>Grupo de Teatro do Pend\u00e3o (Queluz)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\">1976<\/p>\n\n\n\n<p>Grupo Coral e C\u00e9nico de Santo Amaro (Lisboa).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\">TEXTO SOBRE O TEATRO OPER\u00c1RIO DE H\u00e9lder Costa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\">V\u00eddeo com narrativa sobre o Teatro Oper\u00e1rio &#8211; Jos\u00e9 Torres ex-membros do Teatro Oper\u00e1rio de Paris<\/p>\n\n\n\n<p>Vozes nos v\u00eddeos com textos da pe\u00e7a de teatro do 18 de janeiro de 1934 &#8211; Sandra Veiga, Fernanda Marques e Carlos Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte documental | Brochuras do Teatro Oper\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Teixeira e Carlos Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20220127_002202-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4994\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20220127_002202-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20220127_002202-300x225.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20220127_002202-768x576.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20220127_002202-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/20220127_002202-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOSSI\u00caS SF\u00a0|\u00a0TRL \u2013 TERRAS DE RESIST\u00caNCIA E LUTA \u2013 N1 Janeiro 2022 | Marinha Grande&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4993,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[501],"tags":[273],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2.jpg",1351,782,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-300x174.jpg",300,174,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-768x445.jpg",640,371,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-1024x593.jpg",640,371,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2.jpg",1351,782,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2.jpg",1351,782,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-1115x715.jpg",1115,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-1024x593.jpg",1024,593,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/candido-2-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/18-janeiro-1934\/\" rel=\"category tag\">18 JANEIRO 1934<\/a>","tag_info":"18 JANEIRO 1934","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4990"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4990"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4990\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13857,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4990\/revisions\/13857"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4993"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}