{"id":5190,"date":"2022-02-17T10:18:48","date_gmt":"2022-02-17T10:18:48","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=5190"},"modified":"2022-02-17T10:22:12","modified_gmt":"2022-02-17T10:22:12","slug":"publicacao-homenageia-as-vitimas-mortais-da-ditadura-militar-e-do-estado-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/02\/17\/publicacao-homenageia-as-vitimas-mortais-da-ditadura-militar-e-do-estado-novo\/","title":{"rendered":"Publica\u00e7\u00e3o homenageia as v\u00edtimas mortais da Ditadura Militar e do Estado Novo"},"content":{"rendered":"\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>AGENDA<\/strong><\/mark> | Museu do Aljube &#8211; Resist\u00eancia e Liberdade<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONVERSA<br>24 FEV \u00a0\u2013 QUI, 18H00<br>Audit\u00f3rio<\/strong><br><br>Recebemos Alfredo Caldeira, Domingos Abrantes e Helena Pato para uma conversa sobre a mais recente publica\u00e7\u00e3o do Museu do Aljube, que evoca e homenageia as v\u00edtimas mortais da Ditadura Militar e do Estado Novo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"564\" height=\"338\" data-id=\"5194\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/museu2\u00b4-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5194\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/museu2\u00b4-1.jpg 564w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/museu2\u00b4-1-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"ficaram-pelo-caminho-1926-1974\">Ficaram pelo caminho 1926.1974<\/h2>\n\n\n\n<p>Artigo de Jo\u00e3o Esteves<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se perfazem 48 anos sobre o derrube do Fascismo e a meses de se completarem 48 anos da conquista da Liberdade, a iniciativa do Museu do Aljube de editar o livro&nbsp;<strong><em>Ficaram pelo Caminho 1926 \u2013 1974<\/em><\/strong>&nbsp;n\u00e3o poderia ser mais oportuno quanto \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria daqueles e daquelas que integraram a resist\u00eancia antifascista e popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Este livro, com os nomes e os rostos poss\u00edveis dos 175 mortos e\/ou assassinados entre 1926 e 1974, a que h\u00e1 que acrescentar os cinco africanos, n\u00famero meramente simb\u00f3lico, que perderam a vida na sequ\u00eancia da reabertura do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal rebatizado Campo de Trabalho de Ch\u00e3o Bom, constitui, antes do mais, uma homenagem \u00e0queles que, tendo ousado lutar, numa caminhada sem fim anunciado, ficaram pelo caminho em condi\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Folhear este \u201c\u00c1lbum\u201d, triste e, simultaneamente, heroico que h\u00e1 muito merecia ter sido concretizado, \u00e9 recuperar a mem\u00f3ria de cada nome, rep\u00f4-lo no seu lugar da Hist\u00f3ria, agradecer-lhe pelo que fez, reconhecer a sua coragem e (re)afirmar que a sua vida N\u00c3O FOI EM V\u00c3O!<\/p>\n\n\n\n<p>Cada nome inscrito representa uma hist\u00f3ria de vida, a mais das vezes sofrida, extens\u00edvel aos familiares que suportaram consequ\u00eancias humanas, pol\u00edticas, econ\u00f3micas e sociais inimagin\u00e1veis. Remete-nos para fragmentos temporais, lugares, sociabilidades e solidariedades, relembrando, em simult\u00e2neo, os espa\u00e7os prisionais e concentracion\u00e1rios por que cada um passou, bem como os seus torcion\u00e1rios, omnipresentes. Evoca, ainda, mobiliza\u00e7\u00f5es populares, duramente reprimidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos juntos, representam uma pequena, mas significativa, parte do que foi a Resist\u00eancia Antifascista e quanto ela custou a muitos dos que n\u00e3o se aquietaram e, por isso, foram v\u00edtimas das tenebrosas pol\u00edcias pol\u00edticas, torturados e mortos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Mem\u00f3ria da Resist\u00eancia, a individual e a coletiva, tem de ser, permanentemente, alimentada, investigada, divulgada e, sempre que necess\u00e1rio, retificada, de forma a romper silenciamentos que h\u00e1 muito perduram, sobretudo quando envolvem pessoas, muitas delas modestos trabalhadores e trabalhadoras, que n\u00e3o viveram para fazer ouvir a sua voz. Certo \u00e9 que passaram 48 anos sobre o derrube da mais longa ditadura da Europa e h\u00e1, ainda, 64 nomes cujo rosto n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de ser fixado para a posteridade. Ou seja, 37% do total dos que \u201c<strong>Ficaram pelo Caminho<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conjugando investiga\u00e7\u00e3o, s\u00edntese e divulga\u00e7\u00e3o, esta edi\u00e7\u00e3o do Museu do Aljube, coordenada por Rita Rato e Francisco Bairr\u00e3o Ruivo, (re)lembra-nos cada um dos 168 homens, das 7 mulheres e de 5 africanos que foram v\u00edtimas mortais da Ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p>Valer\u00e1 a pena atentar nalguns n\u00fameros e eventuais conclus\u00f5es, envolvendo o universo dos primeiros 175 nomes: 133 (76%), foram v\u00edtimas em contexto prisional; 28 (16%), foram v\u00edtimas em contexto de repress\u00e3o \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o popular; e 10 (6%), foram assassinados fora de estabelecimentos prisionais ou concentracion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 48 anos de Fascismo, registaram-se mortes em 40, sendo que at\u00e9 1951 houve-os todos os anos, atingindo maior n\u00famero em 1938, com 15. O per\u00edodo entre 1937 e 1945 conta com 78 mortos, ou seja 45% do total, correspondendo ao tempo da Guerra Civil de Espanha e da 2.\u00aa Guerra, quando o fascismo e o nazismo alastravam impunemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Quarenta e um (31%), morreram em contexto hospitalar de Lisboa, do Porto e de Angra do Hero\u00edsmo, ou seja, foram deixados em hospitais e outras unidades de sa\u00fade para morrerem, incluindo estabelecimentos de sa\u00fade mental, depois de submetidos a violentas torturas e\/ou para escamotear a possibilidade de terem falecido na pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Trinta e tr\u00eas, pagaram com a vida a deporta\u00e7\u00e3o para o Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal, tamb\u00e9m conhecido pelo \u201cCampo da Morte Lenta\u201d, a \u201cAldeia da Morte\u201d, o \u201cP\u00e2ntano da Morte\u201d ou o \u201cInferno Amarelo\u201d. Muitos deles jovens que tinham ousado participar no movimento revolucion\u00e1rio do 18 de Janeiro de 1934 e\/ou na Revolta dos Marinheiros de 8 de Setembro de 1936, protagonizada pela Organiza\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria da Armada. Ali faleceram o dirigente anarquista M\u00e1rio Castelhano e Bento Gon\u00e7alves, Secret\u00e1rio-Geral do Partido Comunista Portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a morte passou por outros lugares: Aljube de Lisboa, Cabo Verde, Caxias, esquadras diversas, Peniche, Penitenci\u00e1rias de Lisboa e de Coimbra, sede da PVDE\/PIDE em Lisboa e no Porto e Timor, sem esquecer cadeias locais como as de Angra, Bragan\u00e7a, Funchal e Ovar.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas raparigas, com 17 e\/ou 18 anos perderam a vida na sequ\u00eancia da a\u00e7\u00e3o repressiva contra manifesta\u00e7\u00f5es populares: Belmira da Concei\u00e7\u00e3o Gon\u00e7alves, assassinada aquando das \u201cRevoltas das \u00c1guas\u201d na Lombada, ilha da Madeira, em 1962; e Maria de Lurdes Oliveira e Rosa Vilar da Silva, mortas na Lourosa, aquando do afastamento do p\u00e1roco local, em 1964. O mais velho, o comerciante Alberto Ara\u00fajo, tinha 71 anos aquando do desenlace em 1950.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas talvez um dos dados mais relevantes desta publica\u00e7\u00e3o seja a evid\u00eancia seletiva e classista de quem enfrentou o Fascismo e se tornou sua v\u00edtima: 62% s\u00e3o oper\u00e1rios, camponeses, mineiros, pescadores, trabalhadores manuais ou indiferenciados; 20% integravam a classe m\u00e9dia e o setor terci\u00e1rio; 9% eram militares; e 3% estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Da elite republicana que desempenhou fun\u00e7\u00f5es pol\u00edticas nos dezasseis anos da 1.\u00aa Rep\u00fablica, \u201capenas\u201d consta o contra-almirante Lu\u00eds da C\u00e2mara Leme, falecido nos A\u00e7ores em 1928, e alguns militares, dos quais se deve dar o devido relevo a Adalberto Gast\u00e3o de Sousa Dias, um dos poucos que tentou travar, no Porto, o movimento sa\u00eddo de Braga em 28 de Maio de 1926.<\/p>\n\n\n\n<p>A morte ceifou anarquistas, anarcossindicalistas, libert\u00e1rios e, sobretudo, militantes comunistas ou com liga\u00e7\u00f5es ao Partido Comunista, numa percentagem que rondar\u00e1, por defeito, 40% do total dos que \u201cFicaram pelo Caminho\u201d neste contexto espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, claro, muitos outros nomes a reter pelo contexto que representam, como o jovem Francisco Brito, que recusou a mobiliza\u00e7\u00e3o para \u00c1frica e, acusado de deser\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 sido assassinado pela GNR em 1964, em Loul\u00e9, desconhecendo-se as circunst\u00e2ncias exatas; ou o de Francisca Maria Cola\u00e7o, trabalhadora agr\u00edcola que se tornara funcion\u00e1ria do Partido Comunista na clandestinidade e morta em 1967 por um agente da PIDE numa casa perto de Benfica. Tinha 29 anos e vivia com duas filhas menores, encontrando-se o marido preso por raz\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nomes e mortos, ainda hoje, inc\u00f3modos e silenciados, talvez porque muitos se calaram, se acomodaram ou cultivaram a ambiguidade na \u201cOposi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cinco africanos inclu\u00eddos, tr\u00eas angolanos e dois guineenses v\u00edtimas da viol\u00eancia colonial, constituem apenas uma \u00ednfima parcela entre as centenas\/milhares de mortos em pris\u00f5es e campos de concentra\u00e7\u00e3o \u2013 Fortaleza S\u00e3o Pedro da Barra e S\u00e3o Nicolau (Angola); Machava (Mo\u00e7ambique); Tarrafal, rebatizado Campo de Trabalho de Ch\u00e3o Bom (Cabo Verde). Ou em brutais e dapiedados massacres que n\u00e3o podem, mais, ser ignorados: Batep\u00e1 (S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe); Pidjiguiti (Guin\u00e9-Bissau); Baixa do Cassange (Angola); Wiriamu e Inhaminga (Mo\u00e7ambique)\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Este livro leva-nos, ainda, a centrar a aten\u00e7\u00e3o em quem Resistiu, seja de forma mais consciente ou, apenas, em resultado moment\u00e2neo das circunst\u00e2ncias. Cada um dos nomes merece ser reconhecidos pelo que fez, como lutou e em que condi\u00e7\u00f5es veio a morrer. As a\u00e7\u00f5es de quem lutou dispensam ser desconsideradas ou desvalorizadas, introduzindo-se, tantas vezes por preconceitos ideol\u00f3gicos, o \u201cmas\u201d, como que procurando relativizar a coragem que outros, tantos outros, n\u00e3o tiveram e, assim, se desacredita o essencial: que algu\u00e9m resistiu e morreu por isso!<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 uma obra dura, muito dura pelo que cont\u00e9m, relata e deixa entrever. Fala-nos de vidas concretas ceifadas antes do tempo e que experienciaram incont\u00e1veis mudan\u00e7as de pris\u00e3o, numa ang\u00fastia permanente sobre o que lhe esperava e vendo cortados quaisquer la\u00e7os familiares e\/ou de solidariedade que se iam criando em cada momento e em cada local.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9, sobretudo, um important\u00edssimo libelo contra o esquecimento, a desmem\u00f3ria, a desculpabiliza\u00e7\u00e3o e o silenciamento. E se muitos n\u00e3o tiveram quem lhes perdurasse a mem\u00f3ria, mais uma raz\u00e3o para que n\u00e3o continuarem condenados ao esquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um dos nomes e cada rosto, mesmo quando s\u00f3 o podemos pressentir, representa algu\u00e9m que n\u00e3o se aquietou, que lutou e que foi v\u00edtima de atrozes torturas ou, ent\u00e3o, enfileirou em a\u00e7\u00f5es populares, espont\u00e2neas ou n\u00e3o, violentamente reprimidas. Reviver cada deles \u00e9 recuperar a sua mem\u00f3ria, homenage\u00e1-lo e sentir qu\u00e3o importante foi a sua luta. Reconhecer a sua coragem e reafirmar que \u201cN\u00e3o foi em v\u00e3o!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser uma investiga\u00e7\u00e3o sempre em constru\u00e7\u00e3o, outros nomes, outras informa\u00e7\u00f5es, outras fotografias poder\u00e3o, assim se deseja e seja poss\u00edvel, enriquecer futuras edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Um livro que merece toda a divulga\u00e7\u00e3o e a sua inclus\u00e3o no Plano Nacional de Leitura. Para que nunca esque\u00e7amos!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"joao-esteves\">Jo\u00e3o Esteves<\/h2>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"25-de-janeiro-de-2022-museu-do-aljube-resistencia-e-liberdade\">25 de Janeiro de 2022, Museu do Aljube Resist\u00eancia e Liberdade<\/h5>\n\n\n\n<p><em>FONTE: Site do Museu do Aljube &#8211; Resist\u00eancia e Liberdade http:\/\/www.museudoaljube.pt\/<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AGENDA | Museu do Aljube &#8211; Resist\u00eancia e Liberdade CONVERSA24 FEV \u00a0\u2013 QUI, 18H00Audit\u00f3rio Recebemos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5193,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[207],"tags":[289],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3.jpg",1089,816,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-300x225.jpg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-768x575.jpg",640,479,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-1024x767.jpg",640,479,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3.jpg",1089,816,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3.jpg",1089,816,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-1089x715.jpg",1089,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-1024x767.jpg",1024,767,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/ficaram3-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/agenda-2\/\" rel=\"category tag\">AGENDA<\/a>","tag_info":"AGENDA","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5190"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5190"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5190\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5200,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5190\/revisions\/5200"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}