{"id":5348,"date":"2022-03-04T22:25:45","date_gmt":"2022-03-04T22:25:45","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=5348"},"modified":"2022-03-04T22:26:46","modified_gmt":"2022-03-04T22:26:46","slug":"a-inutilidade-da-moral-para-ler-a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/03\/04\/a-inutilidade-da-moral-para-ler-a-guerra\/","title":{"rendered":"A inutilidade da moral para ler a guerra"},"content":{"rendered":"\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>OPINI\u00c3O <\/strong><\/mark>| Guerra R\u00fassia &#8211; Ucr\u00e2nia<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5349\" width=\"262\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes-1.jpg 387w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 262px) 100vw, 262px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por <strong>Carlos de Matos Gomes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Todas as guerras s\u00e3o conden\u00e1veis, a paz \u00e9 um bem inestim\u00e1vel, todos os povos t\u00eam direito a escolher os seus destinos, todos os combates causam sofrimento, mortes, destrui\u00e7\u00f5es e desloca\u00e7\u00f5es. A guerra \u00e9 sempre uma am\u00e1lgama de corpos, de sangue e de ru\u00ednas. Todos os seres humanos dotados de um m\u00ednimo de humanidade s\u00e3o contra a guerra. Contudo, a guerra \u00e9 a mais antiga e continuada a\u00e7\u00e3o humana.&nbsp;<strong>A condena\u00e7\u00e3o moral da guerra nunca evitou a guerra, nem construiu a paz.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\"><strong>O primeiro dado de partida para a an\u00e1lise de qualquer guerra \u00e9 n\u00e3o haver moral, mas apenas interesses.&nbsp;<\/strong>Os direitos dos povos e a moral n\u00e3o s\u00e3o elementos do jogo. Nunca s\u00e3o. Na Ucr\u00e2nia n\u00e3o se defende a liberdade, nem o direito, como n\u00e3o se defenderam esses valores noutras invas\u00f5es pr\u00f3ximas de n\u00f3s no tempo, a do Iraque, do Afeganist\u00e3o, da L\u00edbia, da S\u00edria. Como n\u00e3o foram para os defender que se desencadearam as guerras no Vietname ou, mais atr\u00e1s, as invas\u00f5es da Hungria e da Checoslov\u00e1quia. Como, ainda mais atr\u00e1s, n\u00e3o foi pela defesa de valores morais que ocorreu a divis\u00e3o da pen\u00ednsula da Coreia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O segundo dado \u00e9 o de a guerra ter como motivo a conquista de vantagens<\/strong>, ou a defesa de situa\u00e7\u00f5es e de os pretendentes \u00e0 conquista desses dois objetivos estarem dispostos a utilizar a viol\u00eancia para os alcan\u00e7ar.&nbsp;<strong>N\u00e3o h\u00e1 guerra sem viol\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O terceiro: a guerra \u00e9 um fen\u00f3meno pol\u00edtico e social total<\/strong>. Isto \u00e9, envolve n\u00e3o s\u00f3 as sociedades organizadas, os estados contendores, mas os que com eles se relacionam. A guerra nunca \u00e9 uma luta de um contra um. Atr\u00e1s de cada contendor posicionam-se os seus apoiantes e, muitas vezes, os seus mentores.&nbsp;<strong>Como nas lutas de galos, os verdadeiros contendores s\u00e3o aqueles que os criam e lhes colocam espig\u00f5es de a\u00e7o nas pernas!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma arena \u2013 um palco<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O conflito na Ucr\u00e2nia deve ser entendido vendo a Ucr\u00e2nia como uma arena onde se defrontam os dois contendores reais: os Estados Unidos e a R\u00fassia. A Ucr\u00e2nia desempenha hoje, em 2022, o mesmo papel que o Vietname desempenhou nos anos 60 do s\u00e9culo passado:&nbsp;<strong>um palco, ou uma arena onde uma superpot\u00eancia utiliza um territ\u00f3rio exterior para defrontar de forma indireta outra superpot\u00eancia.<\/strong>&nbsp;Angola p\u00f3s independ\u00eancia (1975) \u00e9 outro exemplo deste tipo de conflitos indiretos jogados em territ\u00f3rios exteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que est\u00e1 em jogo na Ucr\u00e2nia \u00e9 uma disputa por zonas de influ\u00eancia e por estatuto de pot\u00eancia planet\u00e1ria entre os Estados Unidos e a R\u00fassia, al\u00e9m de apropria\u00e7\u00e3o de recursos por parte dos grupos dominantes. Todos os Estados, embora independentes, det\u00eam apenas uma soberania limitada.&nbsp;<\/strong>O Ultimato Ingl\u00eas a Portugal no s\u00e9culo dezanove \u00e9 um exemplo. A utiliza\u00e7\u00e3o da Base das Lages na Guerra dos 6 Dias. Outro ainda, mais recente, foi o 25 de Novembro de 1975, quando os EUA e os Estados Europeus impuseram a Portugal um regime padronizado pelas democracias europeias, sem qualquer veleidade de inova\u00e7\u00f5es resultantes da revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril de 1974.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Restos da II Guerra Mundial e da Guerra Fria<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O conflito na Ucr\u00e2nia \u00e9 ainda o resultado da divis\u00e3o do mundo em duas \u00e1reas dominadas pelas pot\u00eancias vencedoras da II Guerra Mundial: os EUA e a URSS.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto ocorreram tentativas de criar espa\u00e7os alternativos, caso do Terceiro Mundo e do Movimento dos N\u00e3o-alinhados, que n\u00e3o se impuseram, e a China come\u00e7ou a emergir como uma superpot\u00eancia desafiante das outras duas, com o sucesso vis\u00edvel. Nixon insuflou a estrat\u00e9gia da China no processo de conquista do estatuto de superpot\u00eancia, seguindo o princ\u00edpio de que o inimigo do meu inimigo (URSS) \u00e9 meu amigo.&nbsp;<strong>A promo\u00e7\u00e3o e o \u00eaxito do maoismo nos anos 60 e 70 do s\u00e9culo passado como fen\u00f3meno de moda nas juventudes ocidentais n\u00e3o foram inocentes. Foram atos de manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A CEE, que deu origem \u00e0 atual Uni\u00e3o Europeia, \u00e9 um espa\u00e7o secund\u00e1rio, como o foi o Terceiro Mundo,&nbsp;<\/strong>mas por raz\u00f5es v\u00e1rias optou pelo alinhamento com os Estados Unidos, abdicou de ser um espa\u00e7o aut\u00f3nomo e os ingleses encarregaram-se de sabotar qualquer tentativa de autonomia, isto \u00e9, que a Uni\u00e3o Europeia fosse uma alian\u00e7a estrat\u00e9gica com uma estrutura e um projeto. De Tatcher a Blair os chefes de governo do Reino Unido recusaram aceitar que o projeto europeu fosse mais do que uma mera zona de com\u00e9rcio. Era assim que Boris Johnson pensava em 2016, quando o Reino Unido estava na Uni\u00e3o Europeia e a Ucr\u00e2nia manifestou interesse em aderir.&nbsp;<strong>Boris Johnson op\u00f4s-se \u00e0 entrada da Ucr\u00e2nia na Uni\u00e3o Europeia<\/strong>&nbsp;porque isso fortaleceria a UE num tempo em que os Estados Unidos ainda n\u00e3o estavam interessados em afrontar a R\u00fassia.&nbsp;<strong>Entretanto ocorreu o Brexit e Trump foi substitu\u00eddo por Biden<\/strong>. Este defende outras abordagens para garantir os interesses da oligarquia americana e Johnson agora \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 entrada da Ucr\u00e2nia na Uni\u00e3o Europeia. Meros interesses e jogadas oportunistas de poder.&nbsp;<strong>Nada de moral, nem de luta pela liberdade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A China<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O fim da URSS pareceu dar vantagem aos Estados Unidos e \u00e0 China.&nbsp;<strong>Os EUA elegeram ent\u00e3o a China como inimigo principal e o Pac\u00edfico como a sua zona vital.<\/strong>&nbsp;Esta mudan\u00e7a de inimigo principal e de zona vital n\u00e3o podia, contudo, ser feita descurando a frente Ocidental (Europa).<\/p>\n\n\n\n<p>O alargamento da UE e da NATO aos pa\u00edses sa\u00eddos da \u00f3rbita da URSS, caso das rep\u00fablicas b\u00e1lticas, da Pol\u00f3nia, Hungria, Rep\u00fablica Checa, Rom\u00e9nia, Bulg\u00e1ria, dos que resultaram do desmembramento da Jugosl\u00e1via e a reunifica\u00e7\u00e3o alem\u00e3 serviram esse prop\u00f3sito. A instala\u00e7\u00e3o de bases militares americanas (ditas NATO) \u00e0 volta da R\u00fassia foi evidente.&nbsp;<strong>Mas a manobra de cerco \u00e0 R\u00fassia teria a sua pedra de fecho decisivo com a tomada da Ucr\u00e2nia, o maior pa\u00eds e o territ\u00f3rio que d\u00e1 acesso direto a Moscovo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo a Ucr\u00e2nia foi palco de v\u00e1rias manobras de desestabiliza\u00e7\u00e3o que tiveram um ponto culminante em 2014 com as convuls\u00f5es da Pra\u00e7a de Maidan, elei\u00e7\u00f5es fraudulentas, golpes mais ou menos expl\u00edcitos conduzidos pelos Estados Unidos.&nbsp;<strong>A R\u00fassia entendeu agora que estava em condi\u00e7\u00f5es de parar os Estados Unidos, antes de estes absorverem a Ucr\u00e2nia atrav\u00e9s da UE e da NATO<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar&nbsp;<strong>a R\u00fassia conta com o apoio da China<\/strong>, a quem interessa que os EUA tenham de se dispersar por duas frentes, uma na Europa e outra no Pac\u00edfico, a quem interessa, por isso, uma R\u00fassia forte. Por outro lado,&nbsp;<strong>a R\u00fassia contava com a forte e complexa teia de rela\u00e7\u00f5es comerciais com a Uni\u00e3o Europeia e com a sua depend\u00eancia do g\u00e1s e da liga\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do aeroespacial para evitar grande contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 sua opera\u00e7\u00e3o de retoma do controlo da Ucr\u00e2nia&nbsp;<\/strong>(uma an\u00e1lise que saiu errada). Contava ainda com as dificuldades de Biden na frente interna americana, com as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, os conflitos \u00e9tnicos e a monstruosa d\u00edvida que limitam o bem-estar das popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Com estes dados, a R\u00fassia jogou a sua cartada e tomou a iniciativa de atacar a Ucr\u00e2nia e repor as fronteiras dos Estados Unidos onde elas estavam em 2014.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A desist\u00eancia da Uni\u00e3o Europeia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Terceiro Mundo e o Movimento dos N\u00e3o-alinhados dos anos 60 e 70 do s\u00e9culo passado falharam a sua tentativa de desempenhar um papel de relevo na defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas mundiais, acabando os seus elementos integrados na ordem imposta pelas superpot\u00eancias. O conflito na Ucr\u00e2nia revelou a mesma fal\u00eancia da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os l\u00edderes europeus t\u00eam afirmado que este conflito revelou uni\u00e3o, o falar a uma s\u00f3 voz,<\/strong>&nbsp;\u00e9 verdade, mas \u00e9 falso que tenha demonstrado for\u00e7a. Pelo contr\u00e1rio,&nbsp;<strong>demonstrou a submiss\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia aos Estados Unidos<\/strong>&nbsp;e, com essa submiss\u00e3o, perdeu autonomia para agir, para escolher parceiros, para servir de ponte entre contendores, para impor os seus interesses, para intervir em \u00e1reas t\u00e3o importantes como o dom\u00ednio do espa\u00e7o, das novas tecnologias, as energias, ou as pol\u00edticas ambientais, por exemplo.&nbsp;<strong>A UE passou a ser um ap\u00eandice dos EUA, uma extens\u00e3o. Um estado vassalo.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Fuck the EU<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o foi proferida por Vitoria Nuland (filha de um m\u00e9dico ucraniano, atual Subsecret\u00e1ria de Estado para os Assuntos Pol\u00edticos), enquanto quadro superior do Departamento de Estado no tempo da administra\u00e7\u00e3o Obama \u2013 Biden, envolvida nesse tempo (2014) diretamente na forma\u00e7\u00e3o dos primeiros governos do regime ucraniano numa conversa com o ent\u00e3o embaixador norte-americano em Kiev, Geoffrey E. Pyatt, agora em Atenas. Um esc\u00e2ndalo diplom\u00e1tico entre \u00abaliados\u00bb que demonstra a considera\u00e7\u00e3o dos EUA pela Uni\u00e3o Europeia neste como noutros processos pol\u00edticos e que Bruxelas, fiel \u00e0 sua subservi\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a Washington, reduziu a um n\u00e3o-acontecimento<strong>.&nbsp;<\/strong>Acresce que<strong>&nbsp;Biden tem uma forte liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia, utilizando o filho Hunter Biden como testa de ferro nos neg\u00f3cios de petr\u00f3leo e g\u00e1s do pa\u00eds. A Ucr\u00e2nia \u00e9 um neg\u00f3cio dos EUA!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O rearmamento da Uni\u00e3o Europeia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O rearmamento da \u00abEuropa\u00bb,&nbsp;<\/strong>que surge no discurso pol\u00edtico dominante como uma necessidade imperiosa na defesa dos \u00abvalores europeus\u00bb&nbsp;<strong>\u00e9 uma fal\u00e1cia<\/strong>.&nbsp;<strong>O rearmamento europeu ser\u00e1 feito com tecnologia e meios dos Estados Unidos, para servir os interesses estrat\u00e9gicos destes e animar o complexo militar industrial americano.<\/strong>&nbsp;Os Estados Unidos (e tamb\u00e9m a R\u00fassia, como se v\u00ea) n\u00e3o permitir\u00e3o que a Europa seja uma pot\u00eancia nuclear cred\u00edvel, nem uma pot\u00eancia espacial cred\u00edvel, nem uma pot\u00eancia naval cred\u00edvel.&nbsp;<strong>Sem dom\u00ednio nuclear, sem o espa\u00e7o e sem os mares, sem ci\u00eancia e sem vontade de afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 poder militar cred\u00edvel. H\u00e1 despesa!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A guerra com a sua prociss\u00e3o de mortos<\/strong>, destrui\u00e7\u00e3o e sofrimento apenas terminar\u00e1 quando a R\u00fassia atingir os seus objetivos e responder ao desafio que lhe foi lan\u00e7ado pelos Estados Unidos.<strong>&nbsp;Os europeus e os ucranianos ser\u00e3o os grandes vencidos. Ser\u00e3o eles, seremos n\u00f3s, os sujeitos aos grandes poderes, os indefesos, a pagar os custos da guerra e da fraqueza dos dirigentes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O populismo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A fraqueza da Uni\u00e3o Europeia, os custos da guerra, com a inevit\u00e1vel degrada\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e de condi\u00e7\u00f5es de vida na Europa resultantes das vagas de refugiados e do aumento do custo dos bens essenciais, constituem a&nbsp;<strong>tempestade perfeita para o desenvolvimento de<\/strong>&nbsp;<strong>movimentos populistas e fascizantes<\/strong>, que j\u00e1 se manifestam.&nbsp;<strong>Ser\u00e1 mais uma das consequ\u00eancias das op\u00e7\u00f5es dos dirigentes europeus, da sua unanimidade, do seu oportunismo e da sua curteza de vistas, da sua pequenez.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O butim desta guerra \u2013 quem ficar\u00e1 com ele?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O butim de guerra \u00e9 o conjunto dos bens que s\u00e3o retirados aos inimigos na sequ\u00eancia de um ataque ou conflito. O&nbsp;<strong><em>day after<\/em><\/strong>&nbsp;desta guerra responder\u00e1 \u00e0 pergunta que dificulta ainda mais uma resolu\u00e7\u00e3o do conflito:&nbsp;<strong>quem vai fazer fortuna com a reconstru\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia?<\/strong>&nbsp;O vencedor ficar\u00e1 com o resultado do saque, com o butim, como ficou com as obras no Iraque.&nbsp;<strong>Os oligarcas da paz e do saque da Ucr\u00e2nia ser\u00e3o americanos ou russos? Esta \u00e9 a quest\u00e3o!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carlos de Matos Gomes<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O | Guerra R\u00fassia &#8211; Ucr\u00e2nia Por Carlos de Matos Gomes Todas as guerras s\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5272,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[236,99],"tags":[292],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2.jpg",655,483,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2-300x221.jpg",300,221,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2.jpg",640,472,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2.jpg",640,472,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2.jpg",655,483,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2.jpg",655,483,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2.jpg",655,483,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2.jpg",655,483,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2.jpg",655,483,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/matos-gomes2-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/mundo\/\" rel=\"category tag\">MUNDO<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5348"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5348"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5348\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5351,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5348\/revisions\/5351"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5272"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}