{"id":5379,"date":"2022-03-11T07:06:56","date_gmt":"2022-03-11T07:06:56","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=5379"},"modified":"2022-03-11T07:07:01","modified_gmt":"2022-03-11T07:07:01","slug":"o-meu-lado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/03\/11\/o-meu-lado\/","title":{"rendered":"O meu lado"},"content":{"rendered":"\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>OPINI\u00c3O <\/strong><\/mark>| Guerra R\u00fassia &#8211; Ucr\u00e2nia<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5339\" width=\"244\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-1.jpg 435w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-1-300x263.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por <strong>Francisco Melro,<\/strong> 11 de mar\u00e7o 2022<\/p>\n\n\n\n<p>A invas\u00e3o, a devasta\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, a destrui\u00e7\u00e3o das infra-estruturas e a puni\u00e7\u00e3o sangrenta das popula\u00e7\u00f5es a que hoje assistimos na Ucr\u00e2nia n\u00e3o s\u00e3o explic\u00e1veis por eventos ou diverg\u00eancias recentes entre Estados vizinhos, ainda por cima, irm\u00e3os. S\u00e3o antes uma das consequ\u00eancias de um plano h\u00e1 muito, muito, tempo elaborado por parte da lideran\u00e7a russa. Outras consequ\u00eancias, eventualmente muito mais graves, decorrentes desse plano ou de desenvolvimentos inevit\u00e1veis j\u00e1 resultantes da invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, embora n\u00e3o previstos e nem desejados pelos autores do plano, poder\u00e3o vir a suceder-lhe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap has-text-align-left\"><strong>O plano foi explicado ao Mundo no discurso hist\u00f3rico de Putin que precedeu a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia: a R\u00fassia actual \u00e9 herdeira do passado hist\u00f3rico dos czares e do Estado Sovi\u00e9tico e ir\u00e1 fazer prevalecer os seus direitos hist\u00f3ricos, \u00e0 luz dos quais, a Ucr\u00e2nia nem sequer tem direito a existir como Estado independente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isto que n\u00e3o irei voltar analisar a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia \u00e0 luz das justifica\u00e7\u00f5es de ocasi\u00e3o de Putin. J\u00e1 disse aos meus amigos o que entendo sobre as trapa\u00e7as da novil\u00edngua do seu autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na concretiza\u00e7\u00e3o desse plano, a lideran\u00e7a russa liderada por Putin foi, primeiro, chamando para o seu lado os deserdados dessa heran\u00e7a hist\u00f3rica: a popula\u00e7\u00e3o russa que se sentia humilhada e atingida pelas consequ\u00eancias da perestroika, desde a inseguran\u00e7a e o crescimento da pobreza, \u00e0 desagrega\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio, \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e pilhagem dos recursos e bens p\u00fablicos, \u00e0 falta de autoridade do poder central e \u00e0 menoriza\u00e7\u00e3o do poder sovi\u00e9tico perante o Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E o primeiro sinal para uma nova esperan\u00e7a de reposi\u00e7\u00e3o da autoridade russa e da afirma\u00e7\u00e3o e clarifica\u00e7\u00e3o da sua lideran\u00e7a foi dado por Putin na Tchetch\u00e9nia, esmagando sem piedade os nacionalistas e arrasando Grosny. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O povo animou-se, as rep\u00fablicas dissidentes refrearam os seus apetites e Putin foi obtendo o poder absoluto desejado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os passos seguintes foram dados pela consolida\u00e7\u00e3o do poder russo sobre as restantes Rep\u00fablicas, exigindo lideres e pol\u00edticas, sobretudo alinhamentos internacionais, fi\u00e9is a Moscovo. \u00c0 m\u00ednima dissid\u00eancia, os tanques de Moscovo intervieram ou para lembrar aos dirigentes locais quem \u00e9 que manda ou para repor a autoridade desses l\u00edderes, \u00a0reprimindo revoltas populares. Os pretextos para os \u201cexerc\u00edcios militares\u201d passaram pela protec\u00e7\u00e3o das comunidades russas locais, v\u00edtimas de pretensos genoc\u00eddios, ou para impedir influ\u00eancias americanas, da Nato e da Uni\u00e3o Europeia, sempre indevidas nas zonas de influ\u00eancia do imp\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>De caminho, a lideran\u00e7a russa foi esmagando e desincentivando qualquer resist\u00eancia interna, com controle dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, \u00a0puni\u00e7\u00e3o de jornalistas, proibi\u00e7\u00e3o de candidaturas de opositores, pris\u00e3o dos mais destacados em per\u00edodos pr\u00e9-eleitorais, acidentes diversos, nunca explicados, e assassinatos, nunca esclarecidos, mesmo que cometidos \u00e0s portas do Kremlin. Para al\u00e9m dos envenenamentos de opositores, incluindo no exterior do imp\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>E nesta j\u00e1 longa caminhada, Putin foi construindo uma poderosa e moderna m\u00e1quina de guerra que agora est\u00e1 a ser usada para agredir a Ucr\u00e2nia, e que, de forma orgulhosa e intimidat\u00f3ria, j\u00e1 tinha exibido ao Mundo nas habituais paradas militares realizadas junto do Kremlin.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A antiga nomenclatura russa e de outras rep\u00fablicas do poder sovi\u00e9tico aderiu a estes novos tempos, incluindo os comunistas russos, que t\u00eam vindo a alinhar e a beneficiar com o apoio ao essencial da nova via pol\u00edtica. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na prepara\u00e7\u00e3o do ambiente para a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, Putin contou com a colabora\u00e7\u00e3o dos comunistas que apresentaram uma mo\u00e7\u00e3o ao parlamento russo que legitimava iniciativas militares em territ\u00f3rio ucraniano. Putin anunciou mesmo, publicamente, uns dias antes da invas\u00e3o, que estaria a reflectir sobre a delibera\u00e7\u00e3o dos parlamentares. N\u00e3o \u00e9 por culpa do PCUS que se registam nas cidades russas protestos contra a guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia foi precedida por um longo per\u00edodo de pondera\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m decide nem prepara de um dia para o outro, uma invas\u00e3o que exige a interven\u00e7\u00e3o, durante um per\u00edodo relativamente prolongado, abarcando toda a longa fronteira da Ucr\u00e2nia, da movimenta\u00e7\u00e3o de perto de 200 mil militares integrantes de um grande n\u00famero de unidades, com diferentes especialidades, que exigem a coordena\u00e7\u00e3o de actua\u00e7\u00f5es e movimentos e o suporte de enormes recursos. Diversos exerc\u00edcios militares ter\u00e3o sido, necessariamente, previamente realizados ao longo dos \u00faltimos anos. O pr\u00f3prio presidente da Bielorr\u00fassia veio afirmar, quando a invas\u00e3o eminente j\u00e1 era denunciada pelos Estados Unidos, que se estava apenas perante exerc\u00edcios pac\u00edficos e habituais no territ\u00f3rio bielorrusso, envolvendo militares de ambos os pa\u00edses. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Provavelmente, esta invas\u00e3o j\u00e1 estaria a ser preparada durante a presid\u00eancia de Trump.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em simult\u00e2neo com a expans\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do seu poder internamente e por todo o imp\u00e9rio, a lideran\u00e7a russa declarou guerra pol\u00edtica aos Estados Unidos e \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, intervindo nas elei\u00e7\u00f5es americanas para beneficiar a elei\u00e7\u00e3o e a governa\u00e7\u00e3o de Trump, fomentando a disc\u00f3rdia e a desagrega\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, apoiando e financiando o Brexit e os partidos populistas que defendiam pol\u00edticas nacionalistas na Europa, fazendo campanha com Trump para desacreditar e debilitar a Nato, tornando-se amigo de diversos l\u00edderes pol\u00edticos europeus, incluindo a atribui\u00e7\u00e3o de cargos de altos rendimentos em empresas russas, lan\u00e7ando campanhas de \u201cfake news\u201d nas redes sociais e realizando ataques inform\u00e1ticos a diversas redes p\u00fablicas nos pa\u00edses ocidentais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A lideran\u00e7a russa invadiu a Ucr\u00e2nia porque queria recuperar o controle sobre este pa\u00eds, vingar-se da afronta decorrente da deposi\u00e7\u00e3o do seu amigo pela revolta de Maidan e obter o reconhecimento internacional, de facto, da sua jurisdi\u00e7\u00e3o nas rep\u00fablicas inventadas do Leste ucraniano, e da Crimeia e estend\u00ea-lo, pelo menos, a toda a zona do Mar Negro. Hoje, ap\u00f3s o territ\u00f3rio j\u00e1 ocupado, as suas ambi\u00e7\u00f5es ir\u00e3o para muito mais al\u00e9m.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi por causa de eventuais amea\u00e7as da Nato e dos Estados Unidos sobre a R\u00fassia a partir da Ucr\u00e2nia. Pelo contr\u00e1rio. A lideran\u00e7a russa aproveitou um momento de particular fragilidade e vulnerabilidade da Nato, afectada pelo longo per\u00edodo de lideran\u00e7a de Trump, pelos desaires dos Estados Unidos no Afeganist\u00e3o, pelo deslocamento dos esfor\u00e7os dos Estados Unidos para a \u00c1sia, em detrimento da Europa, e pelo foco das pol\u00edticas europeias no combate aos efeitos da pandemia e dos fluxos migrat\u00f3rios. De resto, a invas\u00e3o e o momento escolhido t\u00eam um efeito similar ao que produziria uma manobra concertada entre as lideran\u00e7as russas e chinesa para baralhar e enfraquecer a estrat\u00e9gia americana.<\/p>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias da agress\u00e3o russa \u00e0 Ucr\u00e2nia est\u00e3o \u00e0 vista de todos. Perante o poderio destrutivo da m\u00e1quina de guerra russa, ser\u00e1 dif\u00edcil imaginar outro desfecho que n\u00e3o seja a devasta\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio ucraniano, a destrui\u00e7\u00e3o das suas estruturas civis e militares ucranianas e a derrota do Ex\u00e9rcito ucraniano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas as consequ\u00eancias da guerra n\u00e3o se esgotam aqui. Est\u00e3o a ir muito para al\u00e9m do previsto e desejado pela lideran\u00e7a russa. A aventura guerreira russa e a determina\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a e do povo ucraniano em lutar pelo seu direito da Ucr\u00e2nia existir como pa\u00eds independente e livre criaram um enorme sarilho para o Mundo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A lideran\u00e7a russa subestimou a lideran\u00e7a ucraniana, avaliando-a ao n\u00edvel corrupto e servil do seu amigo ucraniano deposto em Maidan de todos os outros l\u00edderes amigos das rep\u00fablicas que controla. Subestimou a unidade e a determina\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia do povo ucraniano, em torno da sua lideran\u00e7a. Subestimou a vontade e a capacidade de resist\u00eancia do ex\u00e9rcito ucraniano. Subestimou os reflexos da sua agress\u00e3o na opini\u00e3o p\u00fablica ocidental e na sua pr\u00f3pria opini\u00e3o p\u00fablica e a oposi\u00e7\u00e3o un\u00e2nime e crescentemente firme dos governos europeus e dos Estados Unidos. Esperava uma resposta ocidental ao n\u00edvel da que recebeu quando em 2014 invadiu a Crimeia e interveio nas zonas separatistas do Leste ucraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta invas\u00e3o, a lideran\u00e7a russa anulou todo o investimento que tinha feito para o Brexit e para capturar aliados europeus, revitalizou a Nato e agora confronta-se com uma enorme solidariedade com a Ucr\u00e2nia no mundo ocidental, com san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas duras, uma corrida aos armamentos na Europa e com uma vaga de protestos continuados nas principais cidades russas, que poder\u00e3o crescer \u00e0 medida que os caix\u00f5es e os estropiados de militares forem chegando \u00e0s respectivas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>A perda de controle sobre a situa\u00e7\u00e3o tem tornado Putin progressivamente amea\u00e7ador, at\u00e9 com armas nucleares, quer a pa\u00edses vizinhos quer a um conjunto mais alargado de pa\u00edses, entre os quais o nosso, que colocou numa lista negra. Putin n\u00e3o ser\u00e1 louco, nem decidir\u00e1 s\u00f3. Mas guardo bem na mem\u00f3ria o enxovalho p\u00fablico recente do seu respons\u00e1vel do servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es e do p\u00e2nico e da desorienta\u00e7\u00e3o subserviente deste \u00faltimo. Estava habituado ao inverso, a ver dirigentes pol\u00edticos temerosos do poderio dos respons\u00e1veis dos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>E sobre o perfil deste coronel do KGB, por voca\u00e7\u00e3o, que chegou a Presidente da R\u00fassia e da forma como chegou, j\u00e1 foi tudo escrito por quem sabe. Pelo sim pelo n\u00e3o, ser\u00e1 melhor levar as suas amea\u00e7as a s\u00e9rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do seu lugar na Hist\u00f3ria e do seu poder econ\u00f3mico, os interesses espec\u00edficos da Europa n\u00e3o tem sido nem tida nem achada na arena internacional. Envolvidos no mundo dos neg\u00f3cios das empresas e preocupados com as suas elei\u00e7\u00f5es e reelei\u00e7\u00f5es, os pol\u00edticos da EU t\u00eam descurado a sua seguran\u00e7a e o correspondente investimento nas For\u00e7as Armadas, ignorando todas as amea\u00e7as que v\u00e3o crescendo \u00e0 sua volta. Descansaram na protec\u00e7\u00e3o americana. Chegaram ao ponto de entregar infraestruturas estrat\u00e9gicas e partes do seu territ\u00f3rio ao governo chin\u00eas. Agora perceberam que t\u00eam rapidamente de arrepiar caminho. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se os pa\u00edses europeus quiserem continuar a existir com dignidade, ter\u00e3o de se armar. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com os Estados Unidos enfraquecidos e internamente divididos, cuja lideran\u00e7a pode at\u00e9 regressar \u00e0s m\u00e3os de algu\u00e9m como Trump, e dado o risco dessas lideran\u00e7as voltarem a pretender envolver a Nato e os europeus em novas aventuras b\u00e9licas do tipo da agress\u00e3o criminosa ao Iraque, os europeus t\u00eam que criar, urgentemente, meios pr\u00f3prios de defesa que garantam a sua seguran\u00e7a e preservem a sua autonomia e identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 este o meu lado. Da liberdade e da vida humana com dignidade. Nunca gostei de P\u00e9tain nem de Chamberlain. Nestas coisas, a minha refer\u00eancia \u00e9 Churchill.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisco Melro<\/p>\n\n\n\n<p><em>Destaques a negrito do Sem Fronteiras<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O | Guerra R\u00fassia &#8211; Ucr\u00e2nia Por Francisco Melro, 11 de mar\u00e7o 2022 A invas\u00e3o,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[236,99],"tags":[296,292],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2.jpg",651,473,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2-300x218.jpg",300,218,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2.jpg",640,465,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2.jpg",640,465,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2.jpg",651,473,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2.jpg",651,473,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2.jpg",651,473,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2.jpg",651,473,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2.jpg",651,473,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/melro-2-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/mundo\/\" rel=\"category tag\">MUNDO<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5379"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5379"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5430,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5379\/revisions\/5430"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}