{"id":5385,"date":"2022-03-10T19:49:09","date_gmt":"2022-03-10T19:49:09","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=5385"},"modified":"2022-03-10T20:02:25","modified_gmt":"2022-03-10T20:02:25","slug":"para-uma-auto-critica-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/03\/10\/para-uma-auto-critica-da-europa\/","title":{"rendered":"Para uma auto-cr\u00edtica da Europa"},"content":{"rendered":"\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>OPINI\u00c3O<\/strong><\/mark> | Guerra R\u00fassia &#8211; Ucr\u00e2nia<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BSS1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5386\" width=\"231\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BSS1.jpg 367w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BSS1-300x277.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\">por <strong>Boaventura de Sousa Santos<\/strong>, 10 de mar\u00e7o de 2022<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Porque n\u00e3o soube tratar das causas de crise da Ucr\u00e2nia, a Europa est\u00e1 condenada a tratar das suas consequ\u00eancias.&nbsp; A poeira da trag\u00e9dia est\u00e1 longe de ter poisado, mas mesmo assim somos for\u00e7ados a concluir que os l\u00edderes europeus n\u00e3o estavam nem est\u00e3o \u00e0 altura da situa\u00e7\u00e3o que vivemos. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ficar\u00e3o na hist\u00f3ria como as lideran\u00e7as mais med\u00edocres que a Europa teve desde o fim da Segunda Guerra Mundial. <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Esmeram-se agora na ajuda humanit\u00e1ria, e o m\u00e9rito do esfor\u00e7o n\u00e3o pode ser questionado. Mas fazem-no para salvar a face ante o esc\u00e2ndalo maior deste tempo. Governam povos que nos \u00faltimos setenta anos mais se organizaram e manifestaram contra a guerra em qualquer parte do mundo onde ocorresse. E n\u00e3o foram capazes de os defender da guerra que, pelo menos desde 2014, germinava dentro de casa. As democracias europeias acabam de provar que governam sem o povo. S\u00e3o muitas as raz\u00f5es que nos conduzem a esta conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta guerra estava a ser preparada h\u00e1 muito tempo tanto pela R\u00fassia como pelos EUA. No caso da R\u00fassia, \u00e9 not\u00f3ria a acumula\u00e7\u00e3o de imensas reservas de ouro nos \u00faltimos anos e a prioridade dada \u00e0 parceria estrat\u00e9gica com a China, nomeadamente no plano financeiro, com vista \u00e0 fus\u00e3o banc\u00e1ria e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma nova moeda internacional, e no plano de trocas comerciais onde s\u00e3o enormes as possibilidades de expans\u00e3o com a Iniciativa do Cintur\u00e3o e Rota por toda a Eur\u00e1sia. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nas rela\u00e7\u00f5es com os parceiros europeus, a R\u00fassia revelou-se um parceiro cred\u00edvel, ao mesmo tempo que foi tornando claras as suas preocupa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a<\/strong>. <\/h3>\n\n\n\n<p>Preocupa\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas, se por um momento pensarmos que no mundo das superpot\u00eancias n\u00e3o h\u00e1 bons nem maus, h\u00e1 interesses estrat\u00e9gicos que devem ser acomodados. Foi assim na crise dos m\u00edsseis de 1962 com a linha vermelha posta pelos EUA a n\u00e3o querer m\u00edsseis de m\u00e9dio alcance instalados a 70 km da sua fronteira. N\u00e3o se pense que foi apenas a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica a ceder. Os EUA tamb\u00e9m desistiram dos m\u00edsseis m\u00e9dio alcance que tinham na Turquia. Ced\u00eancia rec\u00edproca, acomoda\u00e7\u00e3o, acordo duradouro. Porque n\u00e3o foi poss\u00edvel o mesmo no caso da Ucr\u00e2nia? Vejamos a prepara\u00e7\u00e3o do lado dos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Confrontados com o decl\u00ednio do dom\u00ednio global que t\u00eam tido desde 1945, os EUA buscam consolidar zonas de influ\u00eancia a todo o custo, que garantam facilidades comerciais para a sua empresas e o acesso \u00e0s mat\u00e9rias primas. O que escrevo a seguir pode ler-se em documentos oficiais e de <em>think tanks<\/em> pelo que se dispensam teorias da conspira\u00e7\u00e3o. A pol\u00edtica do <em>regime change<\/em> n\u00e3o visa criar democracias, apenas governos fi\u00e9is aos interesses dos EUA. N\u00e3o foram estados democr\u00e1ticos que emergiram das sangrentas interven\u00e7\u00f5es no Vietname, Afeganist\u00e3o, Iraque, S\u00edria, L\u00edbia. N\u00e3o foi para promover democracia que incentivaram golpes que depuseram presidentes democraticamente eleitos nas Honduras (2009), no Paraguai (2012), no Brasil (2016), na Bol\u00edvia (2019), para n\u00e3o falar do golpe de 2014 na Ucr\u00e2nia. Desde h\u00e1 algum tempo, o rival principal \u00e9 a China. No caso da Europa, a estrat\u00e9gia dos EUA tem dois pilares: provocar a R\u00fassia e neutralizar a Europa (sobretudo a Alemanha). A Rand Corporation, conhecida organiza\u00e7\u00e3o de estudos estrat\u00e9gicos, publicou em 2019 um <a href=\"http:\/\/www.rand.org\/content\/dam\/rand\/pubs\/research_reports\/RR3000\/RR3063\/RAND_RR3063.pdf)\">relat\u00f3rio <\/a>elaborado a pedido do Pent\u00e1gono, intitulado \u201cExtending Russia\u201d. Nele se analisa como provocar pa\u00edses de modo a que a provoca\u00e7\u00e3o possa ser explorada pelos EUA. No que respeita \u00e0 R\u00fassia, l\u00ea-se: \u201cAnalisamos uma s\u00e9rie de medidas n\u00e3o violentas capazes de explorar as reais vulnerabilidades e ansiedades da R\u00fassia como meio de pressionar o ex\u00e9rcito e a economia da R\u00fassia e o estatuto pol\u00edtico do regime no pa\u00eds e no estrangeiro. Os passos que analisamos n\u00e3o teriam a defesa ou a dissuas\u00e3o como objectivo principal, embora pudessem contribuir para ambas. Pelo contr\u00e1rio, tais passos s\u00e3o pensados como elementos de uma campanha concebida para desestabilizar o advers\u00e1rio, for\u00e7ando a R\u00fassia a competir em campos ou regi\u00f5es onde os Estados Unidos t\u00eam vantagem competitiva, levando a R\u00fassia a expandir-se militar ou economicamente, ou levando o regime a perder prest\u00edgio e influ\u00eancia nacional e\/ou internacionalmente\u201d. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00c9 preciso saber mais para perceber o que se est\u00e1 a passar na Ucr\u00e2nia? <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A R\u00fassia provocada a expandir-se para depois ser criticada por faz\u00ea-lo. A expans\u00e3o da NATO para leste, contra o que tinha sido acordado com Gorbachev em 1990, foi a pe\u00e7a-chave inicial da provoca\u00e7\u00e3o. A viola\u00e7\u00e3o dos acordos Minsk foi outra pe\u00e7a. Note-se que a R\u00fassia come\u00e7ou por n\u00e3o apoiar a reivindica\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia de Donetsk e Lugansk depois do golpe de 2014. Preferiu uma forte autonomia dentro da Ucr\u00e2nia, como est\u00e1 estabelecido nos acordos de Minsk. Estes acordos foram rasgados pela Ucr\u00e2nia com o apoio dos EUA, n\u00e3o pela R\u00fassia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 Europa, o princ\u00edpio \u00e9 consolidar a condi\u00e7\u00e3o de parceiro menor que n\u00e3o se aventure a perturbar a pol\u00edtica das zonas de influ\u00eancia. A Europa tem de ser um parceiro fi\u00e1vel, mas n\u00e3o pode esperar reciprocidade. \u00c9 por isso que a EU, para surpresa ignorante dos seus l\u00edderes, foi exclu\u00edda do AUKUS, o tratado de seguran\u00e7a para a regi\u00e3o do \u00cdndico e do Pac\u00edfico entre EUA, Austr\u00e1lia e Inglaterra. A estrat\u00e9gia do parceiro menor exige que se aprofunde a depend\u00eancia europeia, n\u00e3o s\u00f3 no plano militar (j\u00e1 garantido pela NATO) mas tamb\u00e9m no plano econ\u00f3mico, nomeadamente no plano energ\u00e9tico. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A pol\u00edtica externa (e a democracia) dos EUA \u00e9 dominada por tr\u00eas oligarquias (n\u00e3o h\u00e1 apenas oligarcas na R\u00fassia e na Ucr\u00e2nia): o complexo militar-industrial; o complexo do g\u00e1s, petr\u00f3leo e minera\u00e7\u00e3o; e o complexo banc\u00e1rio-imobili\u00e1rio.<\/strong>&nbsp; <\/h3>\n\n\n\n<p>Estes complexos t\u00eam lucros fabulosos gra\u00e7as \u00e0s chamadas rendas de monop\u00f3lio, situa\u00e7\u00f5es privilegiadas de mercado que lhes permitam inflacionar os pre\u00e7os. Os objectivos destes complexos s\u00e3o manter o mundo em guerra e criar maior depend\u00eancia dos fornecimentos de armas norte-americanos. A depend\u00eancia energ\u00e9tica da Europa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia era algo inaceit\u00e1vel. Do ponto de vista da Europa, n\u00e3o se tratava de depend\u00eancia, tratava-se de racionalidade econ\u00f3mica e de diversidade de parceiros. Com a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia e as san\u00e7\u00f5es, tudo se consumou como previsto, e a imediata valoriza\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es das ac\u00e7\u00f5es dos tr\u00eas complexos tinham o champagne \u00e0 sua espera. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma Europa med\u00edocre, ignorante e sem vis\u00e3o estrat\u00e9gica cai desamparada nas m\u00e3os destes complexos, que agora lhe v\u00e3o falar dos pre\u00e7os a cobrar. <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A Europa empobrece e desestabiliza-se por n\u00e3o ter tido l\u00edderes \u00e0 altura do momento. Ainda por cima, apressa-se a armar Nazis. Nem se recorda de que, em Dezembro de 2021, a Assembleia Geral da ONU aprovou, por proposta russa, uma <a href=\"https:\/\/www.sydneycriminallawyers.com.au\/blog\/us-votes-against-un-adopted-anti-nazi-resolution-while-australia-abstains\">resolu\u00e7\u00e3o<\/a> contra a \u201cglorifica\u00e7\u00e3o do Nazismo, neo-Nazismo e outras pr\u00e1ticas que promovem racismo, xenofobia e intoler\u00e2ncia\u201d. Dois pa\u00edses votaram contra, EUA e Ucr\u00e2nia !<\/p>\n\n\n\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es de paz em curso s\u00e3o um equ\u00edvoco. N\u00e3o faz sentido serem entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia. Deviam ser entre a R\u00fassia e EUA\/OTAN\/Uni\u00e3o Europeia. A crise dos misseis de 1962 foi resolvida entre a URSS e os EUA. Algu\u00e9m se lembrou de chamar Fidel Castro para as negocia\u00e7\u00f5es? \u00c9 cruel ilus\u00e3o pensar que haver\u00e1 paz duradoura na Europa sem ced\u00eancias do lado ocidental. A Ucr\u00e2nia, cuja independ\u00eancia todos queremos, n\u00e3o deve entrar para a NATO. A NATO foi at\u00e9 agora necess\u00e1ria \u00e0 Finl\u00e2ndia, \u00e0 Su\u00e9cia, \u00e0 Su\u00ed\u00e7a ou \u00e0 \u00c1ustria para se sentirem seguras e se desenvolverem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>De facto, a NATO devia ter sido desmantelada logo que acabou o Pacto de Vars\u00f3via. &nbsp;S\u00f3 assim a UE poderia ter criado uma pol\u00edtica e uma for\u00e7a militar de defesa que respondesse aos seus interesses, e n\u00e3o aos interesses dos EUA<\/strong>. <\/h3>\n\n\n\n<p>Que amea\u00e7a havia para a seguran\u00e7a da Europa que justificasse as interven\u00e7\u00f5es da NATO na S\u00e9rvia, em 1999, no Afeganist\u00e3o, em 2001, no Iraque, em 2004, na L\u00edbia, em 2011? Depois de tudo isto, ser\u00e1 poss\u00edvel continuar a considerar a NATO uma organiza\u00e7\u00e3o defensiva?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Boaventura Sousa Santos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Publicado no SEM FRONTEIRAS com autoriza\u00e7\u00e3o do autor.<\/em><\/strong> Destaques em negrito da responsabilidade do SF. Editado 20:01.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O | Guerra R\u00fassia &#8211; Ucr\u00e2nia por Boaventura de Sousa Santos, 10 de mar\u00e7o de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5387,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[236,99],"tags":[292],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2.jpg",591,532,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2-300x270.jpg",300,270,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2.jpg",591,532,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2.jpg",591,532,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2.jpg",591,532,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2.jpg",591,532,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2.jpg",591,532,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2-591x500.jpg",591,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2.jpg",591,532,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bss2-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/mundo\/\" rel=\"category tag\">MUNDO<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5385"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5385"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5385\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5392,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5385\/revisions\/5392"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5387"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}