{"id":5466,"date":"2022-03-12T15:08:32","date_gmt":"2022-03-12T15:08:32","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=5466"},"modified":"2022-03-12T18:38:10","modified_gmt":"2022-03-12T18:38:10","slug":"que-o-macarthismo-em-marcha-nao-vingue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/03\/12\/que-o-macarthismo-em-marcha-nao-vingue\/","title":{"rendered":"Que o macarthismo em marcha n\u00e3o vingue"},"content":{"rendered":"\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>OPINI\u00c3O<\/strong><\/mark> | Guerra R\u00fassia &#8211; Ucr\u00e2nia<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vascol.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5473\" width=\"287\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vascol.jpg 447w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vascol-300x287.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>por <strong>Vasco Louren\u00e7o<\/strong>, 12 de mar\u00e7o de 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\"><br>A guerra na Ucr\u00e2nia, resultado da agress\u00e3o da R\u00fassia a esse pa\u00eds &#8211; n\u00e3o entro aqui em considera\u00e7\u00f5es, sobre as raz\u00f5es e justifica\u00e7\u00f5es que levaram a um conflito que, como todos os demais deve ser evitado, mas que \u00e9 mais frequente do que \u00e0s vezes se pretende fazer crer &#8211; tem dado lugar a inevit\u00e1veis reac\u00e7\u00f5es das v\u00e1rias partes envolvidas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><br>Em Portugal, os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, nomeadamente os audiovisuais TV e R\u00e1dio, entraram numa calorosa e animada discuss\u00e3o sobre a guerra. &nbsp;&nbsp;<br>Mais do que informa\u00e7\u00e3o, lan\u00e7am para a via p\u00fablica catadupas de &#8220;informa\u00e7\u00e3o&#8221;, mais pr\u00f3prias de ac\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, seja sobre o inimigo, seja sobre as nossas tropas, do que aquilo que os cidad\u00e3os esperariam de \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social. Assim se transformando, tamb\u00e9m eles, em aut\u00eanticos combatentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap has-medium-font-size\"><br>Como temos visto, porque a &#8220;outra parte&#8221; se tem encarregado de o desmascarar, de um e outro lugar, isto \u00e9, de uma e outra parte, o recurso \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas (hoje conhecidas por fake news) atingiu tal intensidade que torna dif\u00edcil a um cidad\u00e3o ficar devidamente elucidado. O que, pelo que se tem visto, pouco interessa \u00e0 maioria das pessoas. Lamentavelmente, nesta como em muitas &nbsp;outras situa\u00e7\u00f5es, cada um acredita no que quer acreditar. E quando a &#8220;informa\u00e7\u00e3o &#8221; recebida vai ao encontro disso &#8230;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Esta guerra veio encontrar o panorama da &#8220;informa\u00e7\u00e3o&#8221; no nosso pa\u00eds numa situa\u00e7\u00e3o deveras &#8220;interessante&#8221;: os ditos comentadores &#8211; que substitu\u00edram os antigos paineleiros, sem ganhos vis\u00edveis &#8211; aut\u00eanticas enciclop\u00e9dias, pois de tudo percebem e s\u00e3o especialistas, muitas vezes n\u00e3o passando de verdadeiros ignorantes encartados &#8211; peroram diariamente nos audiovisuais, tentando formatar a opini\u00e3o de quem ainda tem pachorra para os ouvir.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>E, de repente, os que falavam de v\u00edrus e pandemia, como se fossem eminentes cientistas, passaram a falar de guerra, como se fossem extraordinariamente conhecedores dessa \u00e1rea, quando a maioria dos mesmos sabe o que ter\u00e1 lido &#8211; se \u00e9 que leu &#8211; pois nunca ter\u00e1 ouvido um tiro&#8230;&nbsp;&nbsp;<br>Convidados para esses meios audiovisuais, alguns militares, com experi\u00eancia e conhecimento do fen\u00f3meno guerra, aceitaram o convite para participar, enquanto analistas &#8211; e n\u00e3o comentadores &#8211; e apareceram ao p\u00fablico, imbu\u00eddos do tradicional sentimento de servir, procurando dar as suas opini\u00f5es t\u00e9cnicas sobre o assunto. N\u00e3o se aperceberam, de in\u00edcio, da enorme armadilha em que os enredaram: ao junt\u00e1-los com comentadores, que aparecem a defender &#8220;as suas damas&#8221;, criaram-lhes condi\u00e7\u00f5es para serem insultados, porque n\u00e3o defendem o &#8220;nosso lado &#8220;, pelo contr\u00e1rio, defendem o lado do inimigo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Quero afirmar publicamente que, enquanto militar, me tenho sentido orgulhoso, pela maneira como os meus camaradas se t\u00eam comportado. Considero que t\u00eam prestigiado as For\u00e7as Armadas portuguesas, na miss\u00e3o de esclarecimento p\u00fablico que v\u00eam realizando!&nbsp;&nbsp;<br>\u00c9 nas situa\u00e7\u00f5es extremas, como \u00e9 o caso de uma guerra, e esta n\u00e3o foge \u00e0 regra, que se revelam os mais genu\u00ednos sentimentos, para o bem e para o mal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Lamentavelmente, assistimos ao expressar de mesquinhos sentimentos escondidos, de que real\u00e7o a onda de defesa de limita\u00e7\u00e3o do direito de express\u00e3o, do direito de imprensa, por parte de quem n\u00e3o pensa como eles, os &#8220;donos da Verdade&#8221;; e a onda de defesa de que&#8221;os militares n\u00e3o podem entrar no campo da an\u00e1lise pol\u00edtica, pois essa \u00e9 coutada dos &#8220;pol\u00edticos&#8221;, por mais asneiras que tenham feito na sua actividade, enquanto tal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Como para grandes males, grandes rem\u00e9dios, aqui deixo uma sugest\u00e3o aos meus camaradas que sejam convidados para procederem a an\u00e1lises em \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social (sem quaisquer proveitos, pois o fazem em regime pr\u00f3 bono). A prop\u00f3sito, n\u00e3o sei se o mesmo se passa com os comentadores): recusem esses convites, nomeadamente se os pretenderem misturar com comentadores.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Vieram estas considera\u00e7\u00f5es pessoais, a prop\u00f3sito de um texto que o Coronel Carlos Matos Gomes, com a qualidade a que este Capit\u00e3o de Abril j\u00e1 nos habituou, escreveu e que aqui vos deixamos. &nbsp;&nbsp;<br>Com os votos de que o macarthismo em marcha n\u00e3o vingue, com a nossa condena\u00e7\u00e3o a esta guerra de agress\u00e3o e aos seus diversos respons\u00e1veis, com os votos de que a guerra termine e aconte\u00e7a a Paz, &nbsp;&nbsp;<br>Cordiais sauda\u00e7\u00f5es &nbsp;&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vasco Louren\u00e7o &nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado no Sem Fronteiras com autoriza\u00e7\u00e3o do autor | <em>T\u00edtulo da responsabilidade do SF<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O | Guerra R\u00fassia &#8211; Ucr\u00e2nia por Vasco Louren\u00e7o, 12 de mar\u00e7o de 2022 A&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5469,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[236,99],"tags":[292,300],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2.jpg",651,573,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2-300x264.jpg",300,264,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2.jpg",640,563,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2.jpg",640,563,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2.jpg",651,573,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2.jpg",651,573,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2.jpg",651,573,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2-651x500.jpg",651,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2.jpg",651,573,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/vasco-l-2-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/mundo\/\" rel=\"category tag\">MUNDO<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5466"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5466"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5466\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5474,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5466\/revisions\/5474"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}