{"id":5534,"date":"2022-03-15T20:34:50","date_gmt":"2022-03-15T20:34:50","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=5534"},"modified":"2022-03-15T20:34:56","modified_gmt":"2022-03-15T20:34:56","slug":"jsm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/03\/15\/jsm\/","title":{"rendered":"JSM"},"content":{"rendered":"\n<p>TEATRO | A partida<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"597\" data-id=\"5535\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-1024x597.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5535\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-1024x597.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-300x175.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-768x448.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm.jpg 1048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Por <strong>Ricardo Correia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"348\" height=\"328\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ricardo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5536\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ricardo.jpg 348w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ricardo-300x283.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda hoje levei coisas do Jorge Silva Melo para falar dele aos alunos. \u00c9 uma pena a sua partida!&#8221; assim  comentou de forma franca e direta Ricardo Correia a partida de Jorge Silva Melo que quer\u00edamos destacar, pelo homem e pela obra, aqui no Sem Fronteiras. E que melhor texto que aquele que o professor, o dramaturgo e encenador de Coimbra escreveu sobre JSM para espelhar de forma viva e particularmente sentida o que vai na alma da comunidade informal do teatro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Ainda ontem falava do Jorge Silva Melo numa aula de Hist\u00f3ria de Teatro aqui em Coimbra.Ainda ontem li o seu pref\u00e1cio ao teatro de Esquilo num livro da editora Estampa. E continuaremos a falar dele, sempre.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade conheci-o h\u00e1 pouco tempo, mas \u00e9 como se fizesse, desde sempre, parte do territ\u00f3rio que habito no teatro. Lembro-me d` A Queda do ego\u00edsta Johann Fatzer que os Artistas Unidos fizeram com um elenco, que me pareceu do tamanho do mundo, no Theatro Circo, em Braga, talvez em 1999. Depois fui um frequentador ass\u00edduo do espa\u00e7o A Capital dos Artistas Unidos no Bairro Alto. <\/p>\n\n\n\n<p>Um fim-de-semana em Lisboa era passado sin\u00f3nimo de me empanturrar n`A Capital\u00b4 com espet\u00e1culos ou a fazer workshops. Lembro-me da energia e atra\u00e7\u00e3o gravitacional que este teatro gerava. Uma f\u00e1brica de teatro. O JSM, antes da Ryanair e EasyJet trouxeram magotes de turistas internacionais, j\u00e1 ele trazia `charters\u00b4 com in\u00fameros dramaturgos internacionais e com isso lan\u00e7ou as bases para a expans\u00e3o da dramaturgia contempor\u00e2nea internacional em Portugal. <\/p>\n\n\n\n<p>Vi e li pela primeira vez Sarah Kane, Harold Pinter, Samuel Beckett, David Harrower, Francisco Lu\u00eds Parreira, Arne Sierens, Duncan McLean, Spiro Scimone, Jon Fosse, entre tantos outros na A Capital e nas edi\u00e7\u00f5es dos Artistas Unidos. A Revista dos Artistas Unidos, publicada desde 1999, fazia a s\u00edntese entre a teoria e a pr\u00e1tica, ladeada posteriormente pelos Livrinhos de Teatro, j\u00e1 com mais de 140 n\u00fameros. Edi\u00e7\u00f5es que permitiram a um pre\u00e7o acess\u00edvel democratizar o acesso a textos de teatro contempor\u00e2neo traduzido para portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fui acompanhando as deambula\u00e7\u00f5es dos Artistas Unidos \u00e0 procura de espa\u00e7o em Lisboa at\u00e9 assentarem no Teatro da Polit\u00e9cnica. Lembro-me em 2004 de ir ao Teatro Taborda ver Jon Fosse encenado pelo Jo\u00e3o Fiadeiro; em 2008 o inesquec\u00edvel espet\u00e1culo Esta noite improvisa-se com a Lia Gama e o C\u00e2ndido Ferreira no Teatro Nacional D. Maria II; das suas passagens pelo Teatro S\u00e3o Luiz, at\u00e9 assentarem no Teatro da Polit\u00e9cnica onde, entre outros, me rendi ao dramaturgo Enda Walsh. N\u00e3o posso omitir as passagens que fizeram por v\u00e1rias cidades, onde tamb\u00e9m fui espectador ass\u00edduo, mas sobretudo recordo-me das suas vindas a Coimbra. <\/p>\n\n\n\n<p>No TAGV Orgia do Pasolini com o Jos\u00e9 Airosa e Sylvie Rocha, 2006; Misterman de Enda Walsh, com o Elmano Sancho, 2016. No Museu dos Transportes, Sabat Mater de Ant\u00f3nio Tarantino, numa interpreta\u00e7\u00e3o inigual\u00e1vel da Maria Jo\u00e3o Lu\u00eds, 2007. Na Oficina Municipal do Teatro \/ O Teatr\u00e3o assisti a Ana de Jos\u00e9 Viera Mendes, com Ant\u00f3nio Sim\u00e3o, Pedro Lacerda, Rita Br\u00fctt e Sylvie Rocha, em 2009 (com direito a Masterclasse com o JSM); O espet\u00e1culo A 20 de Novembro de Jon Fosse, com o Jo\u00e3o Pedro Mamede, em 2013; A Estalajadeira de Goldoni, com a Catarina Wallenstein no papel principal, tamb\u00e9m em 2013; Jogadores de Pau Mir\u00f3, com o Am\u00e9rico Silva, Ant\u00f3nio Sim\u00e3o, Pedro Carraca e Jo\u00e3o Meireles, em 2015; entre outros espet\u00e1culos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um teatro feito com autores e atores, com uma presen\u00e7a cont\u00ednua e ass\u00eddua em in\u00fameras cidades do pa\u00eds. A sua presen\u00e7a c\u00e1 em casa faz-se pelos dvd`s que documentam a vida e obra de v\u00e1rios sobre artistas pl\u00e1sticos, quer pelas Revistas, Livrinho de Teatro e in\u00fameros livros de bastantes editoras portuguesas: Rel\u00f3gio D`\u00c1gua, Cotovia, Quasi, Bicho do Mato, entre outras. E claro, pela literatura-do-eu com S\u00e9culo Passado e A mesa Est\u00e1 Posta, livros que d\u00e3o lugar \u00e0 palavra, \u00e0 mem\u00f3ria como forma de resist\u00eancia, e mais do que nostalgias de fim de vida, lan\u00e7am debates e futuro para o tecido teatral. <\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isto serve para registar a influ\u00eancia, quer individual, quer no panorama teatral portugu\u00eas do percurso singular de JSM como ator, encenador, homem do teatro, cineasta, tradutor, escritor. Numa vida incomensur\u00e1vel e dedicada \u00e0 Arte. Chamava-me \u00f3 minhoto! Um dia a trocar ideias sobre a revis\u00e3o dos livrinhos de teatro, lembrou-se da sua passagem pela minha terra Barcelinhos e claro, dos seus engarrafamentos para se atravessar a ponte. Fizemos, nesse dia, uma viagem na minha terra. A ele, \u00e0 fam\u00edlia, amigos, e aos Artistas Unidos <strong>um abra\u00e7o<\/strong> enorme&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Reproduzido com a autoriza\u00e7\u00e3o do autor; originalmente publicado no seu mural das redes sociais.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEATRO | A partida Por Ricardo Correia &#8220;Ainda hoje levei coisas do Jorge Silva Melo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5535,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,112],"tags":[307],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm.jpg",1048,611,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-300x175.jpg",300,175,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-768x448.jpg",640,373,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-1024x597.jpg",640,373,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm.jpg",1048,611,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm.jpg",1048,611,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm.jpg",1048,611,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-1024x597.jpg",1024,597,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/jsm-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/teatro\/\" rel=\"category tag\">TEATRO<\/a>","tag_info":"TEATRO","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5534"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5534"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5534\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5537,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5534\/revisions\/5537"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5535"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}