{"id":5871,"date":"2022-04-01T11:15:28","date_gmt":"2022-04-01T11:15:28","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=5871"},"modified":"2022-04-01T11:15:33","modified_gmt":"2022-04-01T11:15:33","slug":"as-novas-geracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/04\/01\/as-novas-geracoes\/","title":{"rendered":"As novas gera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>OPINI\u00c3O | Manifesto NAH &#8211; N\u00e3o apaguem a humanidade<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"407\" height=\"368\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/filipe1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5872\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/filipe1.jpg 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/filipe1-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 407px) 100vw, 407px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Filipe do Carmo, proponente de divulga\u00e7\u00e3o do manifeste NAH<\/p>\n\n\n\n<p>Militante e especialista dos temas ambientais Filipe do Carmo ter\u00e1 dado particular import\u00e2ncia no conte\u00fado do manifesto \u00e0 abordagem seguinte: O combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u00e9 fundamental, a subida do n\u00edvel das \u00e1guas do mar sendo o principal que elas ir\u00e3o causar. S\u00f3 o degelo das superf\u00edcies da Gronel\u00e2ndia amea\u00e7a uma subida de 7 metros. E o degelo da Ant\u00e1rtida? Quantos metros? Mas n\u00e3o \u00e9 tudo. Actualmente j\u00e1 os recursos que as actividades produtivas transformam em lixos causam problemas enormes. Os pl\u00e1sticos inundam os oceanos, os lagos, os rios e as praias. A biodiversidade est\u00e1 em diminui\u00e7\u00e3o acentuada. E o lixo nuclear, o que ir\u00e1 causar?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>O P I N I \u00e3 O&nbsp;&nbsp;&nbsp; P \u00fa B L I C A = conjunto de entes influenci\u00e1veis que, na sequ\u00eancia de sucessivas castra\u00e7\u00f5es, s\u00e3o continuamente moldados com o objectivo de ser colocados numa situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia face aos interesses econ\u00f3micos e em que a melhoria da condi\u00e7\u00e3o de vida requer uma progressiva sucess\u00e3o de novas castra\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>C L A S S E&nbsp;&nbsp;&nbsp; P O L \u00ed T I C A = largo grupo de individualidades sujeitas a forte hierarquiza\u00e7\u00e3o, cujos elementos trepam na pir\u00e2mide \u00e0 medida que v\u00e3o provando compet\u00eancia na capacidade para impor castra\u00e7\u00f5es aos seres influenci\u00e1veis de modo a permitir o prosseguimento acelerado da reprodu\u00e7\u00e3o capitalista<\/p>\n\n\n\n<p>A televis\u00e3o, poderoso instrumento castrador ao servi\u00e7o dos oligarcas que dominam a economia, n\u00e3o perde uma ocasi\u00e3o para inundar os domic\u00edlios com not\u00edcias eivadas de parcialidade em que os interesses da oligarquia econ\u00f3mica s\u00e3o sistematicamente defendidos. Acompanhada com menor efici\u00eancia pela sua parente em papel, esfor\u00e7a-se por identificar de entre os acontecimentos mais recentes aquele que tem capacidade para atingir durante tempo mais longo as consci\u00eancias individuais \u2013 os casos, por exemplo, mais recentes do COVID e da GUERRA DA UCR\u00c2NIA \u2013 para durante longos per\u00edodos as privar de informa\u00e7\u00f5es sobre outros acontecimentos, mesmo os de grande relev\u00e2ncia. Mas, preocupar-se com os atingidos pelos horrores da guerra d\u00e1 boa consci\u00eancia aos entes influenci\u00e1veis. E a televis\u00e3o sabe-o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atingida por uma senilidade irrevers\u00edvel, a classe pol\u00edtica confirma a sua impot\u00eancia pela sua cren\u00e7a de constituir o agente fundamental de um soberanismo que se desfaz em cacos. No caso particular da Europa, a f\u00e9 numa supera\u00e7\u00e3o dessa condi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma participa\u00e7\u00e3o acrescida nos mecanismos comunit\u00e1rios apenas confirma que se trata de uma participa\u00e7\u00e3o alienada. Se a pr\u00f3pria aliena\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es tem vindo a ser agravada pela crescente depend\u00eancia europeia face aos EUA e \u00e0 NATO, a recente admiss\u00e3o de uma sujei\u00e7\u00e3o a condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas mais desfavor\u00e1veis em termos de aquisi\u00e7\u00e3o de armas e g\u00e1s americanos n\u00e3o faz sen\u00e3o tornar mais pesada a perda de soberania, condi\u00e7\u00f5es que passam a reflectir-se pesadamente n\u00e3o s\u00f3 sobre a classe capitalista mas tamb\u00e9m sobre o comum dos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Reduzido a tr\u00eas Estados ainda realmente soberanos \u2013 os EUA, a China e a R\u00fassia \u2013 o nosso mundo assiste a desenvolvimentos que come\u00e7am por prenunciar a sa\u00edda do grupo deste \u00faltimo Estado. A agress\u00e3o em curso que ele exerce sobre um dos Estados subordinados \u00e0 tutela americana \u2013 a Ucr\u00e2nia, Estado fantoche em que a classe pol\u00edtica, a que est\u00e1 estreitamente associada uma pandilha de oligarcas, se mostra disposta a sacrificar (a exemplo do que Salazar quis fazer com o ex\u00e9rcito portugu\u00eas na \u00cdndia em 1961) a sua popula\u00e7\u00e3o para defender os ventres de tal pandilha \u2013 j\u00e1 se come\u00e7a a revelar como um factor que tender\u00e1 a provocar o abastardamento referido.<\/p>\n\n\n\n<p>Embrenhado por outro lado na defesa e promo\u00e7\u00e3o de regimes pol\u00edticos que classificam de \u201cdemocracias\u201d \u2013 que com mais rigor deveriam ser denominados de \u201cplutocracias\u201d \u2013, este nosso mundo ocidental, acompanhado ali\u00e1s pelo restante do planeta e perdido n\u00e3o unicamente no desencadeamento de guerras mas tamb\u00e9m na perspectiva mesquinha do crescimento econ\u00f3mico,<\/p>\n\n\n\n<p>conduz \u00e0 desgra\u00e7a que \u00e9 outro abastardamento, que \u00e9 o da prossecu\u00e7\u00e3o dos objectivos de car\u00e1cter ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito deficientemente empenhadas em combater a desordem clim\u00e1tica \u2013 promessas, compromissos, mas n\u00e3o ac\u00e7\u00f5es sist\u00e9micas, cria\u00e7\u00e3o de penaliza\u00e7\u00f5es que visem prevaricadores, financiamentos adequados a Estados menos dotados de recursos \u2013 a CLASSE POL\u00cdTICA e a OLIGARQUIA ECON\u00d3MICA produzem facilmente manifestos de apoio \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases com efeitos de estufa mas hesitam \u2013 ou ignoram a quest\u00e3o \u2013 quando se trata de outras agress\u00f5es sobre o ambiente. E tais manifestos s\u00e3o rapidamente esquecidos para dar lugar a declara\u00e7\u00f5es sobre a necessidade de manter a promo\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f3mico, promovendo assim um consumismo destruidor do ambiente e continuando a apostar em hipot\u00e9ticas revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Dando destaque em tal contexto ao <em>greenwashing<\/em>, e n\u00e3o dando relevo a necess\u00e1rias evolu\u00e7\u00f5es sociais e culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>O combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u00e9 fundamental, a subida do n\u00edvel das \u00e1guas do mar sendo o principal problema que elas ir\u00e3o causar. S\u00f3 o degelo das superf\u00edcies da Gronel\u00e2ndia amea\u00e7a uma subida de 7 metros. E o degelo da Ant\u00e1rtida? Quantos metros? Mas n\u00e3o \u00e9 tudo. Actualmente j\u00e1 os recursos que as actividades produtivas transformam em lixos causam problemas enormes. Os pl\u00e1sticos inundam os oceanos, os lagos, os rios e as praias. A biodiversidade est\u00e1 em diminui\u00e7\u00e3o acentuada. E o lixo nuclear, o que ir\u00e1 causar?<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o n\u00famero de seres humanos no planeta aumenta continuamente e a mis\u00e9ria alastra. Os oligarcas, n\u00e3o obstante serem pouco numerosos, d\u00e3o origem a uma enorme polui\u00e7\u00e3o em que avultam os consumos de combust\u00edveis dos seus jactos privados. E, ao mesmo tempo, est\u00e3o por detr\u00e1s de desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos que t\u00eam vindo a ser criticados por tamb\u00e9m contribu\u00edrem fortemente para novas polui\u00e7\u00f5es. Isso enquanto adquirentes de enormes parcelas dos rendimentos gerados, o que contrasta com a precaridade que atinge cada vez mais massas crescentes das popula\u00e7\u00f5es, em particular os mais jovens. Mesmo na Europa Ocidental, tida como mais bafejada por elevadas remunera\u00e7\u00f5es do trabalho. Como ir\u00e1 evoluir o nosso pa\u00eds em tal contexto, onde j\u00e1 uma percentagem enorme dos trabalhadores, quando conseguem trabalhar, n\u00e3o est\u00e3o acima do sal\u00e1rio m\u00ednimo?<\/p>\n\n\n\n<p>Em breve, o forte crescimento das popula\u00e7\u00f5es africanas ir\u00e1 aumentar significativamente as migra\u00e7\u00f5es para a Europa. Como v\u00e3o reagir as CLASSES POL\u00cdTICAS? Acolher com agrado tais migra\u00e7\u00f5es para que sejam beneficiados os interesses da OLIGARQUIA no sentido do que j\u00e1 acontece em Fran\u00e7a ou na Alemanha e entre n\u00f3s em Odemira? Ou v\u00e3o procurar motivar os governantes africanos no sentido de criarem bons mecanismos de planeamento familiar que diminuam a natalidade e contribuir com fundos financeiros adequados para que os seus Estados possam criar condi\u00e7\u00f5es para suportar adequadamente as suas popula\u00e7\u00f5es? Ou ainda, v\u00e3o continuar sem fazer nada de relevante para reverter as agress\u00f5es ambientais e permitir que ocorram desastres que venham a ocasionar\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3O APAGUEM A HUMANIDADE (mas, se apagarem, o Planeta agradece\u2026)<\/p>\n\n\n\n<p>MAR\u00c7O DE 2022<\/p>\n\n\n\n<p>AS NOVAS GERA\u00c7\u00f5ES<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O | Manifesto NAH &#8211; N\u00e3o apaguem a humanidade Filipe do Carmo, proponente de divulga\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5873,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[237,99],"tags":[327,326],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es.jpg",771,495,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es-300x193.jpg",300,193,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es-768x493.jpg",640,411,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es.jpg",640,411,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es.jpg",771,495,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es.jpg",771,495,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es.jpg",771,495,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es.jpg",771,495,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es.jpg",771,495,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/as-novas-gerac\u0327o\u0303es-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/causas\/\" rel=\"category tag\">CAUSAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5871"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5871"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5871\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5874,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5871\/revisions\/5874"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5873"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}