{"id":6265,"date":"2022-04-27T12:11:52","date_gmt":"2022-04-27T12:11:52","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=6265"},"modified":"2022-05-08T06:43:13","modified_gmt":"2022-05-08T06:43:13","slug":"a-medicao-do-bonheur-entre-outras-abordagens-na-visita-acompanhada-a-latouche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/04\/27\/a-medicao-do-bonheur-entre-outras-abordagens-na-visita-acompanhada-a-latouche\/","title":{"rendered":"A medi\u00e7\u00e3o do bonheur, entre outras abordagens, na visita acompanhada a Latouche"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>L\u2019abondance frugale comme art de vivre \u2013 Bonheur, gastronomie et d\u00e9croissance (<\/strong>Autor:<strong> Serge Latouche)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\">Coment\u00e1rios sobre o conte\u00fado dos diferentes cap\u00edtulos | Continua\u00e7\u00e3o da Primeira Parte<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/filipe1-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6266\" width=\"244\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/filipe1-3.jpg 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/filipe1-3-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por <strong>Filipe do Carmo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Premi\u00e8re Partie: La d\u00e9croissance et les paradoxes du bonheur \u2013 La joie de vivre dans la frugalit\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li>(continua\u00e7\u00e3o)<strong><\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong><em>Du plus grand bonheur pour le plus grand nombre au plus fort PIB par t\u00eate<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Latouche cita <strong>Jacques Ellul<\/strong> (1912-1994) \u2013 fil\u00f3sofo, historiador, soci\u00f3logo e te\u00f3logo, cujo tema dominante do seu trabalho foi a amea\u00e7a \u00e0 liberdade humana e \u00e0 religi\u00e3o, provocada pela tecnologia moderna \u2013 para comentar a famosa f\u00f3rmula de Saint-Just sobre o <em>bonheur<\/em> ser uma ideia nova na Europa. Para esse autor, o que constitu\u00eda novidade era que esse jovem Montanh\u00eas tivesse tido em vista uma mudan\u00e7a de meios: a industrializa\u00e7\u00e3o, o crescimento do consumo de bens que deveria beneficiar todos; e, complementarmente, a proclama\u00e7\u00e3o pela Rep\u00fablica da Liberdade e da Igualdade surgia-lhe como o meio de tornar enfim poss\u00edvel e concreta a ideia desse <em>bonheur<\/em>. Superava-se assim o que era uma mera ideia para entrar numa poss\u00edvel realiza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"301\" data-id=\"6267\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/voltaire.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6267\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/voltaire.jpg 450w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/voltaire-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption>Voltaire<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"252\" height=\"176\" data-id=\"6268\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6268\"\/><figcaption>Jacques Ellui<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>O que j\u00e1 de algum modo havia sido antecipado por <strong>Voltaire<\/strong> (1694-1778) quando referia que cerca de 1750, a na\u00e7\u00e3o, farta de reflex\u00f5es morais e disputas teol\u00f3gicas sobre a gra\u00e7a e sobre convuls\u00f5es, havia finalmente come\u00e7ado a pensar no trigo. E que desse modo o <em>bonheur<\/em>, enquanto bem-estar material, fosse fun\u00e7\u00e3o da riqueza das na\u00e7\u00f5es. De facto, em tal sentido, trata-se bem de uma ideia nova que emerge um pouco por todo o lado na Europa e est\u00e1 estreitamente ligada \u00e0 de progresso que se desenvolve na mesma \u00e9poca. Diversamente da \u201cvida beata\u201d dos Antigos, essa ideia n\u00e3o assume caracter\u00edsticas de rigidez; n\u00e3o \u00e9 somente a \u201cvida agrad\u00e1vel\u201d que \u00e9 prometida, \u00e9 uma vida <em>melhor<\/em>. \u00c9 assim que nem a promessa da beatitude para al\u00e9m da vida nem o espect\u00e1culo da prosperidade do monarca (ou mesmo da na\u00e7\u00e3o) encantam os membros da sociedade burguesa e o que conta \u00e9 realmente o enriquecimento individual. O programa da modernidade, que ter\u00e1 feito nascer a sociedade do crescimento, n\u00e3o foi sen\u00e3o, conv\u00e9m record\u00e1-lo, <em>le plus grand bonheur pour le plus grand nombre<\/em>. Trata-se de um programa que foi formulado, quase em simult\u00e2neo, por toda uma s\u00e9rie de pensadores da Europa das Luzes, desde <strong>Francis Hutcheson<\/strong> (1694-1746) a Jeremy Bentham (1748-1832), passando por <strong>Cesare Beccaria<\/strong> (1738-1794). E \u00e9 com Adam Smith que a <em>Riqueza das Na\u00e7\u00f5es<\/em> \u00e9 propagandeada, logo no t\u00edtulo do seu conhecido livro, enunciando as leis suscept\u00edveis de \u201cenriquecer o povo e o soberano\u201d, em que avulta a ideia de que a boa governa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 facilitar o jogo de uma <em>m\u00e3o invis\u00edvel <\/em>(que \u00e9 uma met\u00e1fora que se traduz pela defesa incondicional do individualismo e do liberalismo; ou um enunciado de que uma defesa dos interesses particulares conduz \u00e0 prossecu\u00e7\u00e3o do interesse geral).<\/p>\n\n\n\n<p>Se, conforme j\u00e1 referido, o grande programa da modernidade \u00e9 o crescimento, e se o bem-estar geral n\u00e3o se satisfaz s\u00f3 com mais trigo, compreende-se que a eclos\u00e3o de novas necessidades se revele essencial ao <em>bonheur<\/em>. Sem bem-estar, tal <em>bonheur<\/em> ser\u00e1 ilus\u00f3rio e f\u00fatil, revelando-se apenas embuste e esc\u00e1rnio para o homem realista dos novos tempos.<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> E s\u00f3 a aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os tornar\u00e3o de facto a vida agrad\u00e1vel e confort\u00e1vel.<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a> O que conduz Latouche a concluir: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cO direito ao <em>bonheur <\/em>\u00e9, portanto, um direito individual. Procur\u00e1-lo leva ent\u00e3o a trabalhar, produzir, vender, ter o suficiente para comer, sair da pobreza, tornar-se propriet\u00e1rio, enriquecer, acumular, deixar em heran\u00e7a, etc. E acima de tudo, a ganhar o m\u00e1ximo de dinheiro poss\u00edvel&#8230;\u201d<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Conforme j\u00e1 referido acima, a medi\u00e7\u00e3o do <em>bonheur<\/em>, ou da \u201cqualidade de vida\u201d, \u00e9 correntemente feita atrav\u00e9s do PIB <em>per capita<\/em>, o que requer em primeiro lugar a considera\u00e7\u00e3o do tipo de bens (coisas, objectos, imobili\u00e1rio, maquinismos, \u2026) e de servi\u00e7os, cuja produ\u00e7\u00e3o tem que ser avaliada. Em segundo lugar \u00e9 preciso quantificar tais bens e servi\u00e7os, o que \u00e9 feito atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas de natureza estat\u00edstica levadas a cabo sobretudo nas entidades produtoras. Tamb\u00e9m nessas entidades essas quantifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o complementadas por avalia\u00e7\u00f5es em termos monet\u00e1rios, as quais s\u00e3o posteriormente objecto de agrega\u00e7\u00f5es e outras t\u00e9cnicas levadas a cabo por organismos estatais nos diferentes pa\u00edses. O PIB (Produto Interno Bruto) \u00e9 um valor geralmente relativo a cada um desses pa\u00edses, ap\u00f3s tais agrega\u00e7\u00f5es de valores a n\u00edvel nacional, que tem em particular como caracter\u00edstica o facto de ser calculado bruto, conforme a designa\u00e7\u00e3o j\u00e1 o especifica. Ou seja, n\u00e3o se tem conta da perda de patrim\u00f3nio natural e artificial necess\u00e1ria \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. E, em particular, existindo <em>custos<\/em> de produ\u00e7\u00e3o que permanecem <em>escondidos<\/em> (n\u00e3o sendo portanto considerados no c\u00e1lculo final), tais custos s\u00e3o designados <em>externalidades negativas<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, em todo esse processo, a considera\u00e7\u00e3o que se faz do tipo de bens e servi\u00e7os a serem avaliados, come\u00e7a logo por constituir um problema. Se a produ\u00e7\u00e3o de um espect\u00e1culo numa sala \u00e9 correntemente avaliada e contribui para o c\u00e1lculo do PIB (o que \u00e0 primeira vista est\u00e1 correcto porque o espect\u00e1culo produz <em>bonheur<\/em>), porque \u00e9 que muitos outros esfor\u00e7os humanos que s\u00e3o levados a cabo para ter\/dar prazer (por exemplo uma simples conversa entre indiv\u00edduos que \u00e9 altamente agrad\u00e1vel e instrutiva) s\u00e3o exclu\u00eddos de tal c\u00e1lculo? A resposta \u00e9 que isso conduziria \u00e0 incapacidade de a economia se constituir como ci\u00eancia (o c\u00e1lculo econ\u00f3mico s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel havendo um m\u00ednimo de organiza\u00e7\u00e3o em termos contabil\u00edsticos, e n\u00e3o existem d\u00favidas sobre a inexist\u00eancia de tal organiza\u00e7\u00e3o em tal tipo de conversas ou ainda no respeitante \u00e0s simples tarefas de natureza dom\u00e9stica executadas pelos pr\u00f3prios e de muitas outras tarefas).<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Assim, o PIB mede mais o <em>bien-avoir<\/em> do que o <em>bonheur<\/em>, tal como ele era entendido pelos homens das Luzes. E ser\u00e1 conveniente estarmos conscientes de que, ap\u00f3s mais de dois s\u00e9culos de crescimento e uma multiplica\u00e7\u00e3o colossal da produ\u00e7\u00e3o, dever\u00edamos estar a nadar em <em>bonheur<\/em>. O que, como sabemos, n\u00e3o \u00e9 verdade.<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na realidade, todos n\u00f3s temos sido formatados a ver no PIB <em>per capita<\/em> a medida do nosso bem-estar, sendo este estritamente proporcional ao nosso consumo de bens e servi\u00e7os disponibilizados pela actividade mercantil. E esse indicador est\u00e1 fortemente ligado, n\u00e3o s\u00f3 no nosso imagin\u00e1rio mas tamb\u00e9m nos factos, \u00e0 qualidade de vida e ao n\u00edvel dos sal\u00e1rios. E, para a percep\u00e7\u00e3o corrente do econ\u00f3mico, \u00e9 sem d\u00favida o dinheiro que faz a felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p><a>(Ponto 1: <\/a><strong>Les vicissitudes de la \u00ab vie bonne \u00bb: de la b\u00e9atitude au bien-avoir<\/strong> \u2013 a continuar)<\/p>\n\n\n\n<p>Lisboa, 22 de Abril de 2022<\/p>\n\n\n\n<p>Filipe do Carmo<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ver Jacques Ellul, <em>M\u00e9tamorphose du bourgeois<\/em>, Paris, La Table ronde, 1998, p. 94.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ver Olivier Men\u00e9ndez, <em>Happytalisme. Vers une soci\u00e9t\u00e9 du bonheur?<\/em>, Paris, Libre &amp; Solidaire, 2019, p.13.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Latouche cita a tais prop\u00f3sitos um debate entre <strong>Thomas Malthus<\/strong> (1766-1834) e <strong>Jean-Baptiste Say<\/strong> (1767-1832) referindo duas tradu\u00e7\u00f5es em franc\u00eas (<em>Principes d\u2019\u00e9conomie politique<\/em>) da mesma obra do primeiro autor: Paris, J.-P. Aillaud, 1820, p. 28; Paris, Calmann-L\u00e9vy, 1969, p. 13.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Os t\u00e9cnicos da contabilidade nacional, quando atacados pelo facto de o PIB e o crescimento n\u00e3o medirem o <em>bonheur<\/em>, o bem-estar, defendem-se declarando que os indicadores referidos n\u00e3o s\u00e3o feitos para isso (ver Jean Gadrey, \u201cDe la critique de la croissance \u00e0 l\u2019hypoth\u00e8se de la d\u00e9croissance\u201d, <em>Cahiers fran\u00e7ais<\/em>, n\u00ba 323: <em>Croissance et innovation<\/em>, novembre-d\u00e9cembre 2004). Dir-se-\u00e1 contudo que, se o p\u00fablico se engana a tal prop\u00f3sito, o facto \u00e9 que tudo \u00e9 feito para o induzir em tal erro.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Texto de Filipe do Carmo | Editado CR\/Sem Fronteiras &#8211; Ilustra\u00e7\u00f5es \/ T\u00edtulo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u2019abondance frugale comme art de vivre \u2013 Bonheur, gastronomie et d\u00e9croissance (Autor: Serge Latouche) Coment\u00e1rios&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6268,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[308,317],"tags":[332],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/jaxques.jpg",252,176,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/ambiente-economia\/\" rel=\"category tag\">AMBIENTE &amp; ECONOMIA<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">NOTICIAS<\/a>","tag_info":"NOTICIAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6265"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6265\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6269,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6265\/revisions\/6269"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}