{"id":6387,"date":"2022-05-01T12:32:40","date_gmt":"2022-05-01T12:32:40","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=6387"},"modified":"2022-05-01T12:32:46","modified_gmt":"2022-05-01T12:32:46","slug":"a-sociedade-de-consumo-na-conclusao-da-primeira-parte-de-latouche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/05\/01\/a-sociedade-de-consumo-na-conclusao-da-primeira-parte-de-latouche\/","title":{"rendered":"A sociedade de consumo na conclus\u00e3o da primeira parte de Latouche"},"content":{"rendered":"\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>LIVROS &amp; M\u00daSICA<\/strong><\/mark> | Filipe do Carmo comenta Latouche<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\">Coment\u00e1rios sobre o conte\u00fado dos diferentes cap\u00edtulos | Final da primeira parte<\/p>\n\n\n\n<p><strong>L\u2019abondance frugale comme art de vivre \u2013 Bonheur, gastronomie et d\u00e9croissance (<\/strong>Autor:<strong> Serge Latouche)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6388\" width=\"239\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1.jpg 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por <strong>Filipe do Carmo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Premi\u00e8re Partie: La d\u00e9croissance et les paradoxes du bonheur \u2013 La joie de vivre dans la frugalit\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li><strong>Les vicissitudes de la \u00ab vie bonne \u00bb: de la b\u00e9atitude au bien-avoir&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>(conclus\u00e3o)<strong><\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong><em>Le tournant \u00e9thique de l\u2019Occident<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Para Latouche, s\u00f3 uma transforma\u00e7\u00e3o radical da \u00e9tica \u2013 de algum modo uma transgress\u00e3o moral erigida em sistema, a qual teve origem na viragem decisiva do Iluminismo \u2013 permitiu a emerg\u00eancia do <em>bonheur<\/em> como bem-estar material medido pelo PIB <em>per capita<\/em>. E n\u00e3o se poder\u00e1 esquecer que o Iluminismo foi preparado, mais de dois s\u00e9culos antes, pela Reforma, a qual introduziu uma forte quota-parte de individualismo, favorecendo, sem propriamente o desejar, o esp\u00edrito do capitalismo, em particular atrav\u00e9s da sua vers\u00e3o puritana. Tal como evidenciado por <strong>Max Weber<\/strong> (1864-1920).<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Mas a viragem j\u00e1 havia tido lugar com <strong>Bernard de Mandeville<\/strong> (1670-1733) e o seu famoso <em>F\u00e1bula das Abelhas<\/em> (em ingl\u00eas: <em>The Fable of the Bees: Or Private Vices, Publick Benefits<\/em>, editado com esse t\u00edtulo em 1714), com o autor a argumentar que a guerra, o roubo, a prostitui\u00e7\u00e3o, o \u00e1lcool e as drogas, a gan\u00e2ncia, etc., contribuem em \u00faltima an\u00e1lise, &#8220;para o benef\u00edcio da sociedade civil&#8221;. Ou seja, todos os \u201cv\u00edcios privados\u201d referidos tornam-se, quando enquadrados na economia, \u201cvirtudes p\u00fablicas\u201d e cooperam, mesmo que os seus agentes disso n\u00e3o se apercebam, para o bem comum. Ou, ainda mais resumidamente, \u201ca avidez \u00e9 uma boa coisa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 a avidez, a gan\u00e2ncia dos ricos, dos poderosos, que alguns autores que foram surgindo com o desenvolvimento do liberalismo t\u00eam apresentado como estando por detr\u00e1s da extens\u00e3o progressiva do <em>bonheur<\/em> para o cidad\u00e3o comum gra\u00e7as ao designado <em>trickle down effect<\/em>.<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a> \u00c9 esse efeito que \u00e9 tido como tendo estado por detr\u00e1s da sociedade que posteriormente, ap\u00f3s o <em>fordismo<\/em> e o <em>keynesianismo<\/em>, veio a ser conhecida como \u201csociedade de consumo\u201d, e que Latouche considera que nunca realmente funcionou a n\u00e3o ser no par\u00eantesis constitu\u00eddo pelos <em>Trinta Gloriosos<\/em>. Mas \u00e9 um mito, que constitui uma pe\u00e7a essencial da ideologia liberal.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Contrastando com a avidez, a virtude, que em Saint-Just era t\u00e3o necess\u00e1ria ao <em>bonheur<\/em> como o bem-estar material individual e colectivo, deixa de o ser \u00e0 medida que a economia captura o social. A interfer\u00eancia dessa virtude na mec\u00e2nica dos interesses, j\u00e1 suspeita em Adam Smith, torna-se francamente adversa em <strong>Friedrich Hayek<\/strong> (1899-1992). Conforme Latouche refere, para o liberalismo a generosidade e mesmo a simpatia devem ser exclu\u00eddas do jogo econ\u00f3mico sob pena de impedir a realiza\u00e7\u00e3o do \u00f3ptimo. E, como a economia invade o todo social, elas acabam por ser proscritas da sociedade. De facto, conforme descrito por <strong>Georges Perec<\/strong> (1936-1982) e por <strong>Jean Baudrillard<\/strong> (1929-2007), na sociedade de consumo dos anos sessenta o <em>bonheur<\/em> calcula-se pela acumula\u00e7\u00e3o de objectos.<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a> Sendo o <em>bonheur<\/em>, no romance de Perec, mencionado com muita frequ\u00eancia na hist\u00f3ria dos her\u00f3is que o procuram, torna-se contudo dif\u00edcil encontrar nele a menor conota\u00e7\u00e3o moral, pois tal dilig\u00eancia tem apenas por detr\u00e1s uma insatisfa\u00e7\u00e3o doentia. Por seu lado, Baudrillard, no seu livro j\u00e1 citado (p\u00e1g. 282), come\u00e7a por depreender que se o consumo estivesse relacionado com necessidades dever-se-ia chegar \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o, ora n\u00f3s sabemos que n\u00e3o \u00e9 isso que se passa, o que se pretende \u00e9 consumir cada vez mais. E, ap\u00f3s v\u00e1rias considera\u00e7\u00f5es sobre o romance de Perec, o mesmo autor tira como conclus\u00e3o que tendemos a olhar para a infelicidade como a solu\u00e7\u00e3o mais dur\u00e1vel \u2013 uma esp\u00e9cie de linha de fuga \u2013 diante do <em>complot terroriste du bonheur<\/em>.<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"941\" height=\"694\" data-id=\"6389\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6389\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta.jpg 941w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta-300x221.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta-768x566.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 941px) 100vw, 941px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Latouche afirma que o imperialismo economicista ocidental procura fazer deste <em>complot<\/em> um fen\u00f3meno mundial (referindo o autor que em muitas civiliza\u00e7\u00f5es, antes do contacto com o Ocidente, a economia como teoria e mesmo como pr\u00e1tica estava largamente ausente; e nelas os conceitos de <em>bonheur<\/em> e de bem-estar \u2013 ligados \u00e0 problem\u00e1tica de um desenvolvimento material e a um enriquecimento individual \u2013 estariam totalmente ausentes, sendo dados v\u00e1rios exemplos, sobretudo relativos a pa\u00edses do Sul do planeta). Contudo, se o crescimento e o desenvolvimento no Norte puderam dar a ilus\u00e3o de levar a uma certa forma de justi\u00e7a, o mesmo n\u00e3o se passou no Sul. E \u00e9 a\u00ed sobretudo que mais sentido faz o gracejo de Raimon Panikkar: \u201cQuando os Americanos falam em <em>justi\u00e7a<\/em> \u2013 e isso pode ser estendido ao conjunto dos Ocidentais \u2013 na realidade deve-se entender <em>just us <\/em>(s\u00f3 para n\u00f3s)\u201d. E hoje em dia, n\u00f3s assistimos, tamb\u00e9m neste nosso Norte, \u00e0 fal\u00eancia deste <em>bonheur<\/em> quantificado e assim tamb\u00e9m ao desmoronamento de um dos pilares imagin\u00e1rios da sociedade ocidental. Para amenizar esta crise, outras concep\u00e7\u00f5es da <em>qualidade de vida<\/em> emergem nuns e noutros locais mas, sem questionar tanto os fundamentos da sociedade do crescimento como os da inven\u00e7\u00e3o de uma sociedade de <em>abund\u00e2ncia frugal<\/em>, h\u00e1 poucas chances de os ver a ter sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (fim do Ponto 1.)<\/p>\n\n\n\n<p>Lisboa, 26 de Abril de 2022<\/p>\n\n\n\n<p>Filipe do Carmo<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"248\" height=\"391\" data-id=\"6391\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/btraudillard-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6391\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/btraudillard-1.jpg 248w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/btraudillard-1-190x300.jpg 190w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"205\" height=\"340\" data-id=\"6392\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/perec.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6392\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/perec.jpg 205w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/perec-181x300.jpg 181w\" sizes=\"(max-width: 205px) 100vw, 205px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>Die protestantische Ethik und der Geist des Kapitalismus<\/em> (1904-5), em particular traduzido em franc\u00eas (<em>L\u2019\u00c9thique protestante et l\u2019esprit du capitalisme<\/em>, Paris, Plon, 1964) e em ingl\u00eas (<em>The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism<\/em>, New York, Charles Scribner\u2019s Sons, 1958).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Efeito j\u00e1 de algum modo enunciado em Mandeville e Adam Smith e que, em particular, expressa a ideia de que os novos bens e servi\u00e7os que v\u00e3o sendo introduzidos no mercado, inicialmente caros e apenas acess\u00edveis aos ricos, v\u00e3o posteriormente, com os seus pre\u00e7os a descerem, a poderem ser mais amplamente adquiridos pelo p\u00fablico em geral.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Georges Perec, <em>Les choses: Une histoire des ann\u00e9es soixante<\/em>, Paris, Julliard, 1965; Jean Baudrillard, <em>Le Syst\u00e8me des objets<\/em>, Paris, Gallimard, 1968.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Jean Baudrillard, <em>D&#8217;un fragment l&#8217;autre<\/em>, Paris, Alban Michel, 2001, p. 159.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVROS &amp; M\u00daSICA | Filipe do Carmo comenta Latouche Coment\u00e1rios sobre o conte\u00fado dos diferentes&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6389,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[242,317],"tags":[333,332],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta.jpg",941,694,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta-300x221.jpg",300,221,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta-768x566.jpg",640,472,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta.jpg",640,472,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta.jpg",941,694,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta.jpg",941,694,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta.jpg",941,694,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta.jpg",941,694,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/trinta-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros-musica\/\" rel=\"category tag\">LIVROS &amp; 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