{"id":8500,"date":"2022-12-02T13:00:38","date_gmt":"2022-12-02T13:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=8500"},"modified":"2022-12-02T22:26:19","modified_gmt":"2022-12-02T22:26:19","slug":"a-vida-por-um-nif","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/12\/02\/a-vida-por-um-nif\/","title":{"rendered":"A vida por um NIF"},"content":{"rendered":"\n<p>2 de dezembro, 2022<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Imigrantes timorenses lutam por direitos b\u00e1sicos em Lisboa<\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p>A Helena Cabe\u00e7adas alertou-nos para a situa\u00e7\u00e3o e para os conte\u00fados que a<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/mariana.carneiro.378\"> Mariana Carneiro<\/a> tem vindo a produzir e a divulgar sobre um tema que, para al\u00e9m de todos os cidad\u00e3os portugueses, os  ex-imigrantes e ex-exilados sentem como priorit\u00e1rio porque viverem situa\u00e7\u00f5es similares num passado relativamente recente.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:9px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"492\" height=\"234\" data-id=\"8507\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/tomorense.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8507\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/tomorense.jpg 492w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/tomorense-300x143.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 492px) 100vw, 492px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"881\" height=\"578\" data-id=\"8508\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/mariana-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8508\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/mariana-1.jpg 881w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/mariana-1-300x197.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/mariana-1-768x504.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 881px) 100vw, 881px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">texto de <strong>Mariana Carneir<\/strong>o<\/h3>\n\n\n\n<p><br>Pe\u00e7a da RTP sobre TIMORENSES SEM ABRIGO EM PORTUGAL. Um resumo de contextualiza\u00e7\u00e3o.  \u00c9 preciso apoiar esta luta pelos direitos n\u00e3o s\u00f3 dos imigrantes timorenses mas de todos os imigrantes que tanto enriquecem este pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p><em>V\u00eddeo com a pe\u00e7a da RTP<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Timorenses na Rua\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/c7cbvlURv2Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:13px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Com breves declara\u00e7\u00f5es minhas sobre a realidade no terreno, as pol\u00edticas de imigra\u00e7\u00e3o securit\u00e1rias e criminalizantes, a teia burocr\u00e1tica sem fim que empurra todas estas pessoas para as m\u00e3os das m\u00e1fias. Que lhes nega, logo \u00e0 partida, ter um NIF sem que tenham de pagar por ele. A pe\u00e7a inclui declara\u00e7\u00f5es do Fernando e Juli\u00e3o, ambos imigrantes timorenses sem-abrigo, sobre as dificuldades com que se deparam.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>Fernando<\/strong>&nbsp;foi um dos primeiros imigrantes timorenses a viver na rua, bem no centro de Lisboa, no Martim Moniz. Acabou por ser encaminhado h\u00e1 mais de um m\u00eas, e juntamente com mais cerca de 40 colegas, para uma pousada da juventude pelo ACM, onde ficou &#8220;esquecido&#8221;. Sem o acompanhamento necess\u00e1rio, sem a devida inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, o Fernando voltou para a rua, para procurar em Lisboa algum trabalho que lhe garanta a sobreviv\u00eancia e que possibilite o envio de dinheiro para a fam\u00edlia, para os filhos, e para pagar as d\u00edvidas contra\u00eddas &#8211; para a sua viagem &#8211; junto de gente sem escr\u00fapulos mediante taxas de juro de 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>Juli\u00e3o<\/strong>&nbsp;n\u00e3o tem vaga no Centro de Acolhimento de Lisboa, que est\u00e1 completamente sobrelotado. As autoridades competentes n\u00e3o asseguram a abertura de outros centros ou o encaminhamento destas pessoas para outras infraestruturas. A rua \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o do Juli\u00e3o e de mais outras dezenas de imigrantes timorenses. O Juli\u00e3o quer trabalhar, mas n\u00e3o consegue ter NIF e assim n\u00e3o h\u00e1 quem o contrate. Sem NIF n\u00e3o pode trabalhar, n\u00e3o tem dinheiro para garantir uma sobreviv\u00eancia digna, n\u00e3o pode regularizar-se, n\u00e3o pode sair da rua e est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea de toda a gente sem escr\u00fapulos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Autoridade Tribut\u00e1ria, via e-balc\u00e3o, onde tenho submetido o pedido de NIF enquanto sua representante legal e fiscal, est\u00e1 a exigir documentos infind\u00e1veis para atribuir NIF a mais de uma centena de timorenses. Querem, inclusive, um \u201cComprovativo morada no estrangeiro (menos 6 meses)\u201d. Al\u00e9m de, em Timor, n\u00e3o existir a pr\u00e1tica de passar este tipo de documentos, como acontece em Portugal, estamos a falar de cidad\u00e3os sem abrigo que j\u00e1 se encontram em territ\u00f3rio nacional portugu\u00eas h\u00e1 alguns meses. Creio que compreendem que, no contexto em que nos encontramos, as exig\u00eancias da AT, que n\u00e3o se coadnuam minimamente com a realidade, t\u00eam consequ\u00eancias avassaladoras:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Permitem que angariadores e outros indiv\u00edduos e entidades sem escr\u00fapulos se disponibilizem para viabilizar estes documentos mediante o pagamento de uma taxa sem qualquer recibo associado. Em alguns casos, o documento acaba por nem aparecer. Os timorenses, j\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o financeira profundamente vulner\u00e1vel, s\u00e3o ainda mais penalizados;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Atrasam a inser\u00e7\u00e3o destas pessoas no mercado de trabalho e a sua autonomiza\u00e7\u00e3o, o que se reflete numa sobrecarga dos servi\u00e7os de acolhimento de urg\u00eancia, como \u00e9 o caso do CAE de Lisboa;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Deixam os imigrantes mais expostos, e empurram-nos, para a economia informal e pr\u00e1ticas ilegais , com todos os abusos laborais, sociais e humanos que lhes est\u00e3o associados.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">TEXTOS E ILUSTRA\u00c7\u00d5ES COMPLEMENTARES DO  SEM FRONTEIRAS<\/mark><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Relembrar Lorette da Fonseca<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Em 1965, Lorette da Fonseca e a fam\u00edlia, fugidos de Portugal, fixam-se num \u00abbidonville\u00bb em Massy (Essonne), depois de terem passado alguns anos na Arg\u00e9lia. Dominando bem o franc\u00eas, Lorette e o marido, Carlos, investem-se, de imediato, em cursos de alfabetiza\u00e7\u00e3o para emigrantes portugueses do bairro de lata. Simultaneamente, Lorette mobiliza os seus compatriotas para a defesa dos seus direitos, acompanhando-os nas dilig\u00eancias burocr\u00e1ticas perante as autoridades ou junto dos patr\u00f5es que lhes davam emprego. Torna-se int\u00e9rprete e porta-voz dos seus compatriotas que residiam nos \u00abbidonvilles\u00bb, situados junto de uma nova cidade, ent\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o. A partir de 1969, Lorette ajuda-os na obten\u00e7\u00e3o dos vistos e das autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia, junto do poder local e do comissariado da Pol\u00edcia. Cedo integra um comit\u00e9 de defesa do Bidonville.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:9px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"470\" height=\"267\" data-id=\"8501\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/laureta.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8501\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/laureta.jpg 470w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/laureta-300x170.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 470px) 100vw, 470px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"711\" height=\"512\" data-id=\"8502\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/laureta2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8502\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/laureta2.jpg 711w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/laureta2-300x216.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 711px) 100vw, 711px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:13px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 70, quando o Estado franc\u00eas decidiu arrasar os bidonvilles dos arredores de Paris, levantou-se um enorme movimento de contesta\u00e7\u00e3o no Bidonville de Massy. Uma das primeiras medidas das autoridades consistiu em pressionar os residentes, de diversas maneiras, com vista a que abandonassem as suas habita\u00e7\u00f5es, sem que lhes fosse oferecida qualquer alternativa. Tal como em todos os outros bidonvilles, a press\u00e3o exercida sobre os emigrantes portugueses conduzia \u00e0 sua dispers\u00e3o, separando, assim, os amigos e os vizinhos. Ao ser confrontada com o processo de realojamento levado a cabo pelo Minist\u00e9rio do Interior, Lorette op\u00f4s-se-lhe com determina\u00e7\u00e3o, por, a seu ver, ir criar uma situa\u00e7\u00e3o de maior isolamento social para si e para os seus cinco filhos. Em Massy habitavam mais de 1000 emigrantes portugueses e \u00e1rabes, que foram amea\u00e7ados de lhes ser retirada a autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia e de lhes serem destru\u00eddas as barracas onde habitavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Empenha-se, ent\u00e3o, numa luta cont\u00ednua entre imigrantes e institui\u00e7\u00f5es. S\u00e3o exercidas press\u00f5es sobre Lorette durante muitos anos &#8211; amea\u00e7as de expuls\u00e3o e dificuldades no prolongamento da autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia. Mas muitas das barracas s\u00e3o mantidas at\u00e9 1977, devido \u00e0 press\u00e3o popular: uma peti\u00e7\u00e3o, manifesta\u00e7\u00f5es, e a cria\u00e7\u00e3o de um \u00abcomit\u00e9 de apoio a Lorette\u00bb. A Prefeitura de Essone renuncia \u00e0 expuls\u00e3o da porta-voz do movimento de contesta\u00e7\u00e3o, mas Lorette e Carlos s\u00e3o apelidados de \u00abagitadores esquerdistas\u00bb e aumenta a vigil\u00e2ncia exercida sobre eles. A cumprir-se a expuls\u00e3o, a fam\u00edlia de Lorette ver-se-ia obrigada a regressar \u00e0 Ditadura, em Portugal. Por\u00e9m essa amea\u00e7a teve como resposta uma importante mobiliza\u00e7\u00e3o de solidariedade dos seus compatriotas e de franceses. Apoiada pelo \u00abcomit\u00e9 de defesa do bairro\u00bb, Lorette resiste e acaba por ficar em Fran\u00e7a. Mas teve de ceder, de se tornar invis\u00edvel, de se apagar. Somente dez anos mais tarde, em Setembro de 1981, com a elei\u00e7\u00e3o de Miterrand, foi anulada a ordem de expuls\u00e3o&#8221; .<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Excerto da Biografia publicada no blogue Antifascistas da Resist\u00eancia, 30 dezembro 2015, autoria Helena Pato<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Relembrar um SEM FRONTEIRAS dos anos 70<\/h2>\n\n\n<p>&#8220;No mesmo per\u00edodo, a mobiliza\u00e7\u00e3o contra a expuls\u00e3o de Massy, \u200b\u200bpartindo assim as duas comunidades mais importantes em termos de imigra\u00e7\u00e3o: os portugueses e os \u00e1rabes. A simbiose entre os movimentos de protesto e o movimento nacional revela uma comunidade imigrante \u00e1rabe &#8220;subversiva&#8221;, fugindo de qualquer controle das institui\u00e7\u00f5es. A greve do Renault OS em 71 j\u00e1 \u00e9 mais que um sinal. A onda de crimes racistas, ap\u00f3s a nacionaliza\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo argelino j\u00e1 \u00e9 lida como uma resposta&#8230;<\/p>\n<p><!-- \/wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p><!-- wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p>O assassinato de Djelali B.Aii, no Goutte d&#8217;Or, deu origem a uma mobiliza\u00e7\u00e3o que j\u00e1 era preocupante: a partir de Valence, a imigra\u00e7\u00e3o abre caminhos que continua a experimentar e a enriquecer. Uma grande vit\u00f3ria contra o medo de &#8220;Sans Papiers&#8221;. Mas a prolifera\u00e7\u00e3o de diferentes status isola os imigrantes uns dos outros.A luta pela carteira de trabalho envolveu apenas tunisianos, marroquinos, turcos e depois mauricianos. Nem os portugueses nem os argelinos estavam preocupados na \u00e9poca com a circular de Marcellin-Fontanet. Mas as devolu\u00e7\u00f5es (verdadeiras extradi\u00e7\u00f5es de facto) e as expuls\u00f5es s\u00e3o uma ocorr\u00eancia di\u00e1ria. Nestas condi\u00e7\u00f5es de repress\u00e3o. os sindicatos come\u00e7am a se interessar pelos imigrantes, mas com a condi\u00e7\u00e3o de que <em>certos campos de luta<\/em> n\u00e3o sejam concreta e diretamente aprovados pelos imigrantes: em particular esta zona de ilegalidade que constitui a situa\u00e7\u00e3o de &lt;&lt; Sans-papiers &gt;&gt;. Foi neste momento que, contra o conselho de todos, foi anunciada a greve geral dos trabalhadores imigrantes \u00e1rabes para setembro de 1473. A partir de segunda-feira, 3 de setembro, param os canteiros de obras das empresas de Marselha, Fos, Aix. O movimento espalhou-se para outras cidades do sul: Toulon, Nice&#8230; E no dia 14, a greve geral em toda a Fran\u00e7a. Reac\u00e7\u00e3o quase imediata do Poder: O Ministro do Trabalho apela a &#8220;acabar com a imigra\u00e7\u00e3o descontrolada&#8221;, dando assim apoio oficial aos grupos fascistas, que tentam desencadear um movimento de opini\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- \/wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p><!-- wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p>Numa altura em que se desenvolviam grandes lutas na metalurgia, durante o ano de 73 e em que Lip se tornava um exemplo para a classe trabalhadora, era importante para o poder criar uma esp\u00e9cie de corrente racista numa parte da popula\u00e7\u00e3o. deste &lt;&lt; consci\u00eancia de 68&gt;&gt;.a cria\u00e7\u00e3o de uma secretaria de estado para os trabalhadores imigrantes em maio de 74, vem logo depois, para cumprir uma miss\u00e3o espec\u00edfica: Estender o controle social \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o. Se Postel-Vinay ficar 23 dias, o Sr. Dijoud ficou para aplic\u00e1-lo. Se as greves de fome foram um elo de aglutina\u00e7\u00e3o popular que permitiu a eclos\u00e3o do que chamaremos de &#8220;cultura imigrante&#8221;, o Sr. Dijoud sonhar\u00e1 em fazer casas por toda a Fran\u00e7a, onde &#8220;cultivaremos&#8221; melhor a cultura imigrante.<br><!-- \/wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p><!-- \/wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p><!-- wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p><!-- wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p>Mas o Sr. Stol\u00e9ru deixar\u00e1 de se distinguir na hist\u00f3ria pela procura do confronto com Sonacotra. Os agregados familiares em greve h\u00e1 v\u00e1rios anos constituem um desafio demasiado grande para os empregadores. O papel do secret\u00e1rio de Estado \u00e9 acabar logo com isso. Trata-se de recuperar o atraso ou mudar a pol\u00edtica. E, inversamente, assistimos a um investimento dos trabalhadores imigrantes nos sindicatos. \u00c9 neste sentido que devemos analisar as grandes lutas fabris dos trabalhadores imigrantes em Channon (75) e nos cabos de Lyon, onde parece haver campos de luta onde a imigra\u00e7\u00e3o parece bloqueada. O Movimento Cultural conhece a sua pr\u00f3pria din\u00e2mica: por um lado, uma tentativa de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es culturais instaladas e, por outro, uma forma de apoio \u00e0s lutas imigrat\u00f3rias (com sucesso vari\u00e1vel). os trabalhadores imigrantes e o cerco que resulta das novas situa\u00e7\u00f5es deixa um gosto amargo a esta fase de pesquisa e reajustamento que se vive. imigra\u00e7\u00e3o&#8221; publicado pelo Radio Soleil.<\/p>\n<p><!-- \/wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n<p><!-- wp:par\u00e1grafo --><\/p>\n\n\n<div style=\"height:13px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"206\" height=\"286\" data-id=\"8503\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/sf.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8503\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"252\" height=\"221\" data-id=\"8504\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/sans-paiers.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8504\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"337\" height=\"224\" data-id=\"8505\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/sp.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8505\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/sp.jpg 337w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/sp-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 337px) 100vw, 337px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Fontes: Mariana Carneiro | Blogue Antifascistas da Resist\u00eancia | Radio Soleil &#8211; Sans Fronti\u00e8res| Foto \u00a9 Fasti<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2 de dezembro, 2022 Imigrantes timorenses lutam por direitos b\u00e1sicos em Lisboa A Helena Cabe\u00e7adas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8509,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[237,238,317],"tags":[131],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor.jpg",740,415,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor-300x168.jpg",300,168,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor.jpg",640,359,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor.jpg",640,359,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor.jpg",740,415,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor.jpg",740,415,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor.jpg",740,415,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor.jpg",740,415,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor.jpg",740,415,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/timor-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/causas\/\" rel=\"category tag\">CAUSAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">NOTICIAS<\/a>","tag_info":"NOTICIAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8500"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8500"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8513,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8500\/revisions\/8513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8509"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}