{"id":8580,"date":"2022-12-11T14:43:27","date_gmt":"2022-12-11T14:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=8580"},"modified":"2022-12-12T09:02:36","modified_gmt":"2022-12-12T09:02:36","slug":"nazismo-e-fascismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/12\/11\/nazismo-e-fascismo\/","title":{"rendered":"TRIBUNA | Nazismo e fascismo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2022-12-11T14:43:27+00:00\">11 de Dezembro, 2022<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"has-black-background-color has-background wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><mark>TRIBUNA SF | Quando falamos de fascismo, afinal do que \u00e9 que estamos a falar?<\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-black-color has-text-color wp-block-heading\" id=\"0aaa\">O que estamos a comprar na Ucr\u00e2nia?<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>por <strong>Carlos Matos Gomes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/matos-gomes23.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8584\" width=\"198\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/matos-gomes23.jpg 387w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/matos-gomes23-300x300.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/matos-gomes23-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"ad21\">Escrevi h\u00e1 dias um texto sobre a proposta da \u201cministra da cultura\u201d do regime de Zelenski, na Ucr\u00e2nia a partir de uma not\u00edcia do jornal ingl\u00eas \u00abThe Guardian\u00bb. Os jornais ingleses t\u00eam (ou tinham) por costume ilustrar as not\u00edcias em que referiam uma dada personagem com um imagem dessa pessoa \u2014 tradi\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas de responsabiliza\u00e7\u00e3o e de os cidad\u00e3os terem o direito de reconhecer os autores das decis\u00f5es. No caso, a not\u00edcia de que o governo de Kiev propunha a proibi\u00e7\u00e3o das obras musicais de Tchaikovski, era ilustrada por uma figura feminina junto a uma orquestra. Presumi que fosse a ministra. N\u00e3o era. Como n\u00e3o pretendia referir-me a uma pessoa concreta, mas a um representante de uma ideologia, nem sequer me interessei pelo nome do dito funcion\u00e1rio. Era, \u00e9, um homem o ministro da cultura do governo encabe\u00e7ado por Zelenski que prop\u00f5e o silenciamento das obras de um artista, de um m\u00fasico, apenas por ser russo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p id=\"ce68\">Para o caso interessava-me e interessa-me a atitude do ministro da cultura daquele estado que \u00e9 a Ucr\u00e2nia sob a presid\u00eancia de Zelenski e a ideologia, o conjunto de ideias, convic\u00e7\u00f5es e princ\u00edpios filos\u00f3ficos, sociais, pol\u00edticos que caracterizam um grupo, neste caso o que est\u00e1 no poder em Kiev.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"29e4\">Propostas deste tipo de silenciamento de artistas e das suas obras por diversas formas, neste caso a t\u00edtulo p\u00f3stumo, noutros condenando \u00e0 morte, noutros ainda matando as obras em fogueiras s\u00e3o recorrentes ao longo da Hist\u00f3ria e s\u00e3o um revelador das caracter\u00edsticas do nazismo, a ideologia que causou diretamente a Segunda Guerra Mundial, o mais sangrento conflito da humanidade e que surge muitas vezes associada ao fascismo como resposta \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es politicas e sociais resultantes da revolu\u00e7\u00e3o industrial e do colonialismo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" id=\"29e4\">Mas nazismo e fascismo s\u00e3o regimes de natureza muito distinta. Basicamente, o nazismo prop\u00f5e a desumaniza\u00e7\u00e3o do outro, \u00e9 racista; o fascismo prop\u00f5e a sujei\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo ao Estado, \u00e9 nacionalista.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p id=\"3901\">A proposta de proibi\u00e7\u00e3o da obra de um criador cultural, um russo do s\u00e9culo XIX, curiosamente bisneto de um cossaco ucraniano, como foi Tchaikovski, permite distinguir o nazismo do fascismo. A proposta do ministro de Zelenski (um ator!) \u00e9 t\u00edpica do nazismo. E \u00e9 de nazismo que se trata quando se quer entender o atual regime de Kiev. As palavras s\u00e3o importantes. O&nbsp;<em>Nationalsozialistische<\/em>, nacional-socialismo, remete para a&nbsp;<em>Volksgemeinshachaf<\/em>t \u2014 a comunidade de alem\u00e3es puros, um conceito que pode ser hoje estendido para definir um grupo pela sua ra\u00e7a ou identidade cultural (verdadeira ou artificial). O nazismo carateriza-se por se opor \u00e0 busca de acordo entre seres humanos (pessoas) com opini\u00f5es distintas e defender o combate natural do homem com seu inimigo \u2014 olhar para o outro como o inimigo a ser aniquilado pertenceria \u00e0 natureza da esp\u00e9cie humana. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" id=\"3901\">O nazismo criou c\u00e2maras de g\u00e1s para eliminar o outro, considerando-o um lixo, o fascismo n\u00e3o o fez.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p id=\"4c2f\">Do ponto de vista pol\u00edtico, o nazismo \u00e9 de natureza tribal, \u201co seu povo\u201d est\u00e1 rodeado por \u201cum mundo de inimigos\u201d, \u201cum contra todos\u201d, e age assumindo que existe uma diferen\u00e7a fundamental entre esse povo e todos os outros, o seu povo \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 superior aos outros, como representa a ra\u00e7a pura. Afirma que o povo \u00e9 \u00fanico, incompat\u00edvel com todos os outros, e nega teoricamente a pr\u00f3pria possibilidade de uma humanidade comum, da\u00ed a ideologia assentar na rejei\u00e7\u00e3o da cultura dos outros, do desprezo pelos outros. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" id=\"4c2f\">\u00c9 esta rejei\u00e7\u00e3o da perten\u00e7a a uma humanidade e da aceita\u00e7\u00e3o da cultura dos outros que a proposta do atual ministro da cultura da Ucr\u00e2nia reflete. Estamos no n\u00facleo do pensamento nazi e do racismo que o distingue do fascismo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p id=\"014e\">At\u00e9 ao n\u00edvel simb\u00f3lico o regime ucraniano se assume herdeiro do nazismo, a cruz gamada, do nazismo, negra num disco banco e num fundo vermelho \u00e9 a inspiradora do tridente cinzento sobre um fundo vermelho e negro do Ex\u00e9rcito Rebelde Ucraniano do nazi Stepan Bandera e que est\u00e1 na origem dos atuais s\u00edmbolos da Ucr\u00e2nia, o tridente dourado sobre fundo azul, a cruz su\u00e1stica e o tridente remetem para a pureza da ra\u00e7a e o seu ardor combativo. Pelo seu lado, o s\u00edmbolo do fascismo \u00e9 o \u00abfasces\u00bb e remete para a hist\u00f3ria de Roma, para o poder do Estado, o machado era o s\u00edmbolo do oficial romano que tinha autoridade para executar senten\u00e7as \u2014 o litor.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"0611\">A distin\u00e7\u00e3o entre nazismo e fascismo foi orgulhosamente assumida pelos nazis. Himmler, o chefe das SS, expressou essa opini\u00e3o num discurso pronunciado em 1943 numa Confer\u00eancia de Oficiais: \u201cO fascismo e o nacional-socialismo s\u00e3o fundamentalmente diferentes, (\u2026) n\u00e3o h\u00e1 absolutamente nenhuma compara\u00e7\u00e3o entre eles como movimentos espirituais e ideol\u00f3gicos\u201d. O fascismo era nacionalista, o nazismo era racista, e \u00e9 esta distin\u00e7\u00e3o que explica a necessidade do nazismo aniquilar a cultura dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ebc4\">O atual regime ucraniano, que tem Zelenski como figura vis\u00edvel, assenta em dois pilares: os oligarcas que enriqueceram tal como os seus pares russos com as privatiza\u00e7\u00f5es de bens p\u00fablicos ap\u00f3s o fim da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e da transforma\u00e7\u00e3o do capitalismo de Estado em neoliberalismo \u201cpara amigos e s\u00f3cios\u201d \u2014 que, quanto aos oligarcas ucranianos, se designa por \u201cBatalh\u00e3o do M\u00f3naco \u201c\u2014 por compara\u00e7\u00e3o com o Batalh\u00e3o Azov constitu\u00eddo por mil\u00edcias nazis nacionais e internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"1b4d\">O regime ucraniano articula-se do mesmo modo do regime nazi: uma elite milion\u00e1ria detentora das grandes empresas alem\u00e3s, caso de Gustav Krupp, (do atual grupo Krupp-Maffei) de a\u00e7o e armamentos, que foi chamado, com outros industriais da Alemanha, para uma reuni\u00e3o com o Partido Nazi e a quem Hitler anunciou os planos de investir pesadamente nas For\u00e7as Armadas alem\u00e3s. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" id=\"1b4d\">A Siemens tamb\u00e9m apoiou Hitler, operou um subcampo em Auschwitz e outro em Ravensbr\u00fcck, de onde retirou milhares de trabalhadores para produzir equipamentos de comunica\u00e7\u00f5es. A BMW, a Mercedes, a VW\u2026 <\/p>\n\n\n\n<p id=\"1b4d\">A esta elite que no caso ucraniano se diverte no M\u00f3naco e que voltar\u00e1 \u00e0 Ucr\u00e2nia no final da guerra qualquer que seja o seu desfecho para os neg\u00f3cios da reconstru\u00e7\u00e3o, junta-se o Batalh\u00e3o Azov, a mil\u00edcia que corresponde \u00e0s SS de Himmler e que realiza os trabalhos sujos da guerra, porque os limpos, de alta tecnologia, s\u00e3o executados por t\u00e9cnicos ocidentais.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"2067\">Tal como na Alemanha nazi, um g\u00e9nio da comunica\u00e7\u00e3o como Goebbels foi trabalhar na propaganda centrada no l\u00edder. No caso da Ucr\u00e2nia e de Zelenski trata-se do jornalista Dmytro Lytvyn, que era analista pol\u00edtico do Servant of the People, partido pol\u00edtico de Zelensky, e que segue o princ\u00edpio de Goebbels de explorar as emo\u00e7\u00f5es geradas por palavras e frases fortes.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"a9a2\">O regime que os europeus est\u00e3o a apoiar na Ucr\u00e2nia tem uma matriz nazi, e essa \u00e9 uma heran\u00e7a assumida ao erigir Stepan Bandera her\u00f3i nacional. Stepan Bandera foi um ultranacionalista ucraniano, l\u00edder da Organiza\u00e7\u00e3o dos Nacionalistas Ucranianos e do seu bra\u00e7o armado, o Ex\u00e9rcito Rebelde Ucraniano (UPA), mas fora da Ucr\u00e2nia e do regime de Zelenski, sobretudo na Pol\u00f3nia, \u00e9 acusado de colaborador dos nazis, anti-semita e criminoso de guerra, sendo apontado como o principal respons\u00e1vel pelo massacre de civis polacos na Vol\u00ednia, em 1943, numa opera\u00e7\u00e3o com caracter\u00edsticas de limpeza \u00e9tnica. \u00c9 tamb\u00e9m considerado cor-respons\u00e1vel pelo Holocausto na Ucr\u00e2nia, que vitimou mais de um milh\u00e3o de judeus sovi\u00e9ticos. Mas o esquecimento faz parte da reescrita da hist\u00f3ria segundo as conveni\u00eancias. Agora tamb\u00e9m \u00e9 um her\u00f3i europeu, um dos nossos!<\/p>\n\n\n\n<p id=\"c110\">O regime que a alem\u00e3 Ursula Van Der Leyen, presidente da Comiss\u00e3o Europeia, afirmou ser o de todos os europeus \u00e9 bem conhecido dela at\u00e9 por motivos familiares, mas n\u00e3o \u00e9 o de todos os europeus, e <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" id=\"c110\">n\u00e3o \u00e9 sequer equipar\u00e1vel ao fascismo italiano, e, menos ainda ao salazarismo, uma ditadura de partido \u00fanico, na defini\u00e7\u00e3o de Hanna Arendt. <\/p>\n\n\n\n<p id=\"c110\">E a diferen\u00e7a radical assenta no racismo inerente ao nazismo, que o ministro da cultura de Zelenski exp\u00f4s e que constituiu tamb\u00e9m o n\u00f3 ideol\u00f3gico de Stepan Bandera, o her\u00f3i do regime da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"5c7a\">Por fim, antecipando a vulgata de argumentos contra quem n\u00e3o acredita na transforma\u00e7\u00e3o de lacraus em bichos-da-seda: afirmar que os outros \u2014 os russos neste caso \u2014 s\u00e3o t\u00e3o \u201cmaus\u201d ou piores e apresentar argumentos morais para apoiar o regime de Zelenski n\u00e3o altera o ponto central da quest\u00e3o: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\" id=\"5c7a\">estamos (os europeus da UE) a pagar e a comprar um produto com determinadas caracter\u00edsticas e conv\u00e9m n\u00e3o julgar que \u00e9 um n\u00e9ctar quando \u00e9 uma zurrapa.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"9f1e\">Mais, a Uni\u00e3o Europeia deixou que a colocassem num campo de minas. As minas colocadas pelos nossos aliados matam da mesma maneira do que as colocadas pelos nossos advers\u00e1rios. <\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>Os dirigentes da UE, a senhora Van Der Leyen e os seus pajens Borrel e Michel conhecem o caminho das pedras para sairmos desta armadilha? <\/strong><\/li><li><strong>Oferecem-se para ir \u00e0 frente a guiar-nos como rebenta minas? <\/strong><\/li><li><strong>Joe Biden vir\u00e1 ajud\u00e1-los a sair da ratoeira onde nos meteram?<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Texto de Carlos Matos Gomes | Editado SF &#8211; destaques e ilustra\u00e7\u00e3o <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" 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