{"id":8634,"date":"2022-12-13T18:26:31","date_gmt":"2022-12-13T18:26:31","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=8634"},"modified":"2022-12-13T18:29:17","modified_gmt":"2022-12-13T18:29:17","slug":"opiniao-prosperidade-sem-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/12\/13\/opiniao-prosperidade-sem-crescimento\/","title":{"rendered":"OPINI\u00c3O | Prosperidade sem crescimento"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><a href=\"https:\/\/leiturasdesaltoalto.blogspot.com\/2022\/12\/prosperidade-sem-crescimento-sociedade.html\"><time datetime=\"2022-12-08T02:29:00-08:00\">dezembro 08, 2022<\/time><\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\">\u00c9 preciso um novo tipo de estrutura econ\u00f3mica para um mundo ecologicamente limitado<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-style-default\"><a href=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEjenX3Qf-kknuw_PmWmc6lX4871zU_CxAcGBibyczlRvHj908B_wEddbH84YxM8OoxjmQszGdmS0hbWIPTfDscAaG5-wwvY8g1L4Phu0jDUmgqUKxE8k9KJRIgd_kCEMnKxVT1oiTCNKHSkyMgLbuQX8fQuLLmWOBDqVgBBIOGRFk_WwwtBU-beSM08jA\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEjenX3Qf-kknuw_PmWmc6lX4871zU_CxAcGBibyczlRvHj908B_wEddbH84YxM8OoxjmQszGdmS0hbWIPTfDscAaG5-wwvY8g1L4Phu0jDUmgqUKxE8k9KJRIgd_kCEMnKxVT1oiTCNKHSkyMgLbuQX8fQuLLmWOBDqVgBBIOGRFk_WwwtBU-beSM08jA\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">por Nelson Anjos<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8638\" width=\"363\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-2.jpg 642w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-2-300x236.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201c(\u2026) A sociedade defronta-se com um dilema profundo. Resistir ao crescimento \u00e9 arriscar o colapso econ\u00f3mico e social. Persegui-lo incessantemente \u00e9 p\u00f4r em perigo os ecossistemas de que depende a nossa sobreviv\u00eancia a longo prazo. (\u2026)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Come\u00e7a assim o cap\u00edtulo XII do livro de Tim Jackson,&nbsp;<em>Prosperidade Sem Crescimento \u2013 Economia Para um Planeta Finito<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um&nbsp;<em>New Deal<\/em>&nbsp;Verde \u2013 uma r\u00e9plica do programa gizado para fazer face \u00e0 Grande Depress\u00e3o dos anos 30, do s\u00e9culo passado, baseado nos princ\u00edpios defendidos por Keynes, agora pintados de verde \u2013 foi o coelho que ocorreu aos economistas tirar da cartola para fazer face \u00e0 crise de 2008. Mas desde logo a contradi\u00e7\u00e3o foi evidente: o crescimento verde \u2026 n\u00e3o \u00e9 verde. Porque continua a ser um modelo de economia assente no crescimento ilimitado, para vigorar num espa\u00e7o limitado: o planeta Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O autor desmonta a receita de Keynes adaptada, bem como um conjunto de outros \u201cpaninhos quentes\u201d que iludem o essencial da quest\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(\u2026) Uma das caracter\u00edsticas mais extraordin\u00e1rias da crise financeira global de 2008 foi o consenso em torno da necessidade de revigorar o crescimento econ\u00f3mico. (\u2026)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crescimento! Crescimento! Crescimento! \u2013 de qu\u00ea? para quem? at\u00e9 quando?<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(\u2026) A raz\u00e3o \u00e9 bastante clara. Quando o consumo abranda, surge o medo do desemprego. As empresas entram em fal\u00eancia. As pessoas ficam sem trabalho. E um governo que n\u00e3o consiga dar resposta adequada a esses problemas \u00e9 rapidamente afastado do poder. A curto prazo, o imperativo moral de proteger os postos de trabalho e impedir um colapso ainda maior \u00e9 indiscut\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>(\u2026) Recupera\u00e7\u00e3o significa um regresso ao estado normal das coisas. Vamos dar novo impulso ao fluxo circular da economia e, assim, v\u00ea-la crescer de novo. (\u2026)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas, \u201ccrescimento\u201d, no quadro deste modelo econ\u00f3mico e com as tecnologias de que dispomos significa continua\u00e7\u00e3o do consumo de recursos naturais, sem reposi\u00e7\u00e3o \u2013 por via das din\u00e2micas naturais, ou de tecnologia \u2013 correspondente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O autor aponta para a necessidade de uma profunda mudan\u00e7a civilizacional, no quadro da qual as pessoas se possam expressar socialmente sem o recurso \u00e0 gram\u00e1tica dos bens materiais. Nomeadamente combate \u00e0s ra\u00edzes do culto consumista, \u00edcone das nossas sociedades, como forma de identidade, estatuto e afirma\u00e7\u00e3o social. \u2013 Ter um carro de menor cilindrada que o do vizinho? Nem pensar! Passar f\u00e9rias dentro do pa\u00eds? \u2013 no m\u00ednimo um&nbsp;<em>resort<\/em>&nbsp;no sul de Espanha, ainda que custe o dobro do pre\u00e7o, tenha metade da qualidade e seja \u00e0 custa de um empr\u00e9stimo banc\u00e1rio. Para j\u00e1 n\u00e3o falar da piscina que desejo: dimens\u00f5es ol\u00edmpicas. Recuso terminantemente tomar banho em piscinas p\u00fablicas, onde os meus vizinhos mergulham tamb\u00e9m os seus imundos corpos. \u2013 Hum! Que nojo! N\u00e3o! N\u00e3o! e N\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Contra a ostenta\u00e7\u00e3o pirosa e obscena Tim Jackson apela \u00e0 necessidade de um \u201chedonismo alternativo\u201d e a uma \u201csimplicidade volunt\u00e1ria\u201d como filosofia de vida. Muitas vezes \u00e9 a luta contra o sentimento de desigualdade \u2013 mais do que a necessidade efetiva de um determinado bem ou servi\u00e7o \u2013 que promove a corrida a ele. Jackson lembra a este prop\u00f3sito as consequ\u00eancias sociais da desigualdade, estudadas por Richard Wilkinson e Kate Pickett nos seus trabalhos. Os tr\u00eas \u201cerres\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o esquecidos: reutilizar, reparar, reciclar. Mas ser\u00e1 tudo isto suficiente?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O autor n\u00e3o fornece qualquer receita m\u00e1gica, mas lembra:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(\u2026) \u00c9 preciso um novo tipo de estrutura econ\u00f3mica para um mundo ecologicamente limitado. (\u2026)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">nelson anjos<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>dezembro 08, 2022 \u00c9 preciso um novo tipo de estrutura econ\u00f3mica para um mundo ecologicamente&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8635,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[242,317,99],"tags":[354],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1.jpg",407,392,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1-300x289.jpg",300,289,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1.jpg",407,392,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1.jpg",407,392,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1.jpg",407,392,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1.jpg",407,392,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1.jpg",407,392,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1.jpg",407,392,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1.jpg",407,392,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1-407x340.jpg",407,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/nelson-1-1-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros-musica\/\" rel=\"category tag\">LIVROS &amp; M\u00daSICA<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">NOTICIAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8634"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8634"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8634\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8639,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8634\/revisions\/8639"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8635"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}