{"id":8640,"date":"2022-12-14T08:59:28","date_gmt":"2022-12-14T08:59:28","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=8640"},"modified":"2022-12-14T08:59:32","modified_gmt":"2022-12-14T08:59:32","slug":"saltar-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/12\/14\/saltar-fronteiras\/","title":{"rendered":"Saltar Fronteiras"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2022-12-14T08:59:28+00:00\">14 de Dezembro, 2022<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\">Dar voz aos inconformados<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"502\" data-id=\"8646\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-1024x502.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8646\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-1024x502.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-300x147.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-768x377.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5.jpg 1026w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O \u201cSaltar Fronteiras\u201d \u00e9 um livro sobre quatro jovens de Guimar\u00e3es, com vinte e poucos anos, que fartos de um mundo cinzento e repressivo um dia decidiram p\u00f4r-se a trilhar um longo e \u00e1rduo caminho \u00e0 procura de liberdade.<\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\">por <strong>Jo\u00e3o Machado<\/strong>, autor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Saltar Fronteiras<\/strong> foi durante anos o \u00fanico horizonte que se abriu \u00e0 juventude portuguesa para escapar ao fatalismo da guerra. Fuga para o ex\u00edlio, para o desconhecido. Decis\u00e3o dif\u00edcil, arriscada e arrojada. Com este livro procurei dar voz a alguns destes jovens inconformados com o destino que lhes estava destinado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Na contracapa do livro<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cAs trombetas ensurdecedoras da guerra ecoavam em casa, na escola ou na igreja. Obedecer, marchar, cumprir o dever! Desde o prel\u00fadio da adolesc\u00eancia que o refr\u00e3o se repetia e ressoava nos seus t\u00edmpanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro jovens de Guimar\u00e3es, amigos e companheiros de juventude, dois dos quais desertores, fogem \u00e0 tropa e recusam a guerra colonial. Uma s\u00f3 meta os norteia: Paris, a \u201ccidade das luzes\u201d e dos sonhos e das noites c\u00e1lidas de Ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem vinte e poucos anos e\u2026\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A recusa da guerra colonial \u00e9 o grande tema deste livro publicado recentemente. A hist\u00f3ria inspirada em factos reais, ocorridos entre 1969 e 1975, tem como pano de fundo duas cidades: Guimar\u00e3es e Paris.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:17px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"643\" height=\"217\" data-id=\"8643\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8643\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar2-1.jpg 643w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar2-1-300x101.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 643px) 100vw, 643px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">O Zeca e o Z\u00e9 Torres &#8211; Juramento da Bandeira, Caldas da Rainha, 12.8.1969<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Em Guimar\u00e3es, o autor revisita a cidade dos seus vinte anos e procura descrever ambientes e meios sociais onde as quatro personagens principais do seu livro est\u00e3o inseridas e se movem: a \u201cmaralha\u201d do caf\u00e9 \u00d3scar, ponto de encontro de todos, as viv\u00eancias da juventude, a ida \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o militar, o ambiente pesado com o aproximar da mobiliza\u00e7\u00e3o para \u00c1frica, a recusa de fazer esta guerra e os preparativos secretos da travessia clandestina da fronteira, \u201co salto\u201d, nos arredores da cidade de Chaves. Descreve tamb\u00e9m a tomada de consci\u00eancia de que a travessia da Espanha n\u00e3o era o perigo que pensavam ser e que serviria, uma vez chegados \u00e0 Gare d\u2019Austerlitz, para convencer outros jovens de Guimar\u00e3es a recusar a guerra, a fugir e seguir o exemplo deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Paris, a cidade das luzes e dos m\u00faltiplos sonhos projetados pelos quatro insubmissos, tornou-se nos primeiros tempos num pesadelo nunca antes imaginado. Sentiram o racismo, o desamparo e o desespero. O frio e a neve. A explora\u00e7\u00e3o capitalista desenfreada na f\u00e1brica, mas tamb\u00e9m os amores \u00e1vidos, leves e joviais, e rapidamente tragados dos anos setenta, anos esses que foram tamb\u00e9m anos de intensa milit\u00e2ncia e de luta por um mundo novo e solid\u00e1rio. E depois o peso dos anos no ex\u00edlio sempre com um olhar s\u00f4frego no hipot\u00e9tico e t\u00e3o desejado regresso a Portugal.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:17px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"428\" height=\"245\" data-id=\"8645\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8645\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar-3.jpg 428w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar-3-300x172.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 428px) 100vw, 428px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Lan\u00e7amento do livro &#8220;Saltar Fronteiras&#8221; em Guimar\u00e3es.<br>Jo\u00e3o Machado, Francisco Teixeira, Jos\u00e9 Machado e Garcia Pereira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:9px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Foi Guimar\u00e3es, cidade onde nasceu e cresceu, e em foco no livro desde as primeiras p\u00e1ginas desta narrativa, que o autor elegeu para o seu lan\u00e7amento, realizado no passado dia 2 de Dezembro de 2022, na ASMAV, Associa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica Vimaranense.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde e como surgiu a ideia de escrever este livro?<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o alguns anos. Est\u00e1vamos nos finais de Agosto, e a noite amena convidava para uma conversa relaxada entre amigos \u00e0 volta da mesa. Depois de se falar das f\u00e9rias que acabavam para uns e come\u00e7avam para outros, falou-se de livros, de literatura. A recente atribui\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio Nobel a Jos\u00e9 Saramago dava \u00e2nimo \u00e0 conversa e boa disposi\u00e7\u00e3o. Entre os presentes havia um escritor e cr\u00edtico liter\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante esta agrad\u00e1vel cavaqueira a dada altura mostrei-me surpreendido pela pouca produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria sobre o tema da emigra\u00e7\u00e3o, ora que \u00e9ramos um pa\u00eds de emigrantes por excel\u00eancia. E dizia na altura que havia milh\u00f5es de portugueses espalhados pelo mundo e que cada um tinha consigo uma mala repleta de hist\u00f3rias feitas de partidas e regressos, de viv\u00eancias no estrangeiro, de confrontos lingu\u00edsticos, de sonhos, de casas de sonhos e de saudades do solo p\u00e1trio. E eu perguntava porque \u00e9 que todo este manancial de vidas, este arquivo vivo, n\u00e3o era bagagem para a escrita na nossa literatura? Porque \u00e9 que o tema da emigra\u00e7\u00e3o causava tanto incomodo e desagrado?<\/p>\n\n\n\n<p>Aquelas minhas palavras tinham gerado um pequeno sil\u00eancio. Algu\u00e9m timidamente evocou Ferreira de Castro e Olga Gon\u00e7alves&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o sil\u00eancio, o verdadeiro sil\u00eancio foi quebrado bruscamente pelo repto que me foi lan\u00e7ado pelo escritor presente:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Escrevam-nos voc\u00eas! Disse ele perent\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A frase feriu-me. E o timbre da voz mais ainda. Ao fim de tantos anos aquela frase continua a tilintar na minha cabe\u00e7a: escrevam-nos voc\u00eas! Escrevam-nos voc\u00eas!<\/p>\n\n\n\n<p>Este livro, escrito por um dos tais \u00abvoc\u00eas\u00bb, o mesmo que um tal \u00abavec\u00bb, \u00e9 a minha resposta singela ao desprop\u00f3sito daquele escritor.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis em poucas palavras a origem long\u00ednqua deste livro. Nasceu de um desafio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Homenagem<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois quis prestar uma homenagem aos cerca de 9000 desertores, aos 10 a 20000 refrat\u00e1rios e aos cerca de 200\u00a0000 jovens que n\u00e3o se apresentaram \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o militar. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quase 50 anos passados ap\u00f3s o 25 de Abril a quest\u00e3o dos desertores e refrat\u00e1rios do ex\u00e9rcito colonial, continua sendo como Miguel Cardina, um estudioso nestes assuntos, escreveu&#8230; \u201cuma mem\u00f3ria fraca, ainda observada, em m\u00faltiplas circunst\u00e2ncias, como um gesto inadequado, e a sua recorda\u00e7\u00e3o como uma esp\u00e9cie de desonroso desafio \u00e0 mem\u00f3ria da guerra e dos seus combatentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto eles, os desertores e refrat\u00e1rios, cada um \u00e0 sua maneira, tamb\u00e9m foram obreiros no eclodir do 25 de Abril de 1974.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rememorar a viv\u00eancia da maralha <\/h2>\n\n\n\n<p>Nestes n\u00fameros avultados de insubmissos militares, est\u00e3o inclu\u00eddas as quatro personagens principais do \u201cSaltar Fronteiras\u201d e que constituem a trama do livro. Felizmente os quatro rebeldes insubmissos n\u00e3o s\u00e3o fic\u00e7\u00e3o e fazem ainda hoje parte do comum dos mortais. Foi junto deles que recolhi dados sobre a tropa, a travessia da fronteira e a dif\u00edcil inser\u00e7\u00e3o na sociedade francesa. Foi preciso rememorar a viv\u00eancia da maralha da minha juventude, descrever alguns deles, observar o Jardim Velho dos namoricos, percorrer ruas e pra\u00e7as, no fundo falar da cidade dos meus vinte anos. Com tudo isso elaborei uma narrativa ficcional alicer\u00e7ada em factos reais ocorridos entre 1969 e 1975.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cSaltar Fronteiras\u201d \u00e9 um livro sobre quatro jovens de Guimar\u00e3es, com vinte e poucos anos, que fartos de um mundo cinzento e repressivo um dia decidiram p\u00f4r-se a trilhar um longo e \u00e1rduo caminho \u00e0 procura de liberdade. Eles sabiam, com ou sem precis\u00e3o de consci\u00eancia, que as fronteiras s\u00e3o muralhas que enclausuram os povos e atrofiam os pensamentos e que s\u00f3 o sonho e a coragem s\u00e3o mensageiros de mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Guimar\u00e3es, Dezembro de 2022<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Machado<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dar voz aos inconformados O \u201cSaltar Fronteiras\u201d \u00e9 um livro sobre quatro jovens de Guimar\u00e3es,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8646,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,381],"tags":[286,37],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5.jpg",1026,503,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-300x147.jpg",300,147,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-768x377.jpg",640,314,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-1024x502.jpg",640,314,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5.jpg",1026,503,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5.jpg",1026,503,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5.jpg",1026,503,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-1024x502.jpg",1024,502,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/saltar5-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros-do-exilio\/\" rel=\"category tag\">Livros do Ex\u00edlio<\/a>","tag_info":"Livros do Ex\u00edlio","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8640"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8640"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8647,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8640\/revisions\/8647"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}