{"id":8665,"date":"2022-12-15T20:01:14","date_gmt":"2022-12-15T20:01:14","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=8665"},"modified":"2022-12-15T20:06:18","modified_gmt":"2022-12-15T20:06:18","slug":"estara-o-fascismo-hoje-na-ordem-do-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/12\/15\/estara-o-fascismo-hoje-na-ordem-do-dia\/","title":{"rendered":"TRIBUNA | Estar\u00e1 o fascismo hoje na ordem do dia?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2022-12-15T20:01:14+00:00\">15 de Dezembro, 2022<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading\"><mark>TRIBUNA SF | Quando falamos de fascismo, do que \u00e9 estamos a falar?<\/mark><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:9px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"589\" height=\"327\" data-id=\"8666\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/muss-e-hi.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8666\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/muss-e-hi.jpg 589w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/muss-e-hi-300x167.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><figcaption>Mussolini e Hitler<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:14px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por Irene Flunser Pimentel<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:11px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/irene-Pimentel.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8667\" width=\"251\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/irene-Pimentel.jpg 388w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/irene-Pimentel-300x293.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 251px) 100vw, 251px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:4px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>\u00abFascismo\u00bb tem sido um termo \u2013 por vezes afastado do conceito que ele representa \u2013 glosado e repetido em tempos recentes, sobretudo na sequ\u00eancia das vit\u00f3rias eleitorais do Brexit, de Duterte, Trump e Bolsonaro, entre outros. Pondo tamb\u00e9m em causa os direitos humanos e as conquistas democr\u00e1ticas alcan\u00e7adas desde o p\u00f3s-II Guerra Mundial, chegaram igualmente ao poder da Hungria, Pol\u00f3nia, Rep\u00fablica Checa, It\u00e1lia e da \u00c1ustria governantes de extrema-direita, xen\u00f3fobos, racistas, anti-semitas, anti-migrantes homof\u00f3bicos e mis\u00f3ginos. Noutros pa\u00edses europeus, como s\u00e3o os casos da Fran\u00e7a, Holanda, Su\u00e9cia e da Alemanha, o populismo de extrema-direita tem aumentado de forma preocupante o n\u00famero dos seus votos. Muitos comparam esta onda <strong>i<\/strong>liberal com a vaga de ditaduras, de tipo autorit\u00e1rio, fascista ou nacional-socialista, que assombrou a Europa nos anos 30 e 40 do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas antes de ver por qu\u00ea, deve-se lembrar que o conceito de fascismo \u2013 tal como o de totalitarismo \u2013 nasceu na It\u00e1lia, onde Mussolini chegou ao poder ap\u00f3s a \u201cmarcha sobre Roma\u201d de 1922, e passou de movimento a um regime ditatorial de novo tipo. Em final de 1914, um grupo de nacionalistas, aos quais se juntou Benito Mussolini, inicialmente socialista, tentaram levar a It\u00e1lia a entrar na I Guerra Mundial, criando o <em>Fascio Rivoluzionario d&#8217;Azione Interventista<\/em>. Oficialmente, o fascismo nasceu em Mil\u00e3o, em 23 de Mar\u00e7o de 1919, num encontro de veteranos de guerra, sindicalistas intervencionistas e intelectuais futuristas que se juntaram para declarar a guerra ao socialismo, considerado inimigo do nacionalismo. Foi Mussolini, que ali se encontrava, que chamou ao seu movimento <em>Fasci di Combattimento<\/em>, ou \u201cfraternidades de combate\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Este defendia uma agenda ao mesmo tempo nacionalista, de expansionismo da It\u00e1lia nos Balc\u00e3s e em redor do Mediterr\u00e2neo, e radical, com algumas reivindic\u00f5es da esquerda. Curiosamente, quando o fascismo subiu ao poder na It\u00e1lia, o termo come\u00e7ou por ser tamb\u00e9m utilizado pelos advers\u00e1rios de Mussolini, que se intitularam a eles pr\u00f3prios antifascistas. Ap\u00f3s a II Guerra Mundial, por raz\u00f5es evidentes, o termo ficou com m\u00e1 fama, mas, mais tarde, nos anos 70 e 80, historiadores e polit\u00f3logos usaram analiticamente o termo de fascismo para caracterizar num sentido gen\u00e9rico um conceito ideal-t\u00edpico, ligado a ideologias, movimentos e regimes existentes em diversos pa\u00edses e per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<p>Procuraram assim detectar um \u201cm\u00ednimo fascismo\u201d, isto \u00e9, condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas que certo grupo ou regime pol\u00edtico deve ter para ser considerado fascista. por seu lado, Stanley G. Payne (<em>Fascism: Comparison and Definition<\/em>, 1980) elaborou uma lista de caracter\u00edsticas identificadoras do fascismo, que inclu\u00eda a cria\u00e7\u00e3o de um Estado autorit\u00e1rio, um sector econ\u00f3mico estatal forte, com uma pol\u00edtica antiliberal, anticomunista e anti-conservadora. Com o historiador Roger Griffin (<em>The Nature of Fascism<\/em>, 1993), a \u00eanfase foi colocado na an\u00e1lise da ret\u00f3rica do fascismo, ao considera-lo uma ideologia baseada num mito \u00abpalingen\u00e9tico\u00bb &#8211; referindo-se \u00e0 no\u00e7\u00e3o de \u00abrenascimento nacional\u00bb e de cria\u00e7\u00e3o de um \u00abhomem novo\u00bb -, ultra-nacionalista e populista, mas anticonservadora, que transcendia as classes revolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O mito mobilizador fascista era uma vis\u00e3o do renascimento eminente da na\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a decad\u00eancia provocada pelo liberalismo atrav\u00e9s de um movimento purificador que eliminasse a amea\u00e7a socialista e comunista internacionalista. J\u00e1 no s\u00e9culo XXI, o historiador su\u00ed\u00e7o Philippe Burrin (<em>Fascisme, nazisme, autoritarisme, <\/em>2000) caracterizou o fascismo como tendo a \u00abambi\u00e7\u00e3o de formar uma comunidade nacional unificada e mobilizada em perman\u00eancia\u00bb, militarizada e anti-igualit\u00e1ria, excluindo toda outra fidelidade do que a votada a um chefe, personificador do destino colectivo nacional. Por seu lado, Emile Gentile (<em>Qu\u00b4est ce que le fascisme? Histoire et interpretation<\/em>, 2004), definiu o fascismo como um fen\u00f3meno pol\u00edtico moderno, nacionalista, revolucion\u00e1rio, totalit\u00e1rio, racista e imperialista, antiliberal e antimarxista, organizado num partido miliciano, com uma concep\u00e7\u00e3o totalit\u00e1ria da pol\u00edtica e do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Afirmando o primado absoluto da na\u00e7\u00e3o, o fascismo entendia esta \u00faltima como uma comunidade organizada de forma \u00e9tnica e hierarquicamente homog\u00e9nea, encabe\u00e7ada por um Estado total corporativista, com voca\u00e7\u00e3o de poder e de conquista visando a cria\u00e7\u00e3o de um \u201chomem novo\u201d e de uma ordem nova. Decididos a destruir a civiliza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e liberal, a ideologia e o regime fascistas pretenderam substituir radicalmente os princ\u00edpios de igualdade e liberdade, bem como os direitos do homem e do cidad\u00e3o, definidos pelas Luzes e pelas revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas do final do s\u00e9culo XVIII. Um ano depois, Robert Paxton (<em>The Anatomy of Fascism, <\/em>2005) definiu \u00abo fascismo como uma forma de comportamento pol\u00edtico marcado pela preocupa\u00e7\u00e3o obsessiva com o decl\u00ednio, a humilha\u00e7\u00e3o e a vitimiza\u00e7\u00e3o da comunidade nacional\u00bb. O mesmo autor insistiu na ideia de que o fascismo se \u201cnormalizou\u201d e chegou ao poder, com as indispens\u00e1veis \u00abcumplicidades conservadoras\u00bb, para acabar com a luta de classes, o sindicalismo e as liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fascismo e nazismo: semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em parte ligado ao conceito de fascismo gen\u00e9rico, que englobaria todas as ditaduras europeias dos anos 30 e 40 do s\u00e9culo XX est\u00e1 a pergunta: foi o nacional-socialismo alem\u00e3o um fascismo ou, pelo contr\u00e1rio, um fen\u00f3meno \u00fanico e singular? Foi certamente singular, a n\u00edvel de regime, pois teve uma din\u00e2mica ideol\u00f3gica racial e elevou a <em>Volksgemeinschaft <\/em>(\u00abcomunidade nacional\u00bb) acima do Estado, que era \u201csagrado\u201d para o fascismo italiano. Comparado com a relativa limita\u00e7\u00e3o da penetra\u00e7\u00e3o da ordem fascista na It\u00e1lia, o nazismo teria representado o dom\u00ednio total do Estado sobre a sociedade. Por outro lado, a uma pol\u00edtica externa, expansionista, mas mais \u00abtradicional\u00bb da It\u00e1lia, a da Alemanha nazi caracterizara-se pela vontade de dom\u00ednio racial total e imperialista do nazismo, baseada na conquista de <em>Lebensraum <\/em>(\u00abespa\u00e7o vital\u00bb)<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 1976, Zeev Sternhell considerara n\u00e3o poder haver compara\u00e7\u00e3o entre o terrorismo de Estado nazi e a ditadura fascista na It\u00e1lia, que teria deixado graus de autonomia a v\u00e1rios sectores da sociedade civil. Para este autor, a diferen\u00e7a entre fascismo e nazismo \u00e9 qualitativa, devendo-se olhar-se para a import\u00e2ncia das ideologias e n\u00e3o s\u00f3 para a pr\u00e1tica dos regimes, para se distinguir entre nazismo e fascismo, bem como este do autoritarismo civil ou militar. Pode-se, por\u00e9m, dizer que nazismo e fascismo representam esp\u00e9cies distintas no interior de um mesmo g\u00e9nero, sem que isso implique uma identidade total. Para os que defendem esta concep\u00e7\u00e3o, as semelhan\u00e7as entre os dois regimes passam a ter relev\u00e2ncia. Mussolini e Hitler chegaram ambos ao poder atrav\u00e9s de uma alian\u00e7a com as elites  industriais, rurais, militares e burocr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos se basearam num culto belicista e militarista, alimentado pela crise s\u00f3cio-pol\u00edtica a seguir \u00e0 Grande Guerra e foram nacionalismos exacerbados e chauvinistas, com tend\u00eancias imperialistas e expansionistas. Os dois regimes, dirigidos por um partido \u00fanico e um chefe carism\u00e1tico, caracterizaram-se ainda pela total intoler\u00e2ncia relativamente a toda a oposi\u00e7\u00e3o e por terem uma pol\u00edtica anti-liberal, anti-socialista e anti-marxista, de destrui\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es da classe oper\u00e1ria. Assinalando as semelhan\u00e7as entre o nazismo e outras formas de fascismo, o historiador Ian Kershaw n\u00e3o deixou de considerar, por\u00e9m, que o primeiro teve pretens\u00f5es totalit\u00e1rias e exig\u00eancias monopolizadoras sobre a sociedade. Por outro lado, enquanto na It\u00e1lia fascista, o Estado tradicional acabou por ter uma supremacia sobre o partido, na Alemanha nacional-socialista, o partido, inst\u00e2ncias em permanente rivalidade e um Estado SS teriam acabado por dominar o Estado e a sociedade civil, especialmente depois do in\u00edcio da II Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estar\u00e1 a haver um retorno do fascismo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 compara\u00e7\u00e3o da actual onda populista <strong>i<\/strong>liberal de extrema-direita com a vaga de ditaduras que assombrou a Europa nos anos 30 e 40 do s\u00e9culo XX, o historiador franc\u00eas Henry Rousso concordou, em 2014 que haveria \u00e0 primeira vista semelhan\u00e7as, por exemplo, entre as consequ\u00eancias da crise econ\u00f3mica mundial de 1929 e as da crise financeira de 2007\/8. Em ambas as \u00e9pocas, assiste-se \u00e0 subida de movimentos de extrema-direita de rejei\u00e7\u00e3o das elites pol\u00edticas parlamentares, marcados pela xenofobia e o anti-semitismo, mas Rousso assinalou tamb\u00e9m as diferen\u00e7as devido aos contextos diversos. Afirmando n\u00e3o se poder compreender os anos 30 sem lembrar o enorme poder de sedu\u00e7\u00e3o exercido ent\u00e3o, tanto pelo fascismo, no sentido gen\u00e9rico do termo, como pelo comunismo, considerou que os europeus ainda estariam traumatizados pelas duas guerras mundiais e pelo Holocausto, que os tornava incapazes de analisar o nosso presente e futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, Ian Kershaw, autor de uma grande biografia de Hitler, tamb\u00e9m recusou tra\u00e7ar paralelismos entre a subida do fascismo e a da actual vaga populista de extrema-direita, pois, segundo ele, a Europa seria capaz de resistir a uma \u201conda de barb\u00e1rie\u201d, muito devido, em primeiro lugar, ao facto de a \u201cliberal e pac\u00edfica\u201d Alemanha estar muito atenta aos perigos do passado, e tamb\u00e9m ao papel da Uni\u00e3o Europeia. No entanto, chamamos a aten\u00e7\u00e3o para o facto de a situa\u00e7\u00e3o actual ser muito vol\u00e1til e ter mudado rapidamente, o que nos faz questionar se esses historiadores n\u00e3o se mostrariam mais pessimistas, hoje em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Historiador da Alemanha nazi e do Holocausto, Christopher R. Browning escreveu precisamente neste ano o artigo \u00abThe Suffocation of Democracy\u00bb, onde, sem utilizar o termo \u00abfascismo\u00bb, refere as aterradoras semelhan\u00e7as, mas tamb\u00e9m uma importante terr\u00edvel diferen\u00e7a entre os anos 30 e a actualidade. Entre as similitudes, menciona os factos de, na Alemanha nazi, os partidos do centro e da esquerda n\u00e3o se terem unido em defesa da democracia, e de os conservadores e o presidente Hindenburg terem utilizado os poderes de emerg\u00eancia de defesa da democracia, para se tornarem os seus coveiros, ao aliarem-se aos nazis. Browning real\u00e7a, por\u00e9m, uma grande diferen\u00e7a na actual vaga autorit\u00e1ria e populista, que n\u00e3o necessita de proibir no imediato os partidos e a comunica\u00e7\u00e3o social, chegando-lhe utilizar os meios sociais<em> online<\/em> com not\u00edcias falsas de modo a tornar irrelevantes a verdade dos factos na \u201copini\u00e3o p\u00fablica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescentar\u00edamos que, nos anos 30 do s\u00e9culo XX, o fascismo e o nazismo, em graus diferentes, tiveram a preocupa\u00e7\u00e3o de monopolizar as For\u00e7as Armadas, o sistema judicial e policial bem como colocar a Igreja do seu lado ou neutraliz\u00e1-la. Assistimos hoje a tentativas parecidas dos dirigentes populistas de extrema-direita que chegam ao poder. Concordando que a Hist\u00f3ria n\u00e3o se repete, penso que a matriz da hist\u00f3ria humana n\u00e3o tem revelado grandes mudan\u00e7as e este facto torna preocupante a emerg\u00eancia da actual vaga autorit\u00e1ria e populista, mesmo sem lhe chamarmos de fascista.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Irene Pimentel<\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TRIBUNA SF | Quando falamos de fascismo, do que \u00e9 estamos a falar? 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