{"id":9260,"date":"2023-03-11T11:10:04","date_gmt":"2023-03-11T11:10:04","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=9260"},"modified":"2023-03-11T17:17:04","modified_gmt":"2023-03-11T17:17:04","slug":"lancaram-sementes-criaram-raizes-fortes-defenderam-lutas-que-ainda-hoje-sao-prementes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2023\/03\/11\/lancaram-sementes-criaram-raizes-fortes-defenderam-lutas-que-ainda-hoje-sao-prementes\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7aram sementes, criaram ra\u00edzes fortes, defenderam lutas que ainda hoje s\u00e3o prementes"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Apresenta\u00e7\u00e3o do livro \u201cEx\u00edlios no feminino\u201d na AJA-Lisboa, no dia Internacional das mulheres<\/mark><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:23px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"973\" height=\"576\" data-id=\"9275\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9275\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1.jpg 973w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1-300x178.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1-768x455.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 973px) 100vw, 973px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Teresa Torga\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/track\/6xQEM8CBlURv6W4MFuwXbh?si=801fb78f22764896&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">por Guadalupe Portelinha<\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Gosto de livros. Pelo conte\u00fado, obviamente, mas tamb\u00e9m como objecto est\u00e9tico. Quando tenho um livro novo &nbsp;gosto de me centrar na capa, no formato, num jogo s\u00f3 meu, de adivinha\u00e7\u00e3o, de tentar descobrir se a forma d\u00e1 jus ao conte\u00fado. <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:31px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1006\" height=\"508\" data-id=\"9261\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GP1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9261\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GP1.jpg 1006w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GP1-300x151.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/GP1-768x388.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1006px) 100vw, 1006px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Guadalupe Portelinha apresentou o livro Ex\u00edlios no Feminino na AJA-Lisboa<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Para o bem e para o mal. Apesar de no final eu sempre valorizar o conte\u00fado em detrimento da forma. Mas quando se encontram estes dois aspectos na qualidade, fico feliz. Desta vez tamb\u00e9m quis jogar este jogo e tive sorte. <\/p>\n\n\n\n<p>Congratulo-me com a fotografia de Susana Chic\u00f3, a capa de Cristina Rodrigues, como mensageiras de provocar desejos e a vontade de abrir e ler o surpreendente mosaico, que se nos depara, tipo mesopot\u00e2mico, constru\u00eddo por Carlos Ribeiro, que pegou em peda\u00e7os diferentes do texto de cada autora e criou uma curiosa e original estrutura narrativa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-extra-small-font-size\">A sua leitura n\u00e3o \u00e9 linear. <strong>Obriga-nos a uma permanente ac\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o, a paragens, a ligar pontas. N\u00e3o nos permite navegar \u201c\u00e0 la libre!\u201d, ao sabor do vento, \u00e0 leitura corrida. N\u00e3o. Antes temos que saber as artes da navega\u00e7\u00e3o, obrigando-nos \u00e0 reflex\u00e3o, ao dom\u00ednio simb\u00f3lico da vela e do mastro, para entrarmos no conte\u00fado, nessa viagem de forma activa e isso \u00e9 fascinante. E j\u00e1 aviso: se se come\u00e7a a ler, \u00e9 dif\u00edcil largar, o que diz muito sobre a qualidade da obra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:51px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-9 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns alignfull are-vertically-aligned-center is-layout-flex wp-container-7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/gp2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9262\" width=\"383\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/gp2.jpg 651w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/gp2-288x300.jpg 288w\" sizes=\"(max-width: 383px) 100vw, 383px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-white-color has-text-color wp-block-heading\">Vou pois aqui tentar expressar o meu sentir, a minha admira\u00e7\u00e3o por todas elas, tentando n\u00e3o revelar a l\u00e1grima contida, o n\u00f3 na garganta, a intima revolta que os textos me provocaram.<\/h1>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Mas na verdade n\u00e3o sei como vou falar deste livro, n\u00e3o sei o que acrescentar \u00e0s palavras de Fernanda Marques, a coordenadora, que no seu texto de encerramento resume, de forma brilhante, o teor do livro, assim como ao de Cristina Rodrigues na sua excelente reflex\u00e3o sobre o apagamento, a opacidade do papel das mulheres na Hist\u00f3ria ao longo do tempo, n\u00e3o s\u00f3 na pol\u00edtica como noutras \u00e1reas, como a arte, a cultura popular, valorizando, portanto, a oportunidade desta publica\u00e7\u00e3o, que d\u00e1 voz a estas sete mulheres que de forma desassombrada falam sobre as suas experi\u00eancias pessoais, l\u00e1 fora, nas comunidades onde se inseriram com grande coragem e determina\u00e7\u00e3o e depois c\u00e1 dentro j\u00e1 depois do 25 de Abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas comprometi-me e para cumprir a tarefa que a Am\u00e9lia me encomendou, e que desde j\u00e1 agrade\u00e7o a confian\u00e7a, resolvi tentar esquecer o que delas li e ficar apenas com as percep\u00e7\u00f5es, as sensa\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es que me tocaram fundo, com a leitura dos testemunhos destas sete mulheres. <\/p>\n\n\n\n<p>Vou pois aqui tentar expressar o meu sentir, a minha admira\u00e7\u00e3o por todas elas, tentando n\u00e3o revelar a l\u00e1grima contida, o n\u00f3 na garganta, a intima revolta que os textos me provocaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso, pois, que o meu contributo, para al\u00e9m de vos propor vivamente a leitura deste livro aliciante, esta hist\u00f3ria admir\u00e1vel da milit\u00e2ncia de sete mulheres, do meu tempo, das suas aventuras emocionantes e sofridas, por vezes felizes, dos seu sacrif\u00edcios, da sua milit\u00e2ncia, ser\u00e1 emocional, afectivo e emp\u00e1tico, perante factos e feitos extraordin\u00e1rios, as suas viv\u00eancias e confronto com momentos hist\u00f3ricos marcantes do sec. XX, onde elas inscreveram as suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias pessoais, com p\u00e1ginas empolgantes da &nbsp;sua actua\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, tornados feitos &nbsp;marcantes, que se reflectiram de forma extremamente positiva &nbsp;e decisiva j\u00e1 em Portugal, depois do 25 de abril. Ao mesmo tempo, essas hist\u00f3rias, recheadas de acontecimentos e perip\u00e9cias tristes e alegres, de momentos perigosos e felizes, <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>atrevo-me a dizer, que s\u00e3o quase como um conto \u00fanico que se podia, ou pode ou devia ouvir ler \u00e0 noite, ao ser\u00e3o, em fam\u00edlia, ou em tert\u00falias, sempre marcadas com o apan\u00e1gio de serem hist\u00f3rias verdadeiras, reais, n\u00e3o ficcionadas, o que as torna ainda mais assombrosas e surpreendentes para n\u00f3s e muito mais o ser\u00e3o para as novas gera\u00e7\u00f5es que as venham a conhecer.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Embora o mere\u00e7am, deixo, contudo, essa tarefa de descoberta a todos v\u00f3s futuros leitores, n\u00e3o vou falar de cada uma, das suas caracter\u00edsticas e ac\u00e7\u00f5es individuais, antes falarei de todas, de um colectivo constru\u00eddo pelas suas mem\u00f3rias e reflex\u00f5es, das suas experi\u00eancias \u00fanicas, carregando bagagens de esperan\u00e7a, com base em hist\u00f3rias muito diferentes, mas um mesmo projecto, ligadas por fios invis\u00edveis de luta, de ac\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, na constru\u00e7\u00e3o de um mundo diferente daquele que deixaram na fronteira. Falarei de todas ( estou j\u00e1 afalar de todas!), num plano global, diferentes e iguais numa parte importante que foi o objecto do seu ex\u00edlio: a luta contra o fascismo, contra a ditadura do Estado Novo. De forma simplista, s\u00f3 parcialmente verdadeira, parece-nos que ao falar de cada uma destas mulheres se fala de todas, porque se fala de um colectivo que tamb\u00e9m fora aprendido no ex\u00edlio, em comunidade e transportado para novas experi\u00eancias, mesmo j\u00e1 depois de regressarem. Curioso ainda salientar que estas mulheres agora conhecidas e talvez amigas que aqui se juntaram para prestar os seus testemunhos, n\u00e3o se encontraram no ex\u00edlio. Descobriram cada uma de per si, novas formas de vida, que acolheram, reproduziram, inventaram e melhoraram com o seu olhar verde de esperan\u00e7a, a sua for\u00e7a e convic\u00e7\u00e3o da justeza das suas ideias. Lan\u00e7aram sementes, criaram ra\u00edzes fortes, defenderam lutas que ainda hoje s\u00e3o prementes, vivas no nosso quotidiano: a viol\u00eancia dom\u00e9stica, a pobreza, a igualdade de g\u00e9nero, a discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:17px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9264\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7644-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9264\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7644-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7644-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7644-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9263\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7645-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9263\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7645-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7645-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7645-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9265\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7646-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9265\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7646-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7646-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7646-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9268\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7648-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9268\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7648-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7648-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7648-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9266\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7649-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9266\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7649-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7649-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7649-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9267\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7650-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9267\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7650-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7650-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7650-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">AS seis coautoras presentes na AJA-Lisboa<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Repito pois, este \u00e9 um livro escrito por sete mulheres. Sete mulheres especiais, com uma consci\u00eancia alargada, uma forma\u00e7\u00e3o ampla, pertencentes \u00e0 burguesia, inconformadas com a pol\u00edtica e o regime do pa\u00eds, com a pequenez e estreiteza das mentalidades. Mulheres que n\u00e3o se acomodaram \u00e0 vida que se lhes apresentava. Que n\u00e3o cederam perante os c\u00e2nones vigentes; que n\u00e3o se submeteram. Mulheres que olharam o horizonte e viram mais longe porque o olharam do alto da sua convic\u00e7\u00e3o num futuro diferente. <\/p>\n\n\n\n<p>Mulheres que quiseram mais, e estavam dispostas a lutar por esse querer pois dentro delas sabiam que outro mundo era poss\u00edvel. <\/p>\n\n\n\n<p>Mulheres que tiveram a ousadia de desafiar o status quo, explorar outras hip\u00f3teses, perceber da exist\u00eancia de outras realidades, arriscando muito, arriscando tudo, sempre num \u00edmpeto de procura, de descoberta, de ver al\u00e9m do \u00f3bvio, do imediato, para l\u00e1 dos muros da ignor\u00e2ncia, do comodismo e da tibieza, levadas apenas pela sua consci\u00eancia, sensibilidade e intelig\u00eancia, permitindo-se o sonho, a utopia de um mundo diferente, melhor. <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9269\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7634-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9269\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7634-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7634-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7634-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9270\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7603-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9270\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7603-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7603-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7603-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:38px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Cada uma caminhou com os seus pr\u00f3prios passos e a sua forma de ac\u00e7\u00e3o, com objectivos comuns trilhando vias diferentes. E saltaram fronteiras, quebraram amarras, destru\u00edram as grades que aprisionavam corpos e almas, umas pela sobreviv\u00eancia, outras pela indigna\u00e7\u00e3o e recusa, umas com mais urg\u00eancia do que outras, todas lan\u00e7adas ao mundo, aos perigos, obrigadas a desbravar o desconhecido, ultrapassando barreiras impostas pela educa\u00e7\u00e3o, pela ditadura, pelo machismo, com a convic\u00e7\u00e3o de que era esse o caminho e ali, nesse desconhecido, residia o seu futuro, a sua vida. Por op\u00e7\u00e3o ou por necessidade absoluta, nunca poderiam ficar, continuar a viver neste pa\u00eds. Eram maiores do que ele. N\u00e3o cabiam nele. Todas t\u00e3o jovens e t\u00e3o belas, munidas de uma for\u00e7a espantosa, de uma consciente vontade de mudan\u00e7a para si e para o seu pa\u00eds mesquinho, violento e pobre. Quiseram transformar tudo, lutar com o sonho feito espada, o imposs\u00edvel como meta, a utopia como destino. Precisavam com urg\u00eancia de sentir o cheiro da liberdade, de ver a cor da liberdade, no dizer de Jorge de Sena, de pronunciar palavras de amor sem encobrir os gestos nas esquinas das cidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Tempos dif\u00edceis esses! Confrontaram-se com obst\u00e1culos v\u00e1rios, dificuldades de integra\u00e7\u00e3o nos novos pa\u00edses, nem sempre t\u00e3o acolhedores como o esperado, viveram a solid\u00e3o, a inseguran\u00e7a, tiveram necessidades econ\u00f3micas, lutaram pela sobreviv\u00eancia em trabalhos n\u00e3o compat\u00edveis com a sua forma\u00e7\u00e3o, quer por necessidade, quer por op\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, neste caso de modo a experimentarem a vida dura dos oper\u00e1rios e, em simult\u00e2neo, falar sobre as suas ideias revolucion\u00e1rias \u00e0s massas trabalhadoras. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas nessas viv\u00eancias num mundo diferente tamb\u00e9m tiveram magnificas manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade de outros exilados, tanto individuais como de associa\u00e7\u00f5es, tornando-se algumas delas, mais tarde, elas pr\u00f3prias participantes nessas organiza\u00e7\u00f5es, ajudando a desbravar caminhos e dificuldades, a muitos outros que continuaram a procurar o caminho do ex\u00edlio. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Nunca se acomodaram. O percurso seguido por estas sete mulheres no ex\u00edlio foi dif\u00edcil, variado, muito rico, pleno de generosidade, tornando-as mais completas como seres humanos. Enquanto esperavam os ventos da mudan\u00e7a, procuraram melhorar as suas forma\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas, viajar, conhecer novas realidades<\/h2>\n\n\n\n<p>Umas foram mais activas politicamente do que outras mas em todas permaneceu o v\u00edrus bom do inconformismo e da subvers\u00e3o, envolvendo-se politicamente em maior ou menor grau na resist\u00eancia, na actua\u00e7\u00e3o militante, na educa\u00e7\u00e3o e alfabetiza\u00e7\u00e3o dos emigrantes econ\u00f3micos, segundo m\u00e9todos inovadores, como o de Paulo Freire, criaram bibliotecas, colaboraram em grupos de teatro, em movimentos feministas, alargando a consci\u00eancia da luta pela igualdade de g\u00e9nero e participando em muitas actividades e organiza\u00e7\u00f5es importantes a n\u00edvel internacional. <\/p>\n\n\n\n<p>Foram e s\u00e3o mulheres de enorme valia, com experi\u00eancias cruciais a n\u00edvel profissional e individual, e tornaram-se seguramente mais ricas como seres humanos, cidad\u00e3s com uma vis\u00e3o e compreens\u00e3o ampla e aprofundada do mundo dos exclu\u00eddos, dos marginalizados e dos vulner\u00e1veis, mas tamb\u00e9m com vis\u00f5es \u00fanicas sobre outros mundos, tanto da &nbsp;ci\u00eancia, como da cultura, como &nbsp;da educa\u00e7\u00e3o. Mulheres, com tatuagens no mais \u00edntimo de cada uma, impressas na alma e no corpo, tatuagens de dignidade, amor e coragem, tatuagens indel\u00e9veis que s\u00e3o li\u00e7\u00f5es de vida e, acima de tudo, mensagens para o futuro. Nas hist\u00f3rias destas mulheres ouvem-se n\u00e3o uma, nem duas ou tr\u00eas can\u00e7\u00f5es de ex\u00edlio, nas vozes de Adriano, Lu\u00eds C\u00edlia, ou Manuel Freire, mas sete can\u00e7\u00f5es, cada uma com o &nbsp;seu pr\u00f3prio poema.<\/p>\n\n\n\n<p>As autoras, cada uma com seu estilo, a sua individualidade e caracter\u00edsticas pessoais, t\u00eam uma escrita viva, clara e audaz que motiva e desperta uma multiplicidade de sentimentos, emo\u00e7\u00f5es e lembran\u00e7as, tantas vezes caladas no inconsciente do cada leitor, alojadas no fundo dos tempos, clamando um regresso do passado, provocando saudades, alegrias, desesperan\u00e7as, talvez. Cada uma fala sobre o seu percurso, a sua travessia para o desconhecido, acossadas pela ditadura, pelos esbirros da Pide ou pelas persegui\u00e7\u00f5es mais ou menos veladas, ou, ainda, apenas pela recusa de viver num pa\u00eds sem liberdade e sem escolhas. Ler e viver emotivamente os perigos do \u201csalto\u201d, as viv\u00eancias como emigrantes, as habituais e perigosas&nbsp; fun\u00e7\u00f5es de \u201ccorreios\u201d, a descrimina\u00e7\u00e3o sexual mesmo nos partidos de esquerda, a tomada gradual da consci\u00eancia feminista, as quest\u00f5es do aborto, as dificuldades econ\u00f3micas, a constru\u00e7\u00e3o de novas vidas s\u00e3o aqui esplanadas por cada uma com grande rigor e sensibilidade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:22px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-14 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9271\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7675-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9271\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7675-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7675-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7675-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9273\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7657-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9273\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7657-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7657-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7657-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"9272\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7698-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9272\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7698-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7698-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/103A7698-1-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Joana Manuel leu excertos do livro de forma empolgante e Ana Sofia Faria presenteou os presentes com um momento musical muito especial<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Este livro, estas hist\u00f3rias t\u00eam, al\u00e9m de outras, uma qualidade pedag\u00f3gica fundamental em educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o- a de mostrar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es factos terr\u00edveis ocorridos neste pa\u00eds durante a ditadura e, ao mesmo tempo, alertar para uma vigil\u00e2ncia constante, a fim de n\u00e3o permitir que essas hist\u00f3rias se possam repetir. S\u00e3o estes testemunhos, um meio eficaz e necess\u00e1rio de n\u00e3o deixar que a mem\u00f3ria se apague, por isso a prem\u00eancia em passar estas mensagens \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz-se que o sete \u00e9 o n\u00famero da consci\u00eancia e da cria\u00e7\u00e3o e, de facto, estas sete mulheres demonstraram esses valores de forma exemplar. Mas quando se fala em sete mulheres, para aquelas que como eu t\u00eam na cabe\u00e7a as can\u00e7\u00f5es do Zeca, surge de imediato e impositiva a can\u00e7\u00e3o das \u201csete mulheres do Minho\u201d, tamb\u00e9m referida no livro e que vamos agora recordar, n\u00e3o sem antes vos dizer que tal como na can\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m elas s\u00e3o, foram, \u00e0 sua maneira, mulheres de <em>grande valor<\/em>, que ficam <em>na lusa hist\u00f3ria<\/em>, e acabaram, de forma simb\u00f3lica, por <em>correr com o regedor<\/em> e tamb\u00e9m <em>matar os Cabrais , <\/em>ao contribu\u00edrem para o derrube da ditadura e para que o 25 de Abril acontecesse. A todas elas deixo aqui expressa a minha gratid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito obrigada.<\/p>\n\n\n\n<p>Audi\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o \u201cAs sete mulheres do Minho\u201d, de Zeca Afonso<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Mawaca Pra Todo Canto\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/4XGZAY7xWD8J9yBBF8Yt1h?si=TaCTPDQOSGeAcVGN9D_gKg&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fotografias \u00a9 Carlos Martins Pereira<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o | Ilustra\u00e7\u00f5es SEM FRONTEIRAS<\/p>\n\n\n\n<p>Texto Guadalupe Portelinha<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o do livro \u201cEx\u00edlios no feminino\u201d na AJA-Lisboa, no dia Internacional das mulheres por Guadalupe&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9275,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[319,417,238,381],"tags":[407],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1.jpg",973,576,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1-300x178.jpg",300,178,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1-768x455.jpg",640,379,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1.jpg",640,379,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1.jpg",973,576,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1.jpg",973,576,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1.jpg",973,576,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1.jpg",973,576,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/aja_1-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/50x2abril\/\" rel=\"category tag\">50X2ABRIL<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/8-de-marco\/\" rel=\"category tag\">8 de MAR\u00c7O<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros-do-exilio\/\" rel=\"category tag\">Livros do Ex\u00edlio<\/a>","tag_info":"Livros do Ex\u00edlio","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9260"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9260"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9260\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9286,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9260\/revisions\/9286"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}