{"id":9354,"date":"2023-04-11T12:51:18","date_gmt":"2023-04-11T12:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=9354"},"modified":"2023-04-11T12:52:38","modified_gmt":"2023-04-11T12:52:38","slug":"siempre-abril-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2023\/04\/11\/siempre-abril-sempre\/","title":{"rendered":"SIEMPRE ABRIL SEMPRE"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2023-04-11T12:51:18+00:00\">11 de Abril, 2023<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um livro de poemas de <strong>Mois\u00e9s Cayetano Rosado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"691\" height=\"380\" data-id=\"9355\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9355\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg 691w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3-300x165.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:23px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Quando a \u201cFundaci\u00f3n de Investigaciones Marxista\u201d publicou meu livro &#8220;25 de Abril, el sue\u00f1o domesticado&#8221; em 1999 (em colabora\u00e7\u00e3o com meu filho Mois\u00e9s Cayetano Rodr\u00edguez), iniciei uma atividade de reflex\u00f5es, buscas e contrastes que me levariam \u00e0 publica\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias monografias sobre a <em>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos<\/em>, suas causas, acontecimentos e consequ\u00eancias. Tudo isso daria origem ao livro \u201cSalgueiro Maia. Das Guerras em \u00c1frica \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d, editado em 2021 pelas Edi\u00e7\u00f5es Colibri, de Lisboa, ao mesmo tempo que a Fundaci\u00f3n Caja Badajoz o fazia em Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o sentimento profundo que todo o processo produziu em mim precisava ser refletido em um livro em que a informa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica sobre os acontecimentos fosse combinada com a emo\u00e7\u00e3o sentida por eles ao longo de toda a andadura. Assim nasceu \u201cSiempre Abril Sempre\u201d, um livro de poemas que teve a sua primeira vers\u00e3o no ano 2000, editado pelas Publica\u00e7\u00f5es \u201cO Peloruinho\u201d, da Diputaci\u00f3n Provincial de Badajoz, e que agora ve \u00e0 luz, ampliado, revisto e com grande contribui\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica, sob a responsabilidade das Edi\u00e7\u00f5es Colibri, com a colabora\u00e7\u00e3o da Fundaci\u00f3n CB.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:22px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"473\" data-id=\"9356\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises-1024x473.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9356\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises-1024x473.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises-300x139.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises-768x355.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises-1536x710.jpg 1536w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises-2048x946.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:23px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A colet\u00e2nea de poemas utiliza a t\u00e9cnica narrativa, de forma que seja poss\u00edvel formar uma ideia do que significaram as dolorosas guerras coloniais, a consci\u00eancia dos jovens <em>Capit\u00e3es de Abril<\/em>, das for\u00e7as progressistas e do povo em geral ; oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura de Salazar e seus sucessores; o processo revolucion\u00e1rio do Golpe Militar e a luta por uma democracia avan\u00e7ada, plena de sonhos solid\u00e1rios; o dif\u00edcil percurso dos anos seguintes, com suas conquistas e frustra\u00e7\u00f5es, at\u00e9 chegar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual. Ao mesmo tempo, tentei envolver esta &#8220;mensagem informativa&#8221; com a express\u00e3o do sentimento pessoal perante as personagens essenciais individuais e colectivas, recorrendo tanto quanto poss\u00edvel \u00e0s sublimes met\u00e1foras que a pr\u00f3pria emo\u00e7\u00e3o me sugeria.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro consiste em seis blocos de comprimentos diferentes. A primeira \u00e9 uma \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o\u201d (ap\u00f3s a \u201cApresenta\u00e7\u00e3o\u201d explicativa da colet\u00e2nea de poemas em geral), com um poema exaltando o processo revolucion\u00e1rio. O segundo \u00e9 um &#8220;P\u00f3rtico&#8221;, com dois poemas sobre a situa\u00e7\u00e3o colonial e a opress\u00e3o dos colonizados e dos pr\u00f3prios portugueses. O terceiro (\u201cAmanecida\u201d) cont\u00e9m seis poemas, dedicados a glosar principalmente as figuras dos militares envolvidos nos conflitos, dos cantores e compositores que se op\u00f5em \u00e0 situa\u00e7\u00e3o opressiva do poder pol\u00edtico, das mulheres envolvidas na luta oper\u00e1ria e sindical\u2026 O quarto (\u201cSombras e uma t\u00eanue luz esperan\u00e7osa\u201d), com nove composi\u00e7\u00f5es, mergulha nos lutadores pela liberdade, pela democracia e pelo desenvolvimento social do pa\u00eds, durante o per\u00edodo essencial da Revolu\u00e7\u00e3o (1974 a 1976), onde se misturam sonhos e ilus\u00f5es com as dificuldades e frustra\u00e7\u00f5es, o desencanto e a travagem do progresso em mat\u00e9ria socioecon\u00f3mica: esta \u00e9 a sec\u00e7\u00e3o mais emotiva, e seguramente a mais dif\u00edcil de traduzir, pois est\u00e1 cheia de s\u00edmbolos, met\u00e1foras, hip\u00e9rboles&#8230; A quinta sec\u00e7\u00e3o (\u201cAmanhecer de novo?\u201d) tem tr\u00eas poemas onde a esperan\u00e7a se retoma, a alegria da solidariedade muda, o compromisso com um mundo melhor, dentro daquilo que foi a luta revolucion\u00e1ria, expressa nos \u201cfamosos tr\u00eas D\u201d: Descoloniza\u00e7\u00e3o, Democratiza\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento. E, por fim, um poema como &#8220;Colof\u00f3n&#8221; apostando num futuro melhor dentro da grandeza e simplicidade de um povo admir\u00e1vel, como \u00e9 o portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um dos poemas \u00e9 ilustrado com duas ou mais fotos de minha autoria (exceto as referentes a \u201ca\u00e7\u00f5es de combate\u201d, retiradas de relatos da \u00e9poca), algumas tiradas recentemente (com os principais protagonistas vivos da a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria) e outras ao longo dos \u00faltimos vinte e cinco anos de dedica\u00e7\u00e3o ao assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o pretende ser uma homenagem aos protagonistas da mudan\u00e7a hist\u00f3rica em Portugal, agora que entramos nas comemora\u00e7\u00f5es do 50\u00ba Anivers\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que, embora tenha o seu ponto culminante em 2024, come\u00e7ou a tomar forma um ano antes, aqueles cinquenta anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Mois\u00e9s Cayetano Rosado<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um livro de poemas de Mois\u00e9s Cayetano Rosado Quando a \u201cFundaci\u00f3n de Investigaciones Marxista\u201d publicou&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9355,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[421,242,317],"tags":[424],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg",691,380,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3-300x165.jpg",300,165,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg",640,352,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg",640,352,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg",691,380,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg",691,380,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg",691,380,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg",691,380,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3.jpg",691,380,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/moises3-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/50anos25abril\/\" rel=\"category tag\">50ANOS25abril<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros-musica\/\" rel=\"category tag\">LIVROS &amp; M\u00daSICA<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">NOTICIAS<\/a>","tag_info":"NOTICIAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9354"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9354"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9358,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9354\/revisions\/9358"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}