{"id":9766,"date":"2023-06-01T19:41:44","date_gmt":"2023-06-01T19:41:44","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=9766"},"modified":"2023-06-01T19:41:48","modified_gmt":"2023-06-01T19:41:48","slug":"vivemos-em-democracia-qual-e-o-nosso-futuro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2023\/06\/01\/vivemos-em-democracia-qual-e-o-nosso-futuro-2\/","title":{"rendered":"Vivemos em democracia? Qual \u00e9 o nosso futuro?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2023-06-01T19:41:44+00:00\">1 de Junho, 2023<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>II \u2013 Condicionamento pela comunica\u00e7\u00e3o social, crescimento econ\u00f3mico e desigualdades, tecnologia avan\u00e7ada, prolifera\u00e7\u00e3o de lixos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"594\" height=\"308\" data-id=\"9767\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9767\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg 594w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb-300x156.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 594px) 100vw, 594px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">por Filipe do Carmo<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Quando as pessoas pensam em democracia, tendem a s\u00f3 considerar o direito a votar regularmente em elei\u00e7\u00f5es legislativas e outras e a liberdade de express\u00e3o.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem manda realmente?<\/h2>\n\n\n\n<p>A poucas passa pela cabe\u00e7a que s\u00e3o permanentemente condicionadas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, sobretudo os telejornais e os jornais di\u00e1rios, dominados pelo grande capital e cuja ac\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamentalmente dirigida para ter \u00eaxito em tal condicionamento. E o que da\u00ed tem resultado \u00e9 que a maioria \u2013 mesmo quando os que a constituem s\u00f3 encontram obst\u00e1culos na sua \u00e1rdua luta por diferentes aspectos de melhorias das suas condi\u00e7\u00f5es de vida \u2013 tem bastante orgulho em viver na apregoada democracia. E esquecem que quem manda realmente, quem determina a generalidade das suas condi\u00e7\u00f5es de vida \u00e9 um conjunto (de qualquer modo diversificado) de cidad\u00e3os a quem n\u00e3o falta dinheiro mas que procuram por todos os meios conseguir sempre mais. E esse conjunto vai desde os grandes empres\u00e1rios ou meros propriet\u00e1rios (que disponibilizam o essencial dos fundos que financiam os meios de comunica\u00e7\u00e3o social e as campanhas eleitorais) at\u00e9 aos que s\u00e3o colocados nas alavancas do poder ou de apoio a tal poder e \u00e0s grandes empresas (deputados, governantes, advogados, economistas, \u2026). E n\u00e3o se poder\u00e1 esquecer que os plutocratas n\u00e3o t\u00eam deixado de fazer tudo aquilo que podem, incluindo a organiza\u00e7\u00e3o de <em>lobbies<\/em> para defender os seus interesses junto dos governantes, de modo a aumentar despudoradamente as desigualdades a seu favor.<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Investimentos que favorecem os ricos<\/h2>\n\n\n\n<p>Ora a acumula\u00e7\u00e3o de dinheiro permite a aquisi\u00e7\u00e3o de bens de luxo \u2013 a come\u00e7ar pelo imobili\u00e1rio, pelos autom\u00f3veis, pelos avi\u00f5es a jacto privados \u2013 mas serve, em termos fundamentais, o grande investimento. Este incide cada vez mais em tecnologia avan\u00e7ada, a qual \u00e9, por sua vez, apresentada n\u00e3o s\u00f3 como necess\u00e1ria ao crescimento econ\u00f3mico mas tamb\u00e9m como indispens\u00e1vel \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de problemas que t\u00eam vindo a afectar a vida no nosso planeta. Entre tais problemas avultam os de natureza ambiental, tendo-se destacado a tend\u00eancia para dar a maior import\u00e2ncia aos que respeitam ao aquecimento global, muitas vezes com omiss\u00e3o (por inconsci\u00eancia ou de modo deliberado?) de outras consequ\u00eancias nefastas dos excessos de v\u00e1rias naturezas, sobretudo as econ\u00f3micas, que derivam das pr\u00e1ticas de vida que t\u00eam \u201cinundado\u201d o nosso mundo. Pense-se por exemplo, entre tais consequ\u00eancias, na acentuada redu\u00e7\u00e3o da biodiversidade e na prolifera\u00e7\u00e3o de lixos de natureza cada vez mais diversificada e de maior perigo para as diferentes formas de vida (mas sobre tais quest\u00f5es remeto em particular, por agora, para os meus numerosos textos anteriores sobre quest\u00f5es ambientais). Naturalmente que a acima referida tecnologia avan\u00e7ada poder\u00e1 em certos casos contribuir para reduzir a import\u00e2ncia (solucionar ser\u00e1 sempre mais dif\u00edcil, pelo menos a curto ou m\u00e9dio prazo) de alguns problemas ambientais, mas o que tenho constatado \u00e9 que, em muitas circunst\u00e2ncias, avan\u00e7ar com os investimentos correspondentes conduz sobretudo a mais polui\u00e7\u00e3o, a um ambiente cada vez mais agredido<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>. E evidentemente a adicionais enriquecimentos dos mais ricos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os excedentes populacionais<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro problema essencial que frequentemente \u00e9 ignorado ou visto em termos invertidos pela grande maioria dos plutocratas, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, dos investigadores na \u00e1rea ambiental e, consequentemente, da maioria dos cidad\u00e3os, \u00e9 o do excesso populacional. Sabe-se que os recursos do planeta s\u00e3o insuficientes para alimentar ou suportar o modo de vida actual dos humanos, apontam-se solu\u00e7\u00f5es que passam sobretudo pela sobriedade, pelo decrescimento, mas os governos (em particular o do nosso pa\u00eds) n\u00e3o deixam de insistir em mais crescimento econ\u00f3mico. N\u00e3o se veem, por outro lado, refer\u00eancias suficientes aos lixos que o nosso quotidiano cada vez mais produz (toneladas de embalagens, por exemplo, mas tamb\u00e9m computadores e telem\u00f3veis) e as alus\u00f5es ao envio crescente de tais lixos para os pa\u00edses mais pobres s\u00e3o bastante raras. No respeitante especificamente ao crescimento populacional, que j\u00e1 tamb\u00e9m procurei caracterizar em textos meus anteriores, constata-se que ele deriva actualmente do que ocorre na grande maioria dos pa\u00edses africanos, de ainda muitos asi\u00e1ticos e tamb\u00e9m do M\u00e9dio Oriente<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. O respectivo crescimento em \u00c1frica (que em termos globais se apresenta como suscept\u00edvel de se manter mais tempo em n\u00edveis elevados) tender\u00e1 a contribuir de modo significativo para que os excedentes populacionais resultantes continuem a procurar migrar para pa\u00edses onde possam encontrar empregos, em particular, como actualmente, na Europa. Esse afluxo de m\u00e3o de obra tender\u00e1, como j\u00e1 acontece, a ser bem-vindo por parte de uma maioria de empresas, sempre no seu esfor\u00e7o para reduzir ao m\u00e1ximo os seus encargos em sal\u00e1rios. N\u00e3o se poder\u00e1 contudo dizer que tal acolhimento favor\u00e1vel re\u00fana consenso por parte dos cidad\u00e3os europeus, havendo muitos que passam a apoiar movimentos de extrema direita, refor\u00e7ando-os politicamente, como j\u00e1 \u00e9 vis\u00edvel em v\u00e1rios pa\u00edses. E \u00e9 uma tend\u00eancia que se tem vindo a fortalecer consideravelmente com a subida do n\u00famero de imigrantes.<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Lisboa, 27 de Maio de 2023 Filipe do Carmo<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> N\u00e3o posso deixar de repetir algo a tal respeito que j\u00e1 explicitei em textos meus anteriores: Thomas Piketty, numa das suas recentes cr\u00f3nicas no jornal Le Monde (2022-11-07, p\u00e1g. 31) com o t\u00edtulo &#8220;Redistribuer les richesses pour sauver la plan\u00e8te&#8221;, refere que, em Fran\u00e7a (mas o que refere \u00e9 verific\u00e1vel em termos gerais tamb\u00e9m em muitos pa\u00edses deste nosso mundo e n\u00e3o s\u00f3 do Ocidente) as 500 maiores fortunas passaram, entre 2010 e 2022, de 200 mil milh\u00f5es de euros para um milh\u00e3o de milh\u00f5es (1 bili\u00e3o), ou seja, de 10% para perto de 50% do PIB (duas vezes mais de tudo o que possuem os 50% mais pobres). Mais escandaloso ainda que esse enriquecimento de 800 mil milh\u00f5es, refere ainda Piketty, foi que esses benefici\u00e1rios apenas tenham pago de imposto sobre o rendimento, durante todo esse per\u00edodo, o equivalente a menos de 5% desse enriquecimento (e tudo isso \u00e9 mais ou menos equivalente ao que se passa nos Estados Unidos em termos de tributa\u00e7\u00e3o dos seus milion\u00e1rios \u2013 ou bilion\u00e1rios?). Piketty chama ainda a aten\u00e7\u00e3o para o facto de que, se o governo franc\u00eas fizesse incidir uma tributa\u00e7\u00e3o excepcional de 50% sobre o tal enriquecimento de 800 mil milh\u00f5es, poderia ter reunido 400 mil milh\u00f5es de euros. Ora eu constato que tal posi\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e9 muito pouco ousada por parte do cronista, dado que, mesmo com tal tributa\u00e7\u00e3o excepcional, as tais 500 maiores fortunas ainda teriam passado a valer 600 mil milh\u00f5es em 2022, quando em 2010 eram de 200 mil milh\u00f5es (uma multiplica\u00e7\u00e3o por 3!). Conv\u00e9m de facto ter presente que, nos tempos de Roosevelt (anos 30), nos EUA, tributa\u00e7\u00f5es da ordem dos 80-90% foram introduzidas com sucesso e mantidas durante meio s\u00e9culo, inclusivamente em pa\u00edses europeus. O esc\u00e2ndalo da baixa tributa\u00e7\u00e3o dos excessivamente ricos em Fran\u00e7a (que tem paralelos em praticamente todos os pa\u00edses do mundo) vai, no entanto, ainda mais longe quando se sabe que, recentemente, foram vetadas pelos poderes institu\u00eddos decis\u00f5es do parlamento franc\u00eas no sentido de aumentar em reduzidos milh\u00f5es de euros investimentos na renova\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica dos edif\u00edcios e das redes ferrovi\u00e1rias (que contribuiriam para reduzir o aquecimento global), sob o pretexto de que n\u00e3o havia meios financeiros para tais generosidades\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Num artigo recente de David Larousserie, \u201cLe num\u00e9rique au d\u00e9fi de la sobri\u00e9t\u00e9 \u00e9nerg\u00e9tique\u201d, publicado no <em>Le Monde<\/em> de 2023-05-03, pgs. 31,34-35, refere-se que a quantidade de GEE (gases com efeito de estufa) que \u00e9 emitida pelo sector digital aumenta anualmente de 6%, quando, para respeitar os Acordos de Paris de 2015, seria necess\u00e1rio diminui-la em cerca de 7%\/ano. Da\u00ed se concluindo que \u201co digital faz parte do problema e n\u00e3o s\u00f3 da solu\u00e7\u00e3o\u201d e que ser\u00e1 necess\u00e1rio dar um mais adequado sentido aos discursos triunfalistas daqueles que promovem as tecnologias digitais como suscept\u00edveis de revolucionar a sa\u00fade, os transportes, a agricultura, o ambiente, etc. \u00c9 referido, por outro lado, que a parte do sector nas emiss\u00f5es mundiais de GEE atinge valores equivalentes ao do tr\u00e1fego a\u00e9reo. Ora, segundo o que \u00e9 referido no artigo, as emiss\u00f5es de GEE caracterizam-se ainda, e sobretudo, por constitu\u00edrem apenas uma parte reduzida da pegada ambiental do digital. Assim, enquanto em Fran\u00e7a as emiss\u00f5es de GEE representam 11% dessa pegada, a influ\u00eancia sobre essa mesma pegada dos recursos em metais e f\u00f3sseis \u00e9 de 52%.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> O total populacional atingia em 2020 cerca de 7,8 mil milh\u00f5es de habitantes, dos quais 2,8 mil milh\u00f5es vivem na China e na \u00cdndia (pa\u00edses no entanto em que j\u00e1 cessou o crescimento ou que para l\u00e1 caminham rapidamente). Segundo as projec\u00e7\u00f5es da ONU, o total mundial ir\u00e1 continuar a subir at\u00e9 2100, ano em que se chegaria a 10,8 mil milh\u00f5es. Segundo outras projec\u00e7\u00f5es conhecidas (o caso do <em>Institute for Health Metrics and Evaluation<\/em>, sediado em Seattle, nos EUA) o pico populacional ocorrer\u00e1 contudo antes, em 2064, com 9,7 mil milh\u00f5es de habitantes, seguindo-se um decl\u00ednio que faria descer esse total a 8,8 mil milh\u00f5es em 2100 (evolu\u00e7\u00e3o que, na minha opini\u00e3o, ser\u00e1 mais prov\u00e1vel que a prevista pela ONU). As expectativas que existem em tal contexto, apontam para que na maioria dos pa\u00edses em que j\u00e1 se verificam taxas de fecunda\u00e7\u00e3o (nascimentos por mulher) inferiores a 2,1 \u2013 em particular os europeus, o Jap\u00e3o, a China e os da Am\u00e9rica do Norte \u2013 as popula\u00e7\u00f5es venham a atingir cerca de metade do que se verifica actualmente. Haver\u00e1, contudo, a possibilidade de que em alguns desses pa\u00edses os valores populacionais tendam a manter-se a n\u00edveis pr\u00f3ximos dos actuais em fun\u00e7\u00e3o de saldos migrat\u00f3rios positivos.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> O refor\u00e7o pol\u00edtico dos opositores \u00e0s imigra\u00e7\u00f5es j\u00e1 tem muitos exemplos, dos quais um recent\u00edssimo, que foi objecto de um artigo (\u201cAutoridades gregas gravadas a levar refugiados de terra para o alto-mar\u201d, p\u00e1g. 18) no jornal <em>P\u00fablico<\/em> em 2023-05-21. O primeiro par\u00e1grafo de tal artigo \u00e9 o seguinte: \u00abA Gr\u00e9cia foi esta semana acusada de mais um crime contra um grupo de requerentes de asilo. O di\u00e1rio norte-americano <em>The New York Times<\/em> relata como um grupo de 12 pessoas, entre elas v\u00e1rias crian\u00e7as pequenas (e um b\u00e9b\u00e9), que estavam em terra firme na ilha de Lesbos, foi levado a entrar numa carrinha branca, transferido para uma embarca\u00e7\u00e3o e desta ainda para um bote insufl\u00e1vel no meio do mar Egeu. E ali foi deixado.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:23px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/filipe1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9768\" width=\"248\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/filipe1.jpg 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/filipe1-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><figcaption><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Filipe do Carmo<\/mark><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>II \u2013 Condicionamento pela comunica\u00e7\u00e3o social, crescimento econ\u00f3mico e desigualdades, tecnologia avan\u00e7ada, prolifera\u00e7\u00e3o de lixos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9767,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[238,99],"tags":[26,333],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg",594,308,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb-300x156.jpg",300,156,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg",594,308,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg",594,308,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg",594,308,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg",594,308,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg",594,308,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg",594,308,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb.jpg",594,308,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb-540x308.jpg",540,308,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/planetb-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9766"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9766"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9766\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9769,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9766\/revisions\/9769"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9766"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9766"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}