{"id":9829,"date":"2023-06-20T15:15:34","date_gmt":"2023-06-20T15:15:34","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=9829"},"modified":"2023-06-27T13:45:14","modified_gmt":"2023-06-27T13:45:14","slug":"tribuna-a-diplomacia-e-agora-urgentemente-necessaria-para-acabar-com-a-guerra-russo-ucraniana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2023\/06\/20\/tribuna-a-diplomacia-e-agora-urgentemente-necessaria-para-acabar-com-a-guerra-russo-ucraniana\/","title":{"rendered":"PAZ SEM FRONTEIRAS &#8211; A diplomacia \u00e9 agora urgentemente necess\u00e1ria para acabar com a guerra russo-ucraniana"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2023-06-20T15:15:34+00:00\">20 de Junho, 2023<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Peritos americanos de defesa, militares, atores pol\u00edticos e professores, na maior parte aposentados, tomam posi\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"919\" height=\"548\" data-id=\"9832\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9832\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra.jpg 919w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra-300x179.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra-768x458.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 919px) 100vw, 919px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:36px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Retomamos o tema da Guerra da R\u00fassia-Ucr\u00e3nia na TRIBUNA DO SEM FRONTEIRAS, admitindo vir a publicar, como j\u00e1 o fizemos no primeiro ciclo do conflito, opini\u00f5es e posi\u00e7\u00f5es com perspectivas diferentes. O crit\u00e9rio continua a ser como no passado que os textos contenham argumentos s\u00f3lidos e n\u00e3o se limitem a declara\u00e7\u00f5es que pouco ajudar\u00e3o a esclarecer  assunto complexo e exigente como este. Ficamos assim dispon\u00edveis para acolher artigos originais e tradu\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as que tenham sido publicadas e que revelem um real interesse para o debate p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os EUA devem ser uma for\u00e7a de paz no mundo<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Fonte Eisenhower Network Media<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A guerra entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia tem sido um desastre absoluto. Centenas de milhares de pessoas foram mortas ou feridas. Milh\u00f5es foram deslocadas. A destrui\u00e7\u00e3o ambiental e econ\u00f3mica tem sido incalcul\u00e1vel. A devasta\u00e7\u00e3o futura poder\u00e1 ser exponencialmente maior \u00e0 medida que as pot\u00eancias nucleares se aproximam cada vez mais de uma guerra aberta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deploramos a viol\u00eancia, os crimes de guerra, os ataques indiscriminados com m\u00edsseis, o terrorismo e outras atrocidades que fazem parte desta guerra. <strong>A solu\u00e7\u00e3o para esta terr\u00edvel viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais armas <\/strong><strong>nem mais guerra, com a inevit\u00e1vel consequ\u00eancia de mais morte e destrui\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como americanos e especialistas em seguran\u00e7a nacional, exortamos o Presidente Biden e o Congresso a usarem os seus plenos poderes para levar a guerra russo-ucraniana a um fim r\u00e1pido atrav\u00e9s da diplomacia, sobretudo \u00e0 luz dos graves perigos de uma escalada militar que poderia ficar fora de controlo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 sessenta anos, o Presidente John F. Kennedy fez uma observa\u00e7\u00e3o crucial para a nossa pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia nos dias de hoje. &#8220;<em>Acima de tudo, enquanto defendemos os nossos pr\u00f3prios interesses <\/em><em>vitais, as pot\u00eancias nucleares devem evitar os confrontos que levariam um advers\u00e1rio a escolher entre uma retirada humilhante e uma guerra nuclear. Adoptar uma tal atitude, na era nuclear, seria apenas a confirma\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia da nossa pol\u00edtica ou de um desejo de exterm\u00ednio colectivo do mundo<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A causa imediata desta guerra catastr\u00f3fica na Ucr\u00e2nia \u00e9 a invas\u00e3o russa. No entanto, os planos e ac\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o da NATO, at\u00e9 \u00e0s fronteiras da R\u00fassia, fizeram aumentar os receios da R\u00fassia. E os l\u00edderes russos t\u00eam vindo a insistir nisso h\u00e1 30 anos. Um fracasso da diplomacia conduziu a esta guerra. A diplomacia \u00e9 agora urgentemente necess\u00e1ria para acabar com a guerra russo-ucraniana, antes que esta destrua completamente a Ucr\u00e2nia e ponha em perigo a sobreviv\u00eancia da humanidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O potencial para a paz<\/strong><strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A actual tens\u00e3o geopol\u00edtica sentida pela R\u00fassia \u00e9 estimulada pelas mem\u00f3rias das invas\u00f5es de Carlos XII, Napole\u00e3o, o Kaiser e Hitler. As tropas americanas faziam parte de uma for\u00e7a de invas\u00e3o aliada que interveio, sem sucesso, contra o lado vencedor da guerra civil russa posteriormente \u00e0 I\u00aa Guerra Mundial. <strong>A R\u00fassia v\u00ea o alargamento e a presen\u00e7a da NATO nas suas fronteiras como&nbsp; uma&nbsp; amea\u00e7a directa; os Estados Unidos e a NATO v\u00eaem apenas a adop\u00e7\u00e3o de preparativos&nbsp; preventivos<\/strong><strong>. <\/strong>Na&nbsp; diplomacia, h\u00e1 que tentar vislumbrar com latitude estrat\u00e9gica, procurando compreender os nossos advers\u00e1rios. Isto n\u00e3o \u00e9 fraqueza: \u00e9 sabedoria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rejeitamos a ideia de que os diplomatas, em busca da paz, devam escolher lados, neste caso a R\u00fassia ou a Ucr\u00e2nia. Ao favorecer a diplomacia, escolhemos o lado da sensatez. Da humanidade. Da paz.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Consideramos que a promessa do Presidente Biden de apoiar a Ucr\u00e2nia &#8220;<em>durante o tempo que for <\/em><em>necess\u00e1rio<\/em>&#8221; \u00e9 uma licen\u00e7a para perseguir objectivos mal definidos e, em \u00faltima an\u00e1lise, inating\u00edveis. Poder\u00e1 revelar-se t\u00e3o catastr\u00f3fica como a decis\u00e3o do Presidente Putin desencadear, o ano passado, a sua invas\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o criminosas. <strong>N\u00e3o podemos apoiar, nem apoiaremos, uma estrat\u00e9gia de lutar contra a R\u00fassia at\u00e9 ao \u00faltimo ucraniano.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Defendemos <\/strong>um compromisso significativo e genu\u00edno com a diplomacia, nomeadamente <strong>um cessar- <\/strong><strong>fogo imediato e negocia\u00e7\u00f5es sem condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias que o inibam ou pro\u00edbam<\/strong>. As provoca\u00e7\u00f5es deliberadas conduziram \u00e0 guerra entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia. Do mesmo modo, a diplomacia deliberada pode p\u00f4r-lhe termo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As ac\u00e7\u00f5es dos EUA e a invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica colapsou e a Guerra Fria terminou, os l\u00edderes dos Estados Unidos e da Europa Ocidental asseguraram aos l\u00edderes sovi\u00e9ticos e depois aos russos que a NATO n\u00e3o se iria expandir at\u00e9 \u00e0s fronteiras da R\u00fassia. &#8220;<strong><em>N\u00e3o haver\u00e1 expans\u00e3o da &#8230; NATO, nem uma s\u00f3 polegada para leste<\/em><\/strong>&#8220;, \u201c<em>assegurou<\/em>\u201d o Secret\u00e1rio de Estado norte-americano James Baker ao l\u00edder sovi\u00e9tico Mikhail Gorbachev, a 9 de Fevereiro de 1990. Garantias semelhantes de outros l\u00edderes dos EUA, bem como de l\u00edderes brit\u00e2nicos, alem\u00e3es e franceses, dadas por todo o lado, na d\u00e9cada de 1990, confirmaram-no.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desde 2007, a R\u00fassia tem vindo a advertir repetidamente que as for\u00e7as armadas da NATO nas fronteiras da R\u00fassia eram intoler\u00e1veis, tal como as for\u00e7as russas no M\u00e9xico ou no Canad\u00e1 seriam intoler\u00e1veis para os EUA neste momento, ou como os m\u00edsseis sovi\u00e9ticos em Cuba eram intoler\u00e1veis em 1962. A R\u00fassia tamb\u00e9m classificou a expans\u00e3o da NATO para a Ucr\u00e2nia como especialmente provocadora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ver a guerra pelo prisma da R\u00fassia<\/strong><strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Tentar compreender a perspectiva russa, sobre a guerra, n\u00e3o \u00e9 uma aprova\u00e7\u00e3o da invas\u00e3o e da ocupa\u00e7\u00e3o, nem equivale a admitir que os russos n\u00e3o tinham outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o a guerra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tal como a R\u00fassia tinha outras op\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m os EUA e a NATO as tinham antes deste conflito.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os russos deixaram bem claras as suas linhas vermelhas. Na Ge\u00f3rgia e na S\u00edria, demonstraram que usariam a for\u00e7a para defender essas linhas. Em 2014, a sua tomada imediata da Crimeia e o seu apoio aos separatistas do Donbas mostraram que estavam seriamente empenhados em defender os seus interesses. N\u00e3o s\u00e3o claras as raz\u00f5es pelas quais os l\u00edderes dos Estados Unidos e da NATO n\u00e3o o compreenderam; a incompet\u00eancia, a arrog\u00e2ncia, o cinismo, ou uma mistura trai\u00e7oeira dos tr\u00eas, s\u00e3o provavelmente factores que, para isso, contribu\u00edram.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:29px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"223\" height=\"210\" data-id=\"9831\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9831\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"203\" height=\"210\" data-id=\"9830\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Imagem2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9830\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:35px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, mesmo com o fim da Guerra Fria, diplomatas, generais e pol\u00edticos americanos alertaram para os perigos de expandir a NATO at\u00e9 \u00e0s fronteiras da R\u00fassia e de interferir ardilosamente na esfera de influ\u00eancia da R\u00fassia. Os ex-funcion\u00e1rios do governo, Robert Gates e William Perry, lan\u00e7aram estas advert\u00eancias, tal como o fizeram os reputados diplomatas George Kennan, Jack Matlock e Henry Kissinger. Em 1997, cinquenta peritos de topo, em pol\u00edtica externa, dos EUA, escreveram uma carta aberta ao Presidente Bill Clinton, desaconselhando a expans\u00e3o da NATO, considerando-a &#8220;<em>um erro <\/em><em>pol\u00edtico de propor\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas<\/em>&#8220;. O Presidente Clinton optou por ignorar estas advert\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais importante, para a nossa compreens\u00e3o da arrog\u00e2ncia e do c\u00e1lculo maquiav\u00e9lico na tomada de decis\u00f5es dos EUA em torno da guerra russo-ucraniana, \u00e9 a rejei\u00e7\u00e3o dos avisos emitidos por Williams Burns, o actual director da Ag\u00eancia Central de Informa\u00e7\u00f5es (CIA). Num telegrama enviado \u00e0 Secret\u00e1ria de Estado Condoleezza Rice em 2008, quando era embaixador na R\u00fassia, Burns, sobre a expans\u00e3o da NATO e a ades\u00e3o da Ucr\u00e2nia, escreveu:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<em>As aspira\u00e7\u00f5es da NATO em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia e \u00e0 Ge\u00f3rgia n\u00e3o s\u00f3 tocam num ponto nevr\u00e1lgico da R\u00fassia, como tamb\u00e9m suscitam s\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s consequ\u00eancias para a estabilidade na regi\u00e3o. A R\u00fassia n\u00e3o s\u00f3 se apercebe do cerco e dos esfor\u00e7os para minar a influ\u00eancia da R\u00fassia na regi\u00e3o, como tamb\u00e9m receia consequ\u00eancias imprevis\u00edveis e descontroladas que afectariam seriamente os interesses de seguran\u00e7a russos. Os especialistas dizem-nos que a R\u00fassia est\u00e1 particularmente preocupada com as fortes divis\u00f5es existentes na Ucr\u00e2nia sobre a ades\u00e3o \u00e0 NATO \u2015 com grande parte<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>da comunidade \u00e9tnica russa a opor-se \u00e0 ades\u00e3o \u2015 poderem levar a uma grande divis\u00e3o, envolvendo viol\u00eancia ou, na pior das hip\u00f3teses, a uma guerra civil. Nessa eventualidade, a R\u00fassia teria de decidir se iria intervir; uma decis\u00e3o que a R\u00fassia n\u00e3o quer ter de enfrentar.<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque \u00e9 que os Estados Unidos persistiram na expans\u00e3o da NATO apesar de tais avisos? Os lucros com a venda de armas foram um factor importante. <\/strong>Perante a oposi\u00e7\u00e3o ao alargamento da NATO, um grupo de neo-conservadores e de altos decisores dos fabricantes de armas dos EUA formou o Comit\u00e9 Americano para a expans\u00e3o da NATO. <strong>Entre 1996 e 1998, os principais fabricantes de armas gastaram <\/strong><strong>51 milh\u00f5es de d\u00f3lares (o equivalente a 94 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 data de hoje) em <\/strong><strong>\u201c<\/strong><strong><em>lobbies<\/em><\/strong><strong>\u201d <\/strong><strong>e outros tantos milh\u00f5es em contribui\u00e7\u00f5es para campanhas eleitorais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como resultado desta generosidade, o alargamento da NATO tornou-se um processo acelerado, com os fabricantes de armas americanos a venderem armas no valor de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares aos novos membros da NATO.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>At\u00e9 \u00e0 data, os EUA enviaram equipamento militar e armas no valor de 30 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares para a Ucr\u00e2nia, sendo que a ajuda total \u00e0 Ucr\u00e2nia ultrapassa 100 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares. A guerra, diz-se, \u00e9 uma trapa\u00e7a, altamente lucrativa para um punhado de privilegiados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A expans\u00e3o da NATO \u00e9, em suma, uma caracter\u00edstica essencial de uma pol\u00edtica externa militarizada&nbsp;&nbsp; &nbsp;dos EUA, caracterizada por um unilateralismo que inclui mudan\u00e7as&nbsp; de regime e guerras&nbsp; preventivas.&nbsp; <\/strong>As guerras que fracassaram, mais recentemente no Iraque e no Afeganist\u00e3o, originaram massacres e mais confrontos, uma dura realidade criada pelos pr\u00f3prios EUA. <strong>A guerra russo-ucraniana abriu um novo cen\u00e1rio de confronta\u00e7\u00e3o e carnificina. <\/strong>Esta realidade n\u00e3o \u00e9 exclusivamente obra nossa, mas pode muito bem ser a nossa ru\u00edna, a menos que nos dediquemos a forjar um acordo diplom\u00e1tico que ponha termo \u00e0 matan\u00e7a e desanuvie as tens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fa\u00e7amos da Am\u00e9rica uma for\u00e7a de paz no mundo.<\/h3>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.EisenhowerMediaNetwork.org\">Eisenhower Rede de Media<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SIGNAT\u00c1RIOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dennis Fritz<\/strong>, director da Eisenhower Media Network; Sargento-Chefe do Comando, For\u00e7a A\u00e9rea dos EUA (aposentado)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Matthew Hoh<\/strong>, Director Associado, Eisenhower Media Network; Ex-oficial do Corpo de Fuzileiros Navais e oficial de Estado e Defesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>William J. Astore<\/strong>, Tenente-Coronel, For\u00e7a A\u00e9rea dos EUA (aposentado), <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Karen Kwiatkowski<\/strong>, Tenente-Coronel, For\u00e7a A\u00e9rea dos EUA (aposentado), <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dennis Laich<\/strong>, Major General, Ex\u00e9rcito dos EUA (aposentado).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jack Matlock<\/strong>, Embaixador dos EUA na URSS, 1987-91; autor de Reagan and Gorbachev: How the Cold War Ended.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todd E. Pierce<\/strong>, Major, Judge Advocate, U.S. Army (aposentado), <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coleen Rowley<\/strong>, Special Agent, FBI (aposentado).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jeffrey Sachs<\/strong>, Professor Universit\u00e1rio da Columbia University, <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Christian Sorensen<\/strong>, Ex-linguista \u00e1rabe, For\u00e7a A\u00e9rea dos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chuck Spinney<\/strong>, Engenheiro\/Analista Aposentado, Escrit\u00f3rio do Secret\u00e1rio de Defesa<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Winslow&nbsp; Wheeler<\/strong>,&nbsp; conselheiro&nbsp; de&nbsp; seguran\u00e7a&nbsp; nacional&nbsp; de&nbsp; quatro&nbsp; republicanos&nbsp;&nbsp; e democratas, <strong>Lawrence B. Wilkerson<\/strong>, coronel, Ex\u00e9rcito dos EUA (aposentado), <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ann Wright<\/strong>, coronel, Ex\u00e9rcito dos EUA (aposentado) e ex-diplomata dos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>TIMELINE<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>1990 \u2013 U.S. assures Russia that NATO will not expand towards its border \u201c\u2026there would be no extension of\u2026NATO one inch to the east,\u201d&nbsp;<a href=\"https:\/\/nsarchive.gwu.edu\/document\/16116-document-05-memorandum-conversation-between\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">says<\/a>&nbsp;US Secretary of State James Baker.<\/p>\n\n\n\n<p>1996 \u2013 U.S. weapons manufacturers form the Committee to Expand NATO,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/1998\/03\/30\/world\/arms-contractors-spend-to-promote-an-expanded-nato.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spending<\/a>&nbsp;over $51 million lobbying Congress.<\/p>\n\n\n\n<p>1997 \u2013 50 foreign policy experts including former senators, retired military officers and diplomats sign an open letter stating NATO expansion to be \u201c<a href=\"https:\/\/www.armscontrol.org\/act\/1997-06\/arms-control-today\/opposition-nato-expansion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">a policy error of historic proportions<\/a>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>1999 \u2013 NATO&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/1999\/03\/13\/world\/expanding-alliance-the-overview-poland-hungary-and-the-czechs-join-nato.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">admits<\/a>&nbsp;Hungary, Poland and the Czech Republic to NATO. U.S. and NATO&nbsp;<a href=\"https:\/\/pittnews.com\/article\/121917\/opinions\/analysis-1999-nato-operation-turned-russia-west\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bomb<\/a>&nbsp;Russia\u2019s ally, Serbia.<\/p>\n\n\n\n<p>2001 \u2013 U.S. unilaterally&nbsp;<a href=\"https:\/\/carnegieendowment.org\/2021\/12\/13\/u.s.-exit-from-anti-ballistic-missile-treaty-has-fueled-new-arms-race-pub-85977\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">withdraws<\/a>&nbsp;from the Anti-Ballistic Missile Treaty.<\/p>\n\n\n\n<p>2004 \u2013 Seven more Eastern European nations join NATO. NATO troops are now directly on Russia\u2019s border.<\/p>\n\n\n\n<p>2004 \u2013 Russia\u2019s parliament&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2004\/04\/03\/world\/as-nato-finally-arrives-on-its-border-russia-grumbles.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">passed<\/a>&nbsp;a resolution denouncing NATO\u2019s expansion. Putin responded by saying that Russia would \u201cbuild our defense and security policy correspondingly.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>2008 \u2013 NATO leaders&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2008\/apr\/01\/nato.georgia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">announced<\/a>&nbsp;plans to bring Ukraine and Georgia, also on Russia\u2019s borders, into NATO.<\/p>\n\n\n\n<p>2009 \u2013 U.S.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.realcleardefense.com\/articles\/2021\/03\/19\/a_decade_of_us-romanian_missile_defense_cooperation_alliance_success_768925.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">announced<\/a>&nbsp;plans to put missile systems into Poland and Romania.<\/p>\n\n\n\n<p>2014 \u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/transparency.eu\/corruption-opulence-and-decadence-in-ukraine\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Legally elected<\/a>&nbsp;Ukrainian president, Viktor Yanukovych, fled violence to Moscow. Russia views ouster as a coup by U.S. and NATO nations.<\/p>\n\n\n\n<p>2016 \u2013 U.S.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2016\/02\/02\/world\/europe\/us-fortifying-europes-east-to-deter-putin.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">begins<\/a>&nbsp;troop buildup in Europe.<\/p>\n\n\n\n<p>2019 \u2013 U.S. unilaterally withdraws from&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.armscontrol.org\/act\/2019-09\/news\/us-completes-inf-treaty-withdrawal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Intermediate Nuclear Forces<\/a>&nbsp;Treaty.<\/p>\n\n\n\n<p>2020 \u2013 U.S. unilaterally&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2020\/11\/22\/politics\/us-withdrawal-open-skies\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">withdraws<\/a>&nbsp;from Open Skies Treaty.<\/p>\n\n\n\n<p>2021 \u2013 Russia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2021\/dec\/17\/russia-issues-list-demands-tensions-europe-ukraine-nato\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">submits<\/a>&nbsp;negotiation proposals while sending more forces to the border with Ukraine. U.S. and NATO officials&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.rferl.org\/a\/nato-russia-security-guarantees\/31614168.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reject<\/a>&nbsp;the Russian proposals immediately.<\/p>\n\n\n\n<p>Feb 24, 2022 \u2013 Russia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=when+did+war+between+russia+and+ukraine+start&amp;rlz=1C1CHBF_enUS926US926&amp;oq=When+did+war+between+russia+and+Ukraine+start&amp;aqs=chrome.0.0i512j0i22i30l8j0i390i650.10791j1j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">invades<\/a>&nbsp;Ukraine, starting the Russia-Ukraine War.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peritos americanos de defesa, militares, atores pol\u00edticos e professores, na maior parte aposentados, tomam posi\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9832,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,440],"tags":[292],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra.jpg",919,548,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra-300x179.jpg",300,179,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra-768x458.jpg",640,382,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra.jpg",640,382,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra.jpg",919,548,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra.jpg",919,548,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra.jpg",919,548,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra.jpg",919,548,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/erra-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/paz-sem-fronteiras\/\" rel=\"category tag\">PAZ SEM FRONTEIRAS<\/a>","tag_info":"PAZ SEM FRONTEIRAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9829"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9829"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9829\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9899,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9829\/revisions\/9899"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9832"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}