{"id":9883,"date":"2023-06-27T08:29:19","date_gmt":"2023-06-27T08:29:19","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=9883"},"modified":"2023-06-27T08:29:23","modified_gmt":"2023-06-27T08:29:23","slug":"agenda-justica-pao-e-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2023\/06\/27\/agenda-justica-pao-e-liberdade\/","title":{"rendered":"AGENDA &#8211; Justi\u00e7a, p\u00e3o e liberdade"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2023-06-27T08:29:19+00:00\">27 de Junho, 2023<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sess\u00e3o p\u00fablica sobre a greve dos tecel\u00f5es de 1903 no Porto <\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:24px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"401\" data-id=\"9886\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-1024x401.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9886\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-1024x401.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-300x117.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-768x301.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve.jpg 1127w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 120 anos a greve dos tecel\u00f5es abalou o Porto e o pa\u00eds,\u00a0gerou uma enorme solidariedade da popula\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m da imprensa. Para evocar esse momento t\u00e3o significativo da luta dos trabalhadores por melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de vida, vai ter lugar na pr\u00f3xima<strong> 6\u00aa feira, dia 30 de junho, pelas 21,30 horas no sal\u00e3o da junta de freguesia de S. Ildefonso\/Centro Hist\u00f3rico, na rua de Gon\u00e7alo Cristov\u00e3o\u00a0n\u00ba 187 (pr\u00f3ximo do Jornal de Not\u00edcias) <\/strong>uma Sess\u00e3o p\u00fablica promovida pelo BE-Porto em que participam Domingos Pinto (sindicalista do sector do vestu\u00e1rio), Gaspar Martins Pereira (historiador), Manuela Esp\u00edrito Santo (escritora) e Isabel Pires (deputada).\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a>Junho de 1903: a greve dos tecel\u00f5es <a><\/a>que conquistou a cidade do Porto<\/h1>\n\n\n\n<p><a><\/a>Come\u00e7ou h\u00e1 120 anos numa f\u00e1brica de tecidos da rua do Bonjardim. Os tecel\u00f5es sentiam-se prejudicados com os baixos sal\u00e1rios e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Escolheram uma comiss\u00e3o para falar com o patr\u00e3o. O industrial despediu a comiss\u00e3o e os oper\u00e1rios pararam o trabalho. O protesto propagou-se e ganhou a ades\u00e3o de mais oper\u00e1rios portuenses. Durante quase um m\u00eas, muitos milhares de oper\u00e1rios fizeram greve, que ao ser proibida e reprimida ganhou uma enorme dimens\u00e3o pol\u00edtica. Foi a maior greve at\u00e9 ent\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>20.000 oper\u00e1rios abandonaram as oficinas e vieram \u00e0 rua clamar pacificamente: \u201c<strong>Temos fome, p\u00e3o para n\u00f3s e para os nossos filhos<\/strong>\u201d, \u201c<strong>Justi\u00e7a, p\u00e3o e liberdade<\/strong>\u201d. Apesar das cargas policiais e das pris\u00f5es, ocorreram \u201cmarchas dos famintos\u201d nos primeiros dias de junho de 1903. Multid\u00f5es partiam da Batalha e juntavam-se na Pra\u00e7a de D. Pedro (hoje Pra\u00e7a da Liberdade), expunham a situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica dos grevistas, ocupavam o espa\u00e7o p\u00fablico, neutralizavam as for\u00e7as repressivas.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>A greve geral alastrou a todas as classes trabalhadoras, chapeleiros, manipuladores do tabaco, metal\u00fargicos, sapateiros, serralheiros e outras. Ganhou o apoio generalizado da popula\u00e7\u00e3o e da imprensa da \u00e9poca, que at\u00e9 ajudou \u00e0 recolha de fundos e outros bens destinados aos grevistas. A greve do Porto ganhou uma dimens\u00e3o nacional e internacional. \u201c<em>Por humanidade, que ningu\u00e9m deve morrer \u00e0 fome. Por interesse, que a fome n\u00e3o tem lei, conjuramos a generosa popula\u00e7\u00e3o do Porto a que auxilie os oper\u00e1rios em greve<\/em>\u201d, escrevia o \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d de 4 de junho de 1903, anunciando a entrega de 1.000 senhas para refei\u00e7\u00f5es na Cozinha Econ\u00f3mica \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Oper\u00e1rias. Comerciantes, empregados, associa\u00e7\u00f5es de classe, oper\u00e1rios, industriais de panifica\u00e7\u00e3o, gente an\u00f3nima responderam com <a><\/a>donativos ao apelo do Jornal de Not\u00edcias. A cidade inteira colocou-se ao lado dos famintos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Em Lisboa e nout<a><\/a>ros locais do pa\u00eds causou assombro a resist\u00eancia dos tecel\u00f5es. E a solidariedade das outras classes despertou verdadeiro entusiasmo, lia-se no \u201cJN\u201d de 19 de junho <a><\/a>de 1903. Ao mostrarem a sua mis\u00e9ria pelas ruas da cidade, com a solidariedade doutro<a><\/a>s oper\u00e1rios e da popula\u00e7\u00e3o do Porto, os tecel\u00f5es conseguiram a satisfa\u00e7\u00e3o das suas principais reivindica\u00e7\u00f5es, aumento dos sal\u00e1rios e redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A greve dos tecel\u00f5es do Porto em Junho de 1903 pela coragem e solidariedade que a caracterizou deve constituir motivo de inspira\u00e7\u00e3o nos dias de hoje, quando ainda h\u00e1 tanta gente trabalhadora a quem \u00e9 negada vida digna e sal\u00e1rios decentes.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:22px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"653\" height=\"551\" data-id=\"9885\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/be2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9885\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/be2.jpg 653w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/be2-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"632\" height=\"804\" data-id=\"9884\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/beporto.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9884\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/beporto.jpg 632w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/beporto-236x300.jpg 236w\" sizes=\"(max-width: 632px) 100vw, 632px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">As condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho no Porto de h\u00e1 120 anos<\/h1>\n\n\n\n<p><a><\/a>Em 1903 a cidade do Porto tinha quase 170.000 habitantes, num pa\u00eds que tinha ent\u00e3o menos de 6 milh\u00f5es de pessoas. Quarenta anos antes, em 1864, a popula\u00e7\u00e3o do Porto n\u00e3o chegava a 100.000 habitantes. A expans\u00e3o da ind\u00fastria t\u00eaxtil e o aumento da rede de transportes tinham atra\u00eddo \u00e0 cidade milhares de pessoas das \u00e1reas rurais em busca de trabalho. N\u00e3o havia casas para os que chegavam. Governo e c\u00e2maras municipais alhearam-se da constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es. Atrav\u00e9s duma subscri\u00e7\u00e3o p\u00fablica lan\u00e7ada pelo jornal O Com\u00e9rcio do Porto em 1899 foram constru\u00eddos os primeiros bairros sociais no Monte Pedral\/Serpa Pinto, 26 casas. Na sess\u00e3o das Cortes de 7 de mar\u00e7o de 1901 tinha sido proposto que um ter\u00e7o dos terrenos pertencentes aos conventos de Lisboa e Porto fosse cedidos para a constru\u00e7\u00e3o de casas econ\u00f3micas. Mas as entidades p\u00fablicas continuaram insens\u00edveis. As \u201cilhas\u201d, filas de casas de um s\u00f3 piso com cerca de 16 m2, sem retrete nem condi\u00e7\u00f5es de salubridade, constru\u00eddas no interior de lotes de terreno com 5,5 metros de frente e 100 metros de fundo, foram a resposta habitacional para quase 40.000 pessoas que viviam nas 1.049 ilhas existentes em 1902.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>A inexist\u00eancia de saneamento e de abastecimento de \u00e1gua provocavam epidemias. A insalubridade fez com que em 1899 o Porto fosse a \u00faltima cidade da Europa a ser atingida pela peste bub\u00f3nica, que causou 112 mortos, como refere Ricardo Jorge, m\u00e9dico municipal e defensor da sa\u00fade p\u00fablica, que em diversas publica\u00e7\u00f5es retratou a vida das classes populares e as suas condi\u00e7\u00f5es de vida e habita\u00e7\u00e3o. Em 1900, outro m\u00e9dico, \u00c1lvaro Furtado Antas escreveu que \u201ca tuberculose pulmonar \u00e9 a maior praga da cidade, 13% dos \u00f3bitos\u201d. A taxa de mortalidade infantil era alt\u00edssima. Em 1903 foi publicado o Regulamento de Salubridade das Edifica\u00e7\u00f5es Urbanas e s\u00f3 em 1904 teve in\u00edcio a constru\u00e7\u00e3o de canaliza\u00e7\u00f5es de \u00e1gua e esgotos.<\/p>\n\n\n\n<p>O operariado constitu\u00eda 40% da popula\u00e7\u00e3o ativa. Era no sector t\u00eaxtil, por ser o de menores sal\u00e1rios, que ocorriam mais greves e paralisa\u00e7\u00f5es. Em 1887 j\u00e1 tinha havido a greve dos oper\u00e1rios manipuladores de tabaco. E em 1900 o ent\u00e3o governador civil do Porto queixava-se ao chefe do governo que os oper\u00e1rios de seis f\u00e1bricas de curtumes tinham feito greve pela redu\u00e7\u00e3o das horas de trabalho e por aumento de sal\u00e1rios. Em 1903 existiam no Porto cerca de 40 sindicatos, 8 dos quais do sector t\u00eaxtil. As condi\u00e7\u00f5es laborais eram desumanas. Sal\u00e1rios de mis\u00e9ria, longas jornadas de trabalho. Infantina Rosa, uma trabalhadora da f\u00e1brica de Salgueiros que foi presa num dos protestos de junho de 1903, contou ao \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d as injusti\u00e7as que vivia na f\u00e1brica onde trabalhava: \u201c<strong>14 horas por dia, tendo uma hora para jantar que, \u00e0s vezes, \u00e9 roubada<\/strong>\u201d. Naqueles tempos, quem fazia greve corria grandes riscos, perda de sal\u00e1rio, despedimento e repress\u00e3o policial. Na greve de 1903 foram presos mais de 200 oper\u00e1rios tecel\u00f5es. Neste quadro t\u00e3o dif\u00edcil para os oper\u00e1rios, as reuni\u00f5es sindicais abertas a n\u00e3o-s\u00f3cios, a realiza\u00e7\u00e3o de coletas de apoio aos grevistas e a solidariedade da popula\u00e7\u00e3o e da imprensa ajudaram ao \u00eaxito da greve de junho de 1903.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:35px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sess\u00e3o p\u00fablica sobre a greve dos tecel\u00f5es de 1903 no Porto H\u00e1 120 anos a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9886,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[207,238,118,317],"tags":[48],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve.jpg",1127,441,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-300x117.jpg",300,117,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-768x301.jpg",640,251,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-1024x401.jpg",640,251,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve.jpg",1127,441,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve.jpg",1127,441,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-1115x441.jpg",1115,441,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-800x441.jpg",800,441,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-1024x401.jpg",1024,401,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/greve-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/agenda-2\/\" rel=\"category tag\">AGENDA<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/historia-com-h-grande\/\" rel=\"category tag\">HIST\u00d3RIA-H<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">NOTICIAS<\/a>","tag_info":"NOTICIAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9883"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9883"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9883\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9887,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9883\/revisions\/9887"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9886"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}