As três grandes estratégias mundiais para a Inteligência Artificial
Quem tem a solução mais sensata, inteligente e preocupada com o futuro da humanidade?
Quem formulou a pergunta foi António Dias Figueiredo. E de facto questão que se coloca é rigorosamente aquela que o investigador e professor de Coimbra adiantou de forma nua e crua. Como nos confessou ficou surpreendido pelo facto da imprensa europeia não se ter apercebido da “surpreendente diferença entre as estratégias – a gritante inferioridade da União Europeia, a perigosa deriva dos Estados Unidos e o singular bom senso da China, o único adulto na sala!” e perguntou de forma adicional “Quando os decisores políticos europeus quiserem decidir sobre as alianças a cultivar, em que dados irão basear-se?”.
por António Dias Figueiredo
No escasso período de uma semana, os três grandes blocos económicos – Estados Unidos, China e União Europeia – clarificaram as suas estratégias de inteligência artificial para os próximos anos.
Os Estados Unidos publicaram “Winning the Race: America’s AI Action Plan”, a China publicou o “Global AI Governance Action Plan”, e a União Europeia ativou o “EU AI Act”, há muito anunciado.
Os Estados Unidos afastaram-se radicalmente da regulamentação, colocaram o futuro nas mãos das empresas tecnológicas, que farão o que quiserem, e autorizou a construção de centros de dados nos espaços públicos.
A China propôs coordenação global, desenvolvimento em código aberto, criação de uma infraestrutura internacional de I&D em colaboração e a promoção global da literacia em IA.
A União Europeia limitou-se a regulamentar a ação dos outros.
Quem tem a solução mais sensata, inteligente e preocupada com o futuro da humanidade?

Notas complementares
– A Estratégia dos Estados Unidos para a IA DOCUMENTO
– Tertúlia sobre Ser humano na era da Inteligência Artificial VÍDEO