NÃO resignados!
No Porto, uma consciência coletiva em construção

Manuela Matos Monteiro
Milhares de pessoas saíram hoje à rua para exigir o direito à habitação e a condições de vida dignas. Eram sobretudo jovens, muitos jovens a desenganar a gente que profetizava o fim de uma juventude com consciência social E política!
Impressionou-me a intensidade da luta, a firmeza das convicções e, simultaneamente, a serenidade e a extraordinária capacidade de auto-organização, de um movimento sem enquadramento partidário para afirmar a sua consciência política.
Afinal, a juventude não é uma juventude apática, indiferente, alheada, acomodada ou resignada. É uma juventude que pensa, questiona, se organiza e exige mudanças que articula um discurso coerente, consequente, comprometido.
Nas ruas, hoje, não vi apenas indignação. Percebi uma consciência coletiva em construção, uma enorme energia transformadora e uma vontade de mudar o que aparenta ser imutável. Será?
GALERIA
@ Manuela Matos Monteiro





