Notícias do litoral alentejano
Casa para Viver organiza jornada de luta até 14 de novembro
Fonte: TAMLA
A primeira nota, é de solidariedade com quem nas ultimas semanas luta e resiste na rua e nas “acampadas” pelo direito à habitação, por uma sociedade mais justa e pela paz. Estamos junt@s!
No Litoral Alentejano, o modelo económico que nos estão a impor, baseado na exploração desenfreada da natureza de das pessoas, do turismo de luxo ao agronegócio e passando pela falsa transição industrial de Sines, tem levado à destruição ambiental e ao aumento do custo de vida. Uma das faces mais visíveis dos impactos sociais é a subida brutal do preço da habitação, tornando cada vez mais difícil o dia-a-dia de quem cá vive e trabalha, enquanto quem especula não pára de lucrar.
Associamo-nos, como nos últimos anos, à mobilização nacional da plataforma Casa para Viver, que está a organizar várias iniciativas pelo país para dia 14 de Novembro, pelo direito à habitação.
Se tiveres interesse e disponibilidade para participar numa iniciativa a realizar neste âmbito, no dia 14 de Novembro em local a definir no Litoral Alentejano, responde ao nosso formulário. AQUI
- Na aldeia de Fortes, a associação ambiental que se insurge há vários anos contra a poluição de uma fábrica de bagaço de azeitona, continua a monitorizar a qualidade do ar, enquanto a APA lava as mãos e atira responsabilidades para a CCDR, que por sua vez abandona a população e sai em defesa da empresa, afirmando que a mesma nunca incumpriu. Uma vergonha.
- Em Sines, cada vez mais interesses internacionais afirmam querer tornar a região um cluster de Hidrogénio , enquanto isso a CCDR começou a aprovar esta semana um projeto de Hidrogénio e outro de Amoníaco, supostamente verdes.
- O Data Center de Sines voltou a ser noticia, e não é pelas melhores razões, pois prevê consumir mais energia do que 3 milhões de famílias. Por esta e outras razões, e pela crescente contestação popular, estas infraestruturas começam a ser o centro de campanhas politicas, enquanto por cá, está a tardar. Enquanto isso, a Google suspende um investimento milionário em Espanha, enquanto aguarda decreto do governo. Torna-se evidente que a regulação é um passo fundamental para travar o desastre, o “paraíso” legislativo e o baixo custo da energia são uma das bases fundamentais para a constante procura do nosso território para instalar estas infraestruturas
*O TAMLA (Tirem as mãos do Litoral Alentejano) é uma plataforma informal que agrega Associações e Movimentos da região, sem as substituir, tem como objetivo pensar o território, trabalhar em rede, promover a interseccionalidade das lutas e o apoio-mútuo, criar ações coletivas e definir estratégias e prioridades de intervenção para o movimento social e ambiental.
