29 de Abril, 2026
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AGENDA – 10 abril, 18h, lanche+tertúlia, SPGL

Oradores

Giulia Daniele  Diretora do Observatório de Estudos da Palestina do ISCTE – Opal
Pedro Caldeira Rodrigues Jornalista 
Raquel Ribeiro Professora de História Ibero-Americana na FCSH 

Moderação
Sandra Monteiro (diretora Le Monde diplomatique – edição portuguesa

Local

SPGL, R. Fialho de Almeida, n.º 3 (Lisboa)

O mundo está em perigo. A operação militar lançada em 28 de fevereiro pelos governos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão ateou o fogo em todo o Médio Oriente e ameaça a estabilidade regional e global. A guerra entre Kiev e Moscovo, após a invasão feita pela Rússia, dura já há quatro anos e as negociações chegaram a um impasse. Os bombardeamentos, a ocupação e o genocídio perpetrados pelo exército israelita em Gaza e na Cisjordânia (com os ataques militares a estenderem-se já então ao Iémen, à Síria, ao Qatar, ao Irão e à Líbia) duram há mais de dois anos. Os Estados Unidos, que ameaçam até a Gronelândia, procuram impor o seu domínio global na América Latina, obrigando os governos a conformarem-se à sua política, como aconteceu na Venezuela e poderá alastrar-se a Cuba, após o endurecimento do bloqueio americano. A operação «Fúria Épica» no Irão, com contornos vagos, representa uma escalada bélica cujas consequências já se fazem sentir com intensidade.

Israel e os Estados Unidos, envolvidos num genocídio e em agressões, anexações e guerras ilegais, não se limitam a desrespeitar o direito internacional e instituições como as Nações Unidas. Deixaram também de prestar contas aos seus «aliados». Na União Europeia – onde só o presidente do governo espanhol defende claramente o multilateralismo, a aplicação do direito internacional e a via da paz –, os governantes não mostram capacidade, ou vontade, reagem a uma aventura militar desastrosa sem capacidade, ou vontade, de evitar a escala que ela implica dos desequilíbrios geopolíticos e geoeconómicos, nem a crise profunda em que irá mergulhar o continente. Enquanto se avoluma a crise resultante da dependência dos hidrocarbonetos, da interrupção das cadeias logísticas, da inflação galopante nos bens essenciais e da perda de poder de compra dos cidadãos, como podem os governos europeus (incluindo o português) manter a cumplicidade ou até o apoio a Donald Trump e a Benjamin Netanyahu?

Contribuição
Entrada: 10 mondes
Entrada solidária: 15 mondes

Organização
Outro Modo / Le Monde diplomatique – edição portuguesa

Inscrições
Inscrições no formulário em pt.mondediplo.com ou no e-mail mondediplopt@gmail.com

Local
SPGL, R. Fialho de Almeida, n.º 3 (Lisboa)

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