Tortura e Genocídio
Albanese: Tortura é uma componente estrutural do genocídio e do colonialismo de ocupação israelita
O MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente denuncia a atuação do Estado Israelita fazendo eco do Relatório elaborado por Francesca Albanese “A tortura tornou-se parte integrante da dominação e da punição infligida aos palestinos, tanto através de abusos durante a detenção como através de uma campanha implacável de deslocamento forçado, assassinatos em massa, e privação e destruição de todos os meios de subsistência, com o objectivo de infligir dor e sofrimento colectivos a longo prazo, o que a coloca no limiar do genocídio nos termos da respectiva Convenção – acusa a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, Francesca Albanese, no relatório que apresentou na 61.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, reunida entre 23 de Fevereiro e 2 de Abril, e que ontem foi divulgado”.
Eis o que diz o relatório, em três pontos:
1.º A tortura não é um fenómeno marginal.
O relatório descreve o uso sistemático de tortura contra palestinianos desde 7 de outubro de 2023: detenções em massa, violência física e psicológica, incluindo contra menores. Trata-se de uma prática generalizada.
2.º A tortura vai para além das prisões.
Inclui também a destruição das condições de vida: bombardeamentos, deslocações forçadas e privações.
A tortura é descrita como um sistema abrangente de coação e terror.
3.º Uma classificação jurídica reconhecida.
De acordo com o relatório, estas práticas atingem o limiar do genocídio.
A tortura não é descrita como uma aberração, mas como uma ferramenta de dominação. Há poucas semanas, o Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, apelou à demissão de Francesca Albanese, com base em declarações truncadas. Os detractores de Albanese não estão a tentar refutar as suas reportagens — estão a tentar desacreditá-la para evitar ter de lhes responder. Por outras palavras: quando o que ela documenta se torna demasiado sério, já não é o conteúdo que é atacado, mas sim a pessoa.
© Fotografía oficial de la Presidencia de Colombia – Andrea Puentes
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