Cambedo 1946
AGENDA – Sábado | 11 de abril de 2026
A nova peça do Teatro de Balugas, “CAMBEDO 1946”, estreou no Theatro Gil Vicente em Barcelos. Trata-se do primeiro espetáculo da segunda trilogia da companhia barcelense, com texto e encenação de Cândido Sobreiro.
A obra retrata a aldeia raiana de Cambedo que, em 1946, foi cercada por forças repressivas de ambas as ditaduras ibéricas e bombardeada com morteiros. O resultado foi gente morta, ferida e presa. Sobre o assunto caiu um ignominioso silêncio, o que se passou foi obscurecido e deturpado pelos fascismos ibéricos durante décadas.
Através do teatro físico, o trabalho é um espetáculo narrativo, utilizando a linguagem do corpo, sonoridades e elementos visuais como extensão dessa narrativa, para contar a história de uma fronteira que não impediu a solidariedade de dois povos, mas também não conteve um ataque militar concertado por Portugal e Espanha.
Sábado | 11 de abril de 2026 | 21h30
Espaço Cultural Fernando Augusto (Rua 5 de Outubro 33, 2625-685 Póvoa de Santa Iria)
Os bilhetes estão disponíveis através da Ticketline: https://www.ticketline.pt/evento/cambedo-1946-x-thalia-102113
Drama [espetáculo de teatro físico]
M/12 anos
Duração: 60 minutos
Vídeo promocional da peça:
TEATRO DE BALUGAS
O Teatro de Balugas inspira-se na cultura popular do noroeste peninsular (Norte de Portugal e Galiza). É teatro feito na aldeia, acreditando que este trabalho comunitário manterá viva a identidade desta, enquanto espaço de criação, numa luta contra o desaparecimento do mundo rural, da festa feita nas terras pelas gentes que contavam apaixonadamente as suas crenças, tradições e costumes, de uma certa ideia de progresso que não serve homens nem comunidades. É uma história de resiliência e continuidade, onde a cultura popular de gerações resiste nas mãos de um punhado de artistas anónimos que pisam o palco de balugas ou borzeguins, botas altas com atacadores, de onde deriva o topónimo da aldeia de Balugães.
Fundado em 2007, o Teatro de Balugas conta com mais de 25 criações teatrais levadas a palco, com textos originais, tendo atuado em várias localidades do noroeste peninsular, área geográfica umbilical do trabalho artístico desenvolvido, como em vários festivais em Portugal, Espanha, Itália, Hungria, Eslováquia e Mónaco.
Aliado ao projeto teatral, o Teatro de Balugas organiza o PALCO DE TERRA – Festival de Teatro Amador do Noroeste Peninsular e atribui anualmente o prémio PALCO DE TERRA para reconhecer e agradecer o trabalho e o esforço de pessoas ou instituições no âmbito do teatro realizado no meio rural e da criação artística sobre o Norte de Portugal e a Galiza. Como projeto internacional, a companhia de teatro é responsável pelo Clube UNESCO para a Salvaguarda do Teatro em Línguas Minoritárias e organiza, neste âmbito, o LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias. Coordena também, os prémios GIL VICENTE – European Amateur Theatre Awards (Prémios do Teatro Amador Europeu), que procuram celebrar a originalidade, a criatividade e o compromisso do teatro amador na Europa.