CIM Península de Setúbal, uma comunidade?
Para que serve uma organização de carácter intermunicipal?

Por João Barreta
Para aeroporto, terceira travessia do Tejo e fundos comunitários uma comunidade concentrada e concertada, já para o abastecimento de água e a recolha de resíduos, uma CIM desconcertada e desconcentrada.
A CIM Península de Setúbal foi criada recentemente, pelo que as populações ainda não terão a percepção da importância e do papel que tal organização pode e deve assumir.
Assim sendo, os primeiros passos da existência da CIM serão cruciais.
A recente “crise da água” no concelho de Almada, a “crise do lixo” em vários concelhos, para citar apenas estas duas situações, não seriam razões mais do que suficientes para a Comunidade “pensar local e agir global” e/ou vice-versa?
A ideia de “Comunidade” tem de passar para a … comunidade.
Se Almada tem um problema grave com o abastecimento de água, os restantes membros da Comunidade solidarizam-se com Almada e prestam toda a ajuda possível. Ou não?
Se um município da Comunidade tem um problema com a recolha do lixo, os outros membros prestam apoio, cedendo viaturas, por exemplo, ou não.
Ainda é cedo, é certo, mas nesta fase, perante problemas desta magnitude, a percepção das populações que compõem os municipios, que integram a Comunidade, em relação à nova CIM não poder ser … indiferente.
Afinal o que se entende por Comunidade? Para que serve uma “organização” de carácter InterMunicipal?
Não será necessário ler-se todos os manuais, mas qualquer dicionário já será uma primeira ajuda.