22 de Junho, 2024

O Porto grita Abril

Almoço no dia 25 de Abril vai reunir quem já gritou e continua a gritar

On n´oublie rien. Faz tudo parte das vidas de centenas de amigos e camaradas que se cruzaram num determinado ciclo da História recente. Como foi oportunamente anunciado e escrito “os que antes e após o 25 de ABRIL participaram num espaço de luta contra o fascismo e a guerra colonial e por uma sociedade mais justa. Criaram-se laços de amizade que queremos sempre renovar”. Esta é a plataforma de encontro do próximo dia 25 de abril, no Porto, onde Abril será comemorado com abraços e memórias vivas.

©DRA Baixa do Porto no dia 25 de Abril de 1974

O almoço realiza-se no Porto de Honra que funciona nas instalações do Centro Cultural Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto, na rua Alves Redol, 292-Porto.

Recorda-nos Álvaro Braga que este tipo de conversa teve início em 1985 na casa do José João Gil. Um pequeno grupo reunia anualmente no meio da criançada que brincava sem dar tréguas aos adultos. O grupo foi crescendo e passou de 10-15 para 30-35. Nestas circunstâncias tornou-se imperativa a marcação do encontro para um restaurante. Neste périplo, por ocasião dos 25 anos do Grito do Povo, realizou-se o almoço no Palácio de Cristal. E por aí adiante….

Desta feita é a comemoração dos 50 anos do 25 de Abril que irá juntar quase uma centena de “companheiros e companheiras” de ciclos e percursos muito diferenciados.

Isabel Lhano falava de camaradas..mesmo camaradas….no Podcast Conversas de Atelier.

Junocas onde estavas no 24 de abril?”

E para completar …os apontamentos da Irene Pimentel sobre a Manuela juncal....

“A minha querida amiga e camarada Manuela Juncal. Oiçam o podcast “Clandestinos”. Ó Manuela, somos mesmo da mesma geração, entrámos com as mesmas ideias e saímos da mesma forma. Só não cheguei a ir à Albânia! E olha que não dei pinotes quando falas do centralismo “democrático” piramidal

«Manuela Juncal. A arquitecta que se fez tecedeira para viver como os operários

Estudava Arquitectura na Faculdade de Belas Artes do Porto quando decidiu mudar-se para a aldeia de Brito, em Guimarães, para ser tecedeira numa fábrica. Ficaria na clandestinidade quanto tempo fosse preciso, para “consciencializar” os operários e aprender como viviam. Manuela Juncal, na altura com 22 anos, hoje com 74, manteve o nome próprio e mudou de apelido, para Manuela Gonçalves, e viveu cerca de dois anos na clandestinidade com Tito Amorim, na altura seu namorado, mais tarde marido, ambos da OCMLP: Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa.»

E depois do almoço a Banca sa AJA – Norte [Associação José Afonso] espera-nos nos Aliados .

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