16 de Abril, 2026
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Crianças e pais da Marinha Grande assistiram na Comeira a um espetáculo dos Palhaços na Orla

REPORTAGEM NSF – Marinha Grande, Comeira.

No quadro desolador de calamidade que emerge em várias regiões do país com casas destruídas, estradas cortadas, árvores destroçadas, empresas paralisadas e escolas fechadas o foco das pessoas e das organizações atingidas situa-se naquilo que é urgente e crucial para assegurar um quotidiano controlado a diversos níveis, com destaque para as questões de segurança e de funcionamento básico.

A Marinha Grande foi uma das diversas localidades fortemente atingidas pelos recentes temporais que estão a atravessar de forma persistente a região Centro do país. A situação não tende a melhorar e muitos residentes põem mãos à obra e procuram minimizar os estragos e proteger os seus bens. Foi neste quadro que os Palhaços na Orla, parceiros ativos da Rede Internacional Palhaços Sem Fronteiras, e a Associação A Nariguda de Torres Vedras levaram a efeito ontem dia 6 de fevereiro, à tarde, uma iniciativa de solidariedade com as populações locais, com destaque para as crianças que não puderam ir à escola e para os pais que também não foram trabalhar devido aos danos causados pela intempérie nas áreas industriais.

A Marinha Grande e o Pinhal de Leiria foram particularmente atingidos.

Associação da Comeira acolheu a iniciativa

A Associação Cultural e Recreativa da Comeira, na Marinha Grande, foi a anfitriã do Cabaré de Palhaços que durante uma hora animou a sala de espetáculos da associação na qual cerca de 70 crianças acompanhadas pelos seus familiares puderam viver momentos de festa e de alegria e desta forma firmarem para si próprios que a catástrofe que os está a angustiar não os pode levar ao desânimo e à tristeza. Esta é uma das vias que os Palhaços da Orla, que já estiveram em situações de profundo desgaste emocional das populações locais como na Ucrânia [guerra, êxodo], Marrocos [terramoto], Senegal [isolamento rural], utilizam para agregar de forma positiva emoções e esperança a partir de dinâmicas coletivas e participadas.

Para Carlos Franco, Presidente da ACR Comeira, este apoio logístico e financeiro [comparticipação nos custos de transporte] surge como um investimento na cultura “Correu bem, vimos muitas crianças e pais satisfeitos e para nós é isso que conta. Não temos grandes recursos, temos até algumas dificuldades, mas esta é a missão das coletividades. Quando a cultura vem ao encontro das populações para as apoiar a nossa obrigação deve ser a de incentivar e de ser parte ativa das iniciativas de solidariedade. Já o temos feito noutras ocasiões”.

Cumpriu-se assim a ideia-força enunciada por Eva Ribeiro antes do evento “Estas iniciativas pretendem oferecer um apoio emocional às crianças e suas famílias. Através da arte do palhaço as crianças podem viver emoções positivas que ajudam a atravessar momentos como este de insegurança, medo e ansiedade”. 

GALERIA


Carlos Franco na Associação Cultural e Recreativa da Comeira

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