Dois acontecimentos importantes
O facto de Seguro ter ganho como ganhou não foi bom para a extrema direita

Por Alberto Sousa
Um primeiro acontecimento, muito mais importante que o segundo, a guerra desencadeada pelos EUA contra o Irão.
O outro é português, a entrevista concedida por Passos Coelho à comunicação social.
Têm ambos algo em comum, são duas manifestações da direita radical.
A guerra em curso ainda vai fazer correr muita tinta e se já tem enormes repercussões em todo o mundo, vamos ter muitas mais ondas de choque, em todos os continentes.
Passos, o D. Sebastião da direita radical portuguesa, veio à liça provavelmente para pôr um travão a qualquer tentativa no PSD de se encostar ao PS, via Seguro.
A verdade é que os resultados eleitorais demonstram uma grande rejeição da extrema direita, nomeadamente do partido Chega e, sendo assim, depreende-se que o seu delfim, André Ventura, não terá pernas para alterar esta relação de forças, sozinho.
O facto de Seguro ter ganho como ganhou não foi bom para a extrema direita.
Podemos deduzir que o ataque a Montenegro vai ter agora um crescendo inevitável.
Tudo indica que os objetivos destes setores da direita mais extrema será reorganizar a AD, puxar para o seu lado a IL e o Chega.
Como reagir a isto?
Duas hipóteses a considerar: radicalizar à esquerda com a criação duma frente?
O PS puxar a ala social democrata do PSD e mesmo a direita democrática para uma alternativa?
Eis algumas interrogações.
Imagem de destaque, D. Sebastião, jovem. Texto Editado CVR – NSF