15 de Junho, 2024

Iniciativa de cidadãos relaciona o 25 de Abril com a luta contra a guerra

MUNDO | Guerra Rússia-Ucrânia | 25 de Abril

Reunião-debate, sábado, 2 de Abril, às 15h 30m, Auditório do SPGL, R. Fialho de Almeida 3, 1070-095 Lisboa

Não à guerra! Viva o 25 de Abril!

Todos os povos querem a paz. Nenhum povo quer a guerra.

Todos os povos europeus querem o fim imediato da carnificina na Ucrânia, resultante da invasão pelas tropas do regime oligárquico da Rússia, querem o respeito da soberania da Ucrânia e da Rússia, querem o respeito pelo direito à segurança de todos os povos.

A segurança e a paz dos povos da Europa estão ameaçadas pela crescente militarização e armamento da NATO por um lado, e da Rússia por outro.

Não ao aumento das despesas militares. Já há armamentos de sobra, quer para “atacar”, quer para “defender”. A corrida aos armamentos, a política de “dissuasão” e a militarização da Europa não são o caminho para a paz. Elas agudizam os antagonismos nacionais. Esta guerra é a prova disso. O caminho para a paz é a limitação negociada, e simultânea, do armamento.

A paz é a mobilização do povo, tal como em 25 Abril de 1974 teve lugar no nosso país.  

Nessa altura, os capitães de Abril abriram as portas da liberdade e o povo trabalhador iniciou a revolução que pôs fim a 13 anos de guerra colonial.

Abril mostrou o caminho para a paz e a fraternidade entre os povos, no mesmo processo em que os trabalhadores e as populações, organizando-se de forma livre e democrática, procuravam construir um país desenvolvido com direitos políticos, económicos e sociais, da Escola Pública ao Serviço Nacional de Saúde.

Abril é a paz e os direitos. Ele permitiu inserir (no artigo 7.º) o preceito constitucional que fundamenta as Relações Internacionais: “Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.”

Paz e justiça nas relações entre os povos é a base da cooperação, sem dominados nem dominadores, cooperação onde todos ficaremos a ganhar, em todas as áreas, da ciência e investigação à economia e à cultura. É o caminho para garantir condições de vida a todos e a todas, e garantir o futuro às jovens gerações.

Paz e justiça é o contrário do aumento da despesa para alimentar as máquinas de guerra e de barbárie.

Lembremos que foram o povo, os jovens e os soldados portugueses que – mobilizando-se contra a guerra e exigindo “Nem mais um soldado para as colónias!” – puseram fim à guerra colonial.

Foi por tudo isto que fizemos o 25 de Abril.

Não à guerra e a quem a promove!

Não ao envio de tropas portuguesas para a guerra!

Viva o 25 de Abril!

Primeiros subscritores

Carmelinda Pereira – Deputada à Assembleia Constituinte (1975-1976); António Avelãs – Membro da Direcção do SPGL (1); ; Mário Tomé – Militar de Abril; Jorge Custódio – Investigador; António Chora – Ex-coordenador da CT da AutoEuropa; José Casimiro – Activista social e laboral; Aires Rodrigues – Deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976); Eduardo Pires – Membro da CT da Lisnave no 25 de Abril; Joaquim Pagarete – Membro da Direcção do SPGL (1); Diogo Vintém – Membro da Direcção da JS do Montijo; Isabel Loureiro – Membro da Direcção do STAL de Leiria (1); Henrique Gomes da Costa – Membro do Conselho Geral da UGT; Paula Santos – Membro da Direcção do SPGL (1); Maria João Gomes – Ex-deputada da Assembleia Municipal da Marinha Grande; Catarina Gaspar – Professora universitária; Jaime Fernandes – Geógrafo (2); Fernando Alves – Dirigente desportivo (Marinha Grande); Susana Rosa – Professora do Ensino Especial, Artista plástica; Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa; Francisco São Bento –  presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP); Luísa Patrício – Membro da Comissão política da Secção do PS de Tomar; Carlos Franco – Dirigente associativo (Marinha Grande); Álvaro Órfão – Deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976); Isabel Roque – Investigadora, Activista social; Júlio Pego – Psiquiatra; António Katchi – Professor;

Outros subscritoresMaria João Vieira – Professora do Ensino Secundário (Leiria); Emanuel Rodrigues – Professor (Marinha Grande); Daniel Gatoeiro – Operário químico reformado; Prudência Rodrigues – Professora (Marinha Grande); Isabel Pina – Professora do Ensino Especial; Ana Tavares – Professora

Editor

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