18 de Junho, 2024

Fim à guerra! Manifesto circula na Europa e em Portugal

Não aceitamos que esta guerra deva ser usada para colocar os povos uns contra os outros

Informar sobre a guerra na Ucrânia e de forma mais concreta divulgar análises e interpretações dos acontecimentos foi matéria que assumimos num ciclo inicial de exposição de ideias e de visões, em lógica de leque de opiniões. Admitimos ter sido suficiente para construir argumentos e de alguma forma induzir alguma controvérsia e até reflexão. Entretanto, nos diversos canais disponíveis, terá sido possível acompanhar as abordagens que se foram desenvolvendo.

Mantendo este posicionamento marcado pela preocupação pela diversidade e pela pluralidade de opiniões tentaremos retomar o tema no SEM FRONTEIRAS com a informação de iniciativas concretas que envolvam ou sejam dirigidos a cidadãos ou cidadãs.

Publicamos hoje um Manifesto titulado Fim à Guerra! © SEM FRONTEIRAS

MANIFESTO

para subscrever enviar mail para japagarete@fc.ul.pt

A guerra que se está a desenvolver na Europa já está a ter consequências políticas e económicas em todo o mundo. Ela representa uma ameaça mortal para todos os povos da Europa e de todos os continentes.

Para preservar a humanidade, esta marcha para a barbárie deve ser travada. A guerra de Putin, como a da NATO implementada por Zelenski, não é a nossa guerra. Não estamos em guerra nem com o povo russo nem com o povo ucraniano. Queremos paz para o povo russo e para o povo ucraniano.

Ao invadir a Ucrânia, Putin embarcou numa aventura criminosa sem fim à vista para os povos russo e ucraniano. Putin não está a defender o povo russo. Exigimos a retirada das tropas do Exército de Putin. Condenamos a escalada guerreira da NATO e exigimos a retirada das tropas de todos os países da NATO.

O governo dos EUA, à frente da NATO, não defende o povo ucraniano, mas sim os interesses dos monopólios que querem assumir o controlo da vasta riqueza da Rússia, como fizeram no Iraque sob o pretexto da existência de armas de destruição massiva, que não existiam.

Não aceitamos que esta guerra deva ser usada para colocar os povos uns contra os outros.

Não aceitamos a recusa – reafirmada por Biden, pela União Europeia e por Putin – de estabelecer um cessar-fogo imediato e de parar a guerra.

A que é que isto conduz?

– À União Europeia treinar 15.000 soldados ucranianos, com o argumento de que a guerra deveria durar muito tempo, sem cessar-fogo, até a Rússia ser derrotada, com mortos, feridos e refugiados na sua esteira;

– Ao facto de os líderes dos nossos Estados estarem a entregar armas que matam e ferem centenas de milhares de seres humanos de ambos os lados, com a sua quota-parte de mortes, refugiados e destruição, lembrando as piores imagens das guerras que já dilaceraram o continente europeu;

– Às “sanções económicas” contra o povo russo, exigidas pelo Governo norte-americano, que são utilizadas para a subida dos preços, os lucros recorde dos trusts e oligarcas do petróleo, à compra em massa de gás de xisto, e ao início do colapso industrial da Europa;

– A que, em todos os países europeus, os governos submetam aos parlamentos orçamentos militares mais elevados que os parlamentos votam, canalizando somas gigantescas para os exércitos;

– A que milhares e milhares de milhões de euros sejam utilizados para o armamento da Ucrânia, em benefício da indústria de armamento e à custa dos trabalhadores (com cortes em todos os orçamentos públicos, hospitais, escolas, etc.).

Em muitos países europeus, as manifestações pela paz e contra a guerra expressam a rejeição desta marcha à barbárie, por parte dos povos da velha Europa, já berço de duas guerras mundiais.

Lançamos um grito de alarme: esta escalada na guerra pode levar a uma catástrofe mundial.

Não seremos cúmplices disso.

Apelamos a todos os trabalhadores e militantes da Europa para que unam forças para travar esta engrenagem mortal e esta carnificina, e para a paragem da guerra e um cessar-fogo imediato!

Este Apelo conta com 368 primeiros subscritores de 14 países europeus, assim distribuídos: Alemanha (40), Áustria (1), Bélgica (7), Dinamarca (2), Espanha (152), França (89), Grécia (10), Itália (7), Moldávia (1), Portugal (12), Reino Unido (1), Roménia (9), Sérvia (3), Suíça (34). E ainda com 18 subscritores de 12 países de outros continentes: Azânia/África do Sul (1), Argélia (1), Brasil (5), Burkina Faso (1), Chile (1), Costa do Marfim (1), Equador (1), EUA (1), Gana (1), Níger (2), Senegal (1), Togo (1).

Primeiros subscritores portugueses (a título individual)

Os primeiros subscritores em Portugal foram os seguintes: António Avelãs e Carmelinda Pereira, membros da Direcção do SPGL; Diogo Vintém, membro da CN da JS; João Vasconcelos,ex-deputado à AR pelo BE; Manuel Martins Guerreiro e Mário Tomé, militares de Abril; Jorge Custódio,arqueólogo Industrial; Júlio Pego, médico psiquiatra; Jaime Fernandes, escritor; Isabel Loureiro, membro da Direcção distrital de Leiria do STAL; Francisco Alves Ramos, membro da Direcção do SITE – Centro Sul e Regiões Autónomas; Guadalupe Simões, membro da Direcção nacional do SEP. E já contava, em 3 de Janeiro, com 63 outros subscritores portugueses.

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