Os populistas e os que vão atrás deles
Os dados desde 2015 da saúde, da educação e da economia, nada mau para um país soit-disant à beira do abismo
Por Ricardo Paes Mamede, in Facebook
A direita toda – PSD, Chega, IL e os meios de comunicação que lhes dão voz – passou oito anos a garantir que o país estava a caminho da desgraça. Os dados desde 2015 (até ao ano mais recente) são estes:
Saúde
Mais cuidados primários: de 10M (2016) para 10,6M de utentes (2024).
Mais cirurgias: de 3,6M (2015) para 5,1M (2024).
Menos espera por cirurgias: de 40 dias (2015) para 29 dias (2024).
Esperança de vida subiu de 81,3 anos (2015) para 82,5 anos (2023).
Mortalidade infantil desceu de 2,9‰ (2015) para 2,5‰ (2023).
Educação
Abandono escolar precoce caiu de 13,7% (2015) para 6,6% (2024).
Frequência na pré‑escola quase total: de cerca de 93% perto de 100%.
Mais qualificação: 61,5% da população (25‑64 anos) já tem pelo menos o secundário (era 45,1% em 2015).
Economia
Dívida pública: de 131,2% (2015) para 94,9% (2024).
Taxa de emprego: de 67,9% (2015) para 78,5% (2024).
Desemprego: de 13% (2015) para 6,5% (2024).
Despesa com juros da dívida caiu de 4,6% para 2,1% do PIB.
Nada mau, para um país à beira do abismo
Desde há um ano e meio o país pouco mudou, mas é claro que a desgraça que anunciavam desapareceu, ou está em vias de desaparecer, por milagre.
A bem dizer, há um domínio em que as coisas não pararam de piorar nos últimos anos: a habitação. Os preços médios mais do que duplicaram e uma parcela crescente da população vê-se aflita para ter casa onde viver.
[Se quiserem explorar aqueles e outros dados, experimentem o SITE.