15 de Abril, 2026
Sem nome

O tema da edição de 2026 do Printemps des poètes é “Liberdade. Uma força vital, libertada”

[Primavera dos Poetas] Liberdade. Força vital, libertada. Leituras performáticas.

Data(s) 24 de março de 202617hLugares)

Edifício da Biblioteca Universitária (BU)Universidade Paris Nanterre – Campus de Nanterre,Edifício da Biblioteca Universitária (BU) –   

Parte 1. Artivismos: palavras faladas, cantadas e dançadas pela companhia Cá e Lá

Para o festival Primavera dos Poetas, os atores da Cá e Lá revivem a performance intervencionista criada para a 18ª edição do Parfums de Lisbonne, dedicada ao ativismo artístico. A performance consiste em poemas, textos de autores de diversos países e versões de canções. Os textos (poesia, literatura, peças de teatro, ensaios, etc.) relacionados a protestos e resistência são falados e lidos pelos atores da Cá e Lá em uma performance bilíngue francês/português. As palavras são faladas, cantadas e dançadas.

  • Textos de Jacques Rancière, Ivone Chinita, Mahmoud Darwich, Ahmad Dahbour, Samih Al-Quassim, Christian Bobin, António Osório, Mourid Al-Barghouti; Mikhail Bulgákov; com canções ou ecos de canções de Camille, Gérard Manset, Chico Burque, Danielle Messia, Barbara Carlotti, Lhasa de Sela.
  • Direção Artística e Teatro : Graça Dos Santos,
  • Literatura : José Manuel Esteves (orientador)
  • Dança e fotos : Adrien Martins
  • Leituras guiadas e exercícios de movimento : Graça Dos Santos
  • Figurinos : Isabel Vieira
  • Piano : Leonardo Da Silva e Castro
  • Com  Mariana Marques, Gonçalo Cordeiro, Marine Galliano, Leonardo Da Silva e Castro
  • Com o apoio da  Mairie de Paris – DGRI, Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP), Université Paris Nanterre
Logotipo da empresa

A Companhia  Cá e Lá – uma companhia bilíngue franco-portuguesa – organiza  desde 2007 o Parfums de Lisbonne  , um festival de intercâmbio intercultural urbano entre Paris e Lisboa. A companhia (que celebrou o seu 40.º aniversário em 2023) tem, desde a sua criação, desenvolvido atividades ligadas a eventos científicos focados em temas relacionados com o bilinguismo/multilinguismo, a migração e o exílio, em colaboração com o Centro de Investigação Interdisciplinar sobre o Mundo Lusófono [ CRILUS ].

Parte 2. Palestina em Fragmentos 

Palestina em Fragmentos, de Nida Younis, é a primeira antologia dedicada à poesia de mulheres palestinas. Traduzida por Mohamed Kacimi e ilustrada por Colette Deblé, reúne poetas contemporâneas dos territórios ocupados, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e da diáspora . Através de uma diversidade de vozes e estilos, esta antologia explora a memória, o exílio, a identidade e a relação entre corpo e terra. Cada poema questiona como a história é escrita na esfera íntima e na linguagem, como é transmitida ou reinventada. Esta coletânea tece um diálogo entre experiências fragmentadas, oferecendo uma poesia que, apesar das distâncias, da ocupação e das rupturas, permanece ancorada na mesma realidade mutável. Através dessas vozes dispersas, a poesia consegue, apesar de tudo, costurar uma terra fragmentada e dilacerada pela colonização.  Mohamed Kacimi é escritor, dramaturgo e tradutor. Ele trabalha nos territórios palestinos há cerca de vinte anos, particularmente em Gaza, onde dirigiu a peça *On ne badine pas avec l’amour*, de Musset, com alunos da Universidade de Al-Aqsa. É autor da peça *Terre Sainte* e da crônica *Jours tranquilles à Jérusalem*. Também traduziu a coletânea *Je ne connais pas la poésie*, de Nida Younis (Editora Al Manar).

Leituras e música : 

  • Marjorie Nakache: atriz e diretora, codiretora do Studio Théâtre de Stains.
  • Ghina Daou: Atriz e diretora franco-libanesa, atua em Le Bureau des Légendes e interpreta Bérénice em uma versão bilíngue francês-árabe.
  • Kaïna Blada: formada no Estúdio Internacional de Artes Cênicas de Paris, destacou-se no teatro e na comédia musical em diversos espetáculos.  
  • Aurélie Allexandre d’Albronn: violoncelista formada no CNSM de Paris, autora e diretora artística do Ensemble Les Illuminations.

Sobre a Primavera dos Poetas

Fundado em 1999 por Jack Lang e Emmanuel Hoog, juntamente com André Velter, o Printemps des Poètes (Primavera dos Poetas) é hoje o maior festival de poesia da França. Ao longo dos anos, foi dirigido sucessivamente por Alain Borer, Jean-Pierre Siméon e Sophie Nauleau. Em julho de 2024, Linda Maria Baros assumiu a direção. Em sua edição anual de março, o Printemps des Poètes reúne mais de 17 milhões de pessoas para celebrar a poesia contemporânea e tradicional. O festival expandiu-se internacionalmente, alcançando cinquenta países em todos os continentes. Esse forte impulso é impulsionado por poetas, bem como por diversos parceiros, e se beneficia do amplo envolvimento de alunos, estudantes, professores, autoridades locais, cidades e vilarejos, editoras, livreiros e bibliotecários, museus, teatros, casas de poesia, associações e centros culturais.

Fonte – CRILUS – Graça dos Santos

Please follow and like us:
Pin Share

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.