Oh Cuba! Oh dignidade!
Dói ver aquele Povo ser humilhado por um mentecapto

por Helena Pato
Eu vi: foi hoje. O ódio transvestido de um sorriso estampado na sua habitual expressão de superioridade imbecil. Ele, a provocar o Planeta, de frente para as câmaras das TV: “Vou ter a honra de tomar Cuba e fazer dela o que eu quiser”
Doeu, forte. E tive vergonha de ser de uma geração que assiste a isto, impotente, num sofá. Porque tenho o maior respeito por Cuba independente. Porque ainda não deixei de agradecer a Fidel de Castro o seu legado histórico ao mundo, e a sua mensagem de solidariedade com aqueles que davam a vida pela Libertação. Porque quero muito, muito, àquele povo – culto, sensível, solidário, alegre, e com música na boca, nos pés e no coração. Porque aprendi, em Havana, a inutilidade dos bens materiais, para se ser feliz.
Porque vi o heroísmo de uma gente oprimida pelo bloqueio estadounidense, durante décadas, sem baixar os braços na defesa de uma crença, que ainda embala e acalenta, com os olhos marejados e o pensamento em Fidel e em Guevara.
Oh, ser tão feliz com tão pouco e manter a dignidade! Ainda hoje, pelas 23. 00, emocionada, eu senti vontade de voar para Cuba, só para dar um abraço à primeira cubana que encontrasse a prostituir-se no Malecón.
Porque sim! – ou por que não? As duas coisas. Oh, Cuba cubana de Fidel!