Lançamento do filme Cá e Lá 40 anos em cena
AGENDA – PORTO, 26 de abril, 15h15
No domingo, 26 de abril, será exibido o filme Cá e Lá 40 anos em cena / Cá e Lá 40 ans em scène, realizado por Ana Isabel Freitas, no âmbito da 9.ª edição do festival “Porto Femme 2026”, no Centro de Cinema da Batalha, sala 2, às 15h15.
Ana Isabel Freitas , artista visual, cineasta e doutoranda do CRILUS, criou um filme que reconta a trajetória da Cá e Lá, uma companhia de teatro bilíngue franco-portuguesa cujo trabalho explora a interseção entre memória e pós-memória, teatro e imigração, e teatro bilíngue.
Em 1983, a Cá e Lá apresentou uma peça com o título simbólico de Sudexpress, uma criação coletiva daquele ano que evocava as vidas de migrantes de primeira e segunda geração na França e em Portugal. Uma série de cenas retrata situações cotidianas provocadas pelo exílio, nas quais a questão da linguagem é fundamental. Mais de 40 anos depois, revisitamos esse projeto de teatro de protesto que, por meio de pesquisa-ação e pesquisa criativa, torna-se um reflexo da cidade cosmopolita e mescla as línguas e culturas de seus habitantes. Ao longo do filme, as vozes de Graça Dos Santos e Isabel Vieira servem como fio condutor.
“A arte autobiográfica do corpo é outra forma de ler a história através da transformação ou do uso de um corpo” [Jacques Rancière, 2000]. O filme é uma forma de rememoração que cruza memória e pós-memória, teatro e imigração, e teatro bilíngue. O corpo em ação é um tema constante no filme, que ressoa perfeitamente com o Festival Porto Femme.
Tema da nona edição do Festival Porto Femme: Trabalho.
Todas as informações sobre o Festival estão aqui: PORTO FEMME 2026 – PORTO FEMME.
O Festival Internacional de Cinema Porto Femme retorna ao Porto de 20 a 26 de abril. Para esta edição, o foco é o tema do trabalho. Em um festival dedicado ao cinema de mulheres e pessoas não binárias, falar de trabalho significa falar de todos aqueles que são visíveis, mas também de todos aqueles que são silenciados e apagados da história e da memória.
Com o festival acontecendo em abril, é impossível não refletir sobre a Revolução dos Cravos. Mesmo após este marco significativo, muitas conquistas levaram décadas para se concretizar, e muitas outras ainda estão por vir. Nosso tema não se limita às diferentes formas de trabalho, mas também aborda os estereótipos e desigualdades inerentes a elas.
Para esta 9ª edição, queremos abordar essas questões não apenas por meio da nossa programação, mas também criar espaços de reflexão sobre as condições de trabalho no festival. Em um momento em que o setor cultural enfrenta inúmeros desafios, convidamos todos a refletir coletivamente sobre formas de trabalho mais justas, sustentáveis e conscientes, tanto dentro quanto fora da indústria cinematográfica.
