15 de Junho, 2024

Como nos tempos do Salto

MUNDO | Na fronteira da Bielorrússia e da Polónia | com a Euronews

A história das migrações revela muitos pontos em comum nas diversas vagas que atravessam os tempos, designadamente na Europa. As causas da movimentação de milhares e milhares de pessoas são muitas vezes idênticas apesar dos contextos históricos serem muito diferentes. O não-respeito pelo direito a viver no local onde se pretende e deseja organizar a vida continua a prevalecer para milhões de pessoas. Sair à procura de alternativas a uma situação incomportável torna-se inevitável e os perigos destas opções são sempre os mesmos, com algumas agravantes nos dias de hoje.

É agora o caso de muitos imigrantes que chegam á Polónia pelas fronteiras da Bielorússia e que atravessam zonas desconhecidas a pé, vivendo situações de fome e desespero.

Uma luz que oferece esperança

Do lado da Polónia há quem ajude, sem querer no entanto facilitar ou até incentivar processos migratórios deste tipo. Mas a causa humanitária do apoio sem hesitações a quem precisa desesperadamente é mais forte e um advogado polaco lançou a operação Luz Verde que a Euronews apresenta de forma sintética desta forma:

“A “Iniciativa da Luz Verde” é um projeto lançado pelas redes sociais numa pequena vila da Polónia, junto à fronteira com a Bielorrússia, para ajudar os migrantes que procuram uma vida melhor e em segurança na União Europeia.

“A iniciativa começou a 12 de outubro pelo Facebook e junta alguns residentes locais, que, através de uma lanterna de cor verde acesa ao início da noite, pretendem ajudar os requerentes de asilo que conseguiram atravessar a fronteira desde a Bielorrússia.

Não vos ajudamos a esconderem-se nem na vossa futura viagem. Apenas vos ajudamos a sobreviver, num ato de solidariedade para com pessoas em necessidade”, avisa-se na página de Facebook criada pelo advogado Kamil Syller, residente em Dubicze Cerkiewne, a cerca de 10 quilómetros da fronteira com a Bielorrússia” ler resto do artigo na Euronews

A luz verde é o sinal. Acende-se ao início da noite.

Para muitos exilados, desertores e refratários e emigrantes económicos, portugueses estes apontamentos recordam situações similares que viveram no passado. Passar a Salto, afinal uma memória bem viva nos nossos tempos.

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