15 de Junho, 2024

EXÍLIOS NO FEMININO – Afinal que livro é este?

Opiniões, protagonistas e roteiro das apresentações públicas (3) | MARINHA GRANDE

O que diz Adélio Amaro?

A opinião do apresentador do livro e dinamizador da sessão na Marinha Grande dia 15 de abril 2023

ADÉLIO AMARO, nasceu em 1973, em Leiria. Entre vários cursos frequentou Design da Comunicação e História de Arte do Século XX. Atualmente é Presidente do Centro de Património da Estremadura (CEPAE), Consultor para a Cultura Popular do Município de Leiria, Presidente da BiblioRuralis – Associação Cultural, Diretor do jornal Gazeta Lusófona (Suíça), desde 2020, Coordenador Editorial da editora Portugal Mag (Paris, França). Foi, por duas vezes (2002-2004 / 2017-2019), presidente da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e presidente da Associação de Investigação e Cultura de Açores.

A Associação Cultural e Recreativa da Comeira, Marinha Grande, recebeu a apresentação do livro “Exílios no Feminino”, no passado dia 15 de abril.

Este livro celebra os 50 anos do 25 de Abril e, como tal, uniu sete mulheres que divulgaram um conjunto de apontamentos, testemunhos e notas numa reflexão conjunta e que entenderam partilhar com os outros. Marcaram presença quatro das sete autoras, Fernanda Marques (coordenadora), Beatriz Abrantes, Maria Emília Brederode dos Santos e Amélia Resende. De salientar que o livro conta, também, com textos de mais três autoras: Helena Cabeçadas, Helena Rato e Irene Pimentel.

Esta apresentação fez parte do projeto “Poesia ao Serão” daquela Associação e contou, ainda, com a presença de Carlos Franco, presidente da coletividade, de Carlos Ribeiro, editor.

Durante a sessão, as quatro coautoras foram respondendo a algumas questões que ali foram colocadas, perante uma sala cheia. Recordaram as estórias da História, muitas delas contadas na primeira pessoa em “Exílio no Feminino”, numa perspetiva interrogativa sobre a existência ou não de um exílio no feminino.

Fernanda Marques, Maria Emília Brederode Santos e Beatriz Abrantes e Amélia Resende

A sessão contou com alguns momentos de poesia que sublinharam a força da palavra em Abril de 1974.

O livro apresenta testemunhos muito fortes sobre uma procura constante de sete mulheres, como exemplo de muitas outras, que durante uma época regressiva, perseguidora e até vingativa, por um regime obsoleto e violentamente controlador, que conseguirem procurar novos «mundos», nunca baixando a cabeça e erguendo, sempre, a voz numa tentativa de salvar o brio humano de ser português, fosse homem ou mulher.

«Exílios no feminino» é um livro que testemunha percursos de um tempo inócuo, maltratado pelo motejo de um poder ignóbil, que o tempo provou que a razão só existe quando respeitamos a liberdade dos outros”.

A sessão encerrou com as palavras do editor, Carlos Ribeiro, que deu a conhecer todo o processo da edição do livro e consequente projeto sobre esta temática do exílio e as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Adélio Amaro

Imagens da Tertúlia e de alguns intervenientes

Fotos © CR/Caixamédia

Editor

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