18 de Junho, 2024

AGIR | Assina e divulga a petição da AI

A intensificação, sem precedentes, do conflito entre as autoridades israelitas e o Hamas e outros grupos armados tem tido um impacto devastador na população civil. O número de vítimas é alarmante. Inúmeras vidas foram destroçadas, despedaçadas e destruídas.
A cada novo dia, mais vidas se perdem e a catástrofe humanitária na Faixa de Gaza está a agravar-se. Assine a nossa petição para apelar a um cessar-fogo imediato por todas as partes, a fim de libertar todos os reféns, pôr termo ao sofrimento dos civis e garantir o acesso da ajuda humanitária à Faixa de Gaza

O Problema

O número de mortes de civis na Faixa de Gaza tem aumentado a um ritmo preocupante, num contexto de constantes bombardeamentos israelitas, em resposta aos terríveis ataques de terror perpetrados em Israel pelo Hamas e outros grupos armados, que causaram a morte de, pelo menos, 1.400 pessoas e o rapto de civis. Por outro lado, na Faixa de Gaza, mais de 6.500 pessoas foram mortas, nomeadamente através de ataques indiscriminados e outros ataques ilegais por parte do Governo de Israel. Mais de um terço das vítimas mortais naquele território são crianças. Inúmeros desaparecidos ainda presos sob os escombros. Milhões de pessoas enfrentam deslocações, desapropriação e sofrimento. Milhões de pessoas vivem em sobressalto e medo permanente da violência e de potenciais ataques pelas partes envolvidas no conflito, capazes de alastrar o rasto de destruição já inimaginável.
Nenhum dos sobreviventes pôde ainda fazer o seu luto pelos familiares mortos, em qualquer um dos lados do muro.

Pelo menos 200 reféns israelitas, capturados pelo Hamas e por outros grupos armados, permanecem na Faixa de Gaza, estando em perigo. Também os disparos indiscriminados de rockets contra Israel colocam os civis daquela região em risco.
O cerco imposto por Israel à Faixa de Gaza bloqueou a entrada de bens, nomeadamente água, alimentos e combustível, deixando mais de 2 milhões de pessoas naquele território a lutar pela sobrevivência. É certo que a catástrofe humanitária resultante do bloqueio ilegal imposto por Israel à Faixa de Gaza só poderá agravar-se se os combates não cessarem imediatamente.
As graves violações do direito internacional humanitário, incluindo os crimes de guerra, cometidas por todas as partes envolvidas no conflito, continuam a verificar-se.

Perante esta devastação e sofrimento sem precedentes, a humanidade tem de prevalecer.

A Solução

O cessar-fogo terminaria com os ataques ilegais de todas as partes, travaria o número crescente de mortos e permitiria que as organizações e agências de ajuda humanitária fizessem chegar o seu apoio à Faixa de Gaza, de forma segura e incondicional, a fim de pôr termo ao sofrimento humano. O cessar-fogo daria ainda, aos hospitais, a oportunidade de receberem medicamentos que salvam vidas, bem como a água e o equipamento que lhes está em falta. Facilitaria ainda a reparação de enfermarias destruídas.

O cessar-fogo proporcionaria também a oportunidade de negociar a libertação dos reféns detidos pelo Hamas e a realização de investigações internacionais independentes sobre os crimes de guerra cometidos por todas as partes, a fim de por termo à impunidade de longa data, que continuará a impulsionar novas atrocidades.

Manifesto

Este texto da petição, aberto à assinatura de pessoas individuais é também um Manifesto que convidámos outras organizações da sociedade civil portuguesa a subscrever.

TEXTO DA CARTA A ENVIAR

Vimos, pela presente missiva, apelar ao cessar-fogo imediato no Médio Oriente.

A intensificação sem precedentes do conflito entre as autoridades israelitas e o Hamas e outros grupos armados tem tido um impacto devastador na população civil. O número de vítimas é alarmante. Inúmeras vidas foram destroçadas, despedaçadas e destruídas. A cada novo dia, mais vidas se perdem e a catástrofe humanitária na Faixa de Gaza está a agravar-se.

Hoje, juntamos as nossas vozes e os nossos nomes, para apelar a um cessar-fogo imediato por todas as partes, a fim de libertar todos os reféns, pôr termo ao sofrimento dos civis e garantir o acesso da ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Perante esta devastação e sofrimento sem precedentes, a humanidade tem de prevalecer.

Juntamos ainda este apelo veemente à comunidade internacional e às lideranças políticas e diplomáticas nacionais para que lhes exijam um cessar-fogo imediato.

Neste cessar-fogo pedimos concretamente que:

  • Terminem os ataques ilegais, como os ataques indiscriminados, os ataques diretos a civis e a objetos civis e os ataques desproporcionados;
  • Israel permita a entrega imediata e sem entraves de ajuda humanitária aos civis da Faixa de Gaza, levante o seu bloqueio ilegal à Faixa de Gaza e conceda acesso imediato à Comissão Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinianos Ocupados (TPO);
  • A comunidade internacional imponha um embargo global às armas para todas as partes envolvidas no conflito, uma vez que estão a ser cometidas graves violações que constituem crimes ao abrigo do direito internacional;
  • A investigação em curso do Tribunal Penal Internacional sobre a situação dos TPO prossiga e receba todo o apoio e recursos necessários;
  • O Hamas e todos os outros grupos armados libertem, incondicionalmente e de imediato, todos os reféns civis e tratem com humanidade todos os que se encontram detidos, nomeadamente, prestando-lhes tratamento médico enquanto aguardam libertação;
  • O Governo de Israel liberte todos os palestinianos detidos arbitrariamente;
  • Possam ser abordadas as causas profundas do conflito, nomeadamente, através do desmantelamento do sistema de apartheid de Israel contra todos os palestinianos.

Convictos de que este apelo merecerá a atenção adequada por parte de Vossa Exa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,

VER EM AMNISTIA INTERNACIONAL

Please follow and like us:
Pin Share

Editor

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Follow by Email