Afinal, ainda há esperança
Uma manifestação de vontade, de resistência e de exigência para que o Estado cumpra a obrigação que tem de proteção dos cidadãos
Largo de Santos Lisboa – À frente do Cineteatro – A BARRACA | Domingo 15 de junho 2025
Lá bem ao fundo, na proximidade da tribuna improvisada reservada aos oradores, podia-se ler a exigência de ilegalização dos grupos neo-nazis. Apesar das intervenções de protesto, de reclamação de iniciativas e medidas concretas contra os agressores, de justiça “justa” e de ação do governo contra a violência dos grupos extremistas o tema da ação enérgica imediata foi ampliado a outros domínios como o racismo, a imigração e a Palestina.
Algumas intervenções marcaram a concentração, que agrupou centenas de pessoas, como foi o caso do discurso de Maria do Céu Guerra que denunciou com firmeza a extrema-direita e o ataque ao teatro e à cultura, também a produzida de improviso pelo Capitão de Abril Pezarat Correia que fez um apelo à resistência e ainda a do representante do Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo que convidou os presentes a agir de forma firme em defesa da cultura e dos trabalhadores que não querem regressar ao passado.





Um reencontro com causas
Tratou-se de um acto de protesto, de solidariedade mas também de declaração de intenção de continuar a lutar por causas diversas que os cartazes improvisados recuperavam de forma por vezes poética. Nas diversas referências, quer nos discursos dos oradores, quer nas palavras de ordem gritadas, sobressaiu a causa palestiniana e a exigência do fim do genocídio.
A Associação Vida Justa aproveitou para relembrar a repressão policial, a causa da habitação e a repressão que é exercida sobre as mulheres que circulam às 6h da manhã e que vão fazer as limpezas dos escritórios e de outros espaços e que não se sentem em ambiente de segurança no espaço público, pelas suas origens e por serem mulheres.





O regresso das pequenas tarjas
Elas estão a aparecer em diversos postes e em peças de mobiliário urbano com mensagens curtas que se lêem num abrir e fechar de olhos. Sinal dos tempos.


Fotos © NSF – CVR Editado 9h05 16/06 nome do capitão de Abril corrigido para Pezarat Correia.