Livros de cristal
Mário Correia e Paulo Esperança marcaram presença na Feira do Livro do Porto
Sábado 22 de agosto, um Palácio de Cristal e os seus jardins exteriores repletos de visitantes da Feira do Livro, um dia inesquecível para os amantes do livro e para os apaixonados pela cultura realizada por atores muito diversificados e desvinculada da exclusividade das elites que de uma forma geral reproduzem e alimentam modelos culturais instituídos.
Na Feira do Livro a oportunidade do livro e dos autores se dirigirem diretamente aos leitores quebra a lógica comercial das livrarias que colocam as obras mais apetecidas em destaque, compreendendo-se que o negócio tenha que ser rentável para muitas vezes garantir a sua sobrevivência e a viabilidade económica-financeira.
Mas no espaço aberto da Feira a conversa direta e amigável, entre quem escreveu e quem pretende conhecer melhor os autores, pode acontecer com sucesso.
Foi a situação que Mário Correia e Paulo Esperança viveram no espaço exterior da editora Lema d´Origem que publicou recentemente a obra Adriano Sempre da autoria do investigador independente, divulgador da música popular e do canto de intervenção e escritor. Mário Correia é um universalista. Enganam-se aqueles que o percecionam como um ermita radicado nas aldeias de Trás-os-Montes. Da abrangência e amplitude da sua ação de “conspirador cultural” poderíamos quase extrair um modelo de Enciclopédia da Cultura Popular que tanta falta nos faz.
Paulo Esperança, que lançou nestes últimos tempos A Galiza de José Afonso, acompanhou o autor e amigo Mário Correia, preenchendo mais uma etapa na calendarização de apresentações do livro sobre a relação muito especial entre José Afonso e os povos galegos. Paulo Esperança tem vindo a publicar matéria relevante sobre o andarilho e cantautor Zeca Afonso numa perspetiva de valorização das relações de fraternidade. Não é pouco nos tempos que correm.

Mário Correia e Paulo Esperança na Feira do Livro do Porto