22 de Junho, 2024

Uma tarde no museu, porque é preciso travar a Batalha da Memória

ESPECIAL SF | Sessão no Museu do Aljube Resistência Liberdade (I) | 8 de junho 2022

Não desistir, nunca! Foi esta inscrição que ilustrou a atitude de combatividade e de interesse coletivo em contribuir para que “Memórias e Exílios” integrem os processos de desenvolvimento e de transformação política e social do país.

A conversa prolongou-se até à hora do fecho do Museu do Aljube Resistência Liberdade e todos aqueles que arregaçaram as mangas durante o IIº Encontro de Narradores / Autores, que teve início às 15h00, permaneceram ativos no debate que os apresentadores do livro Exílios Sem Fronteiras, João Madeira, José Louza, Sara Amâncio, Carlos Ventura e José Augusto Martins provocaram com os temas abrangentes lançados para reflexão e para aprofundamento.

A importância dos mais jovens

Rita Rato, diretora do Museu acompanhou esta fase final da jornada e enquadrou a publicação do livro no conjunto de ações que têm sido dinamizadas numa instituição que procura dar prioridade a temas como o colonialismo e a oposição à guerra colonial, a repressão do regime salazarista com destaque para as prisões, procurando superar a grande falha dos manuais escolares que omitem a resistência ao fascismo. Há jovens que perguntam se estes acontecimentos tiveram lugar na Idade Média, afirmou em nota de legítima dramatização.

A Batalha da Memória

João Madeira apresentou a sua visão da publicação, que no seu entendimento assume propositadamente uma linha editorial bem distinta dos dois volumes anteriores da coleção Exílios, dando ainda destaque à dimensão mais coletiva que emerge do mosaico que foi produzido a partir de grandes temas organizados com uma coerência sequencial. O historiador salientou ainda a importância de terem sido tratados aspetos tão relevantes como a vida quotidiana no exílio e as relações entre exílio político e imigração económica. No final João Madeira foi categórico ao incentivar os presentes para uma ação consistente no quadro nas Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em torno do que apelidou a Batalha da Memória.

Debate e iniciativas

Depois de um ciclo de debates que ocorreram de forma entusiástica desde as 15h00, no âmbito do IIº Encontro de Narradores / Autores, ainda foi possível ouvir os pontos de vista de vários autores do Exílios Sem Fronteiras e de inúmeros outros participantes na sessão que aproveitaram, na sua maioria, para divulgar as respetivas histórias de vida.

No final várias referências a tarefas futuras foram divulgadas por dinamizadores de iniciativas que se inscrevem no calendário de eventos, com destaque para o Fórum Liberdade e Pensamento Crítico, em julho no Liceu Camões (como enfatizou Amélia Resende), a auto-organizações dos participantes e das entidades a que estão ligados na Batalha da Memória (como referiu João Madeira) no quadro das Comemorações dos 50 nos do Abril e ainda a organização de arquivos fotográficos e a relação com instituições especializadas nesses domínios (como informou Fernando Cardeira).

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