20 de Abril, 2026

Assassinado no crepúsculo do PREC

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Joaquim Leal um militante antifascista vítima do 25 de Novembro

25 DE NOVEMBRO – O que há ainda para contar

Por Alberto Sousa

O 25 de Novembro é para mim uma data contraditória mas que em síntese, posso definir com uma frase escrita no jornal do Grito do Povo na época “O social-facismo o saneou e o fascismo o matou” referindo-se ao camarada Joaquim Leal.

Quem era Joaquim Leal?

Provavelmente o grande dinamizador da banda desenhada na Amadora Leal foi assassinado na Estação da Amadora com um tiro que entrou pela bacia e saiu pela barriga.
Foi um lutador anti-fascista, um activista nas cooperativas culturais Vis- Proelium-Devir e colaborou ativamente em vários jornais regionais como foi o caso do Comércio do Funchal.

Lutador laboral na empresa Eduardo Jorge, desempenhou um papel fundamental numa greve que teve lugar em finais de 1973.

Perseguiu neste caminho de ativista e militante ao longo de todo o PREC, tendo sido saneado da empresa de transportes públicos Eduardo Jorge pela comissão dominada PCP em 1975, ainda antes do 25 de Novembro.


Alberto Sousa, amigo e camarada de Joaquim Leal

O Leal não merecia ter morrido

Conheci o Leal em 1971 e estive com ele até ao dia que faleceu.
A grande alegria do 25 de Abril, naturalmente para a minha geração, o dia mais importante e o mais bonito, a festa, a luta constante e diária, gratificante que foi drasticamente interrompida a 25 de Novembro.
O Leal não merecia ter morrido, o PREC foi morto e veio a ser enterrado nas presidenciais de 1976.

Um exercício que pode ser realizado a partir de uma pergunta que se impõe “O que teria acontecido em Portugal se não tivesse havido o 25 de Novembro?”.
O mesmo que aconteceu ao Leal?
25 de Abril Sempre!

Artigo no Jornal Voz do Povo nº 70

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