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Jovens envolvidos e implicados no debate sobre o futuro da democracia e da liberdade (I)

Perante um painel de uma dezena de jovens estudantes que vieram ao Fórum “Diz-me Como Foi” testemunhar sobre atividades realizadas no ano transato sobre o 25 de abril, dinamizadas pelo SEM FRONTEIRAS e pelos professores de história e ciência política do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente, Mário Tomé perguntou “E vocês debatem no vosso seio o que é a democracia e a liberdade? Têm uma ideia definida do que está associado a estas duas ideias-força para a nossa vida em sociedade?”

Um debate para continuar

Não poderia haver melhor quadro de conversa e debate. Os dados estavam lançados para um encerramento do Encontro com ideias frescas em resposta a perguntas pertinentes. Todos tinham algo a dizer. Uma coisa é certa a intenção de promover alguma reflexão sobre as melhores formas de ligar as memórias da resistência contra o regime fascista e contra a guerra colonial às linguagens e preocupações dos mais jovens, teve plena concretização. O debate teve um início dinâmico e agora importa dar-lhe continuidade.

Relacionar memórias de resistência com a vida quotidiana dos mais jovens

As intervenções sucederam-se e delas emergiram referências à vida quotidiana, às dificuldades em ter o foco nas grandes questões políticas e ideológicas, sabendo-se que os mais jovens estão a ser fortemente pressionados pela incerteza do futuro e pela vida precária. Uma sensação de insegurança que só pode ser colmatada por abordagens muito concretas e práticas que tenha significado para a vida de cada um. e cada uma.

O FÒRUM “Diz-me como foi” tem agora a responsabilidade de, em futuras edições, incorporar estas linhas de reflexão e de debate e de manter como estratégia fundamental a presença e participação dos mais jovens para que as memórias que são objeto de testemunhos e de relato de histórias de vida, sejam vivas e úteis para as lutas dos nossos tempos.

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