18 de Janeiro, 2026

Os jornalistas não morrem, eles são mortos

RSF-Repórteres Sem Fronteiras realiza balanço do ano 2025

O número de jornalistas assassinados voltou a aumentar devido às práticas criminosas das forças armadas, regulares ou não, e do crime organizado.  Dos 67 profissionais dos media assassinados no último ano, pelo menos  53 foram vítimas da guerra ou do crime organizado.

  1. Cerca da metade (43%) dos jornalistas mortos nos últimos 12 meses foram mortos em Gaza pelas forças armadas israelenses. Na Ucrânia, o exército russo continua a ter como alvo jornalistas nacionais e internacionais. Quanto ao Sudão, este país também se destaca como uma zona de guerra particularmente mortal para a profissão. 
  2. No México, o crime organizado é responsável por um aumento alarmante nos assassinatos de jornalistas em 2025. O ano de 2025 foi o mais violento no México em pelo menos três anos, e o país é o segundo mais perigoso para jornalistas no mundo, com nove jornalistas assassinados. E o fenômeno está se espalhando com a mexicanização da América Latina: o continente americano responde por 24% dos jornalistas assassinados no mundo. 
  3. Os jornalistas nacionais pagam o preço mais alto: apenas dois jornalistas estrangeiros foram mortos fora de seus países, o fotojornalista francês Antoni Lallican, morto por um ataque de drone russo na Ucrânia, e o jornalista salvadorenho Javier Hercules, morto em Honduras, onde morava há mais de dez anos. Todos os outros foram mortos enquanto cobriam as notícias em seu país.  
  4. Além da morte, eles são alvo de muitos outros abusos. Nada menos que 503 jornalistas estão detidos no mundo todo: enquanto a China possui o maior sistema prisional do mundo (121), a Rússia (48) – que entrou para o grupo dos três primeiros depois de Birmânia (47) – detém o maior número de jornalistas estrangeiros: 26 ucranianos. 
  5. Além disso, um ano após a queda de Bashar al-Assad, vários de repórteres presos ou capturados durante o seu regime estão desaparecidos, tornando a Síria o país com o maior número – mais de um quarto do total – de profissionais da mídia desaparecidos em todo o mundo.

Fonte : RSF

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